sábado, 14 de fevereiro de 2009

Das últimas dores de Amanda

Amanda não sabe o que escrever.
Esta parada ante o computador mas não sabe o que escrever. Tem sua cerveja, sua fuga; seu cigarro, sua culpa; mas não sabe o que escrever. Ela simplesmente ama. Como se amar fosse simples. Olha pela janela, procura respostas. Não as encontra. Continua a olhar pela janela, isso a acalma. Não são os fatos, são os atos. Amanda questiona-se sobre o que ser. Ama em demasia e não sabe se conter. Quando deveria esperar pelo tempo, haje sobre ele e do tempo faz brinquedo. Olhando ela janela escura se pergunta: o que é o tempo? Quando tempo leva para poder dizer á alguém que o ama? Quanto tempo deve levar alguém até entregar-se por alguém que o faz rever os conceitos do infitino, os proverbios do bem dito, os requiens para sonhos esquisitos? Quando se tem a falta 24 horas ao dia por alguém, não é amor? O que é o amor? O que é o tempo? O que é isso que Amanda sente em dor e aperto no peito? O que Amanda quer é ser feliz, sem conceito ou pré-conceitos. Somente a vida morna e plena, como uma pluma que desliza pelo ar indo de encontro á mão que afaga o dorso. Amanda não tem todas as respostas, por isso não sabe o que escrever ante o computador branco de susto.

Um comentário:

Ang disse...

Às vezes me vejo como Amanda... em uma crise de identidade sem fim...
Muito agradável o texto... adorei!