<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305</id><updated>2012-02-16T20:05:59.128-08:00</updated><title type='text'>MarginalVersoParalelo</title><subtitle type='html'>O que se escreve lá, também se escreve aqui. Não existem dois lados. Existem vários pontos de vista...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>92</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2659554733206006695</id><published>2009-08-17T19:58:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T19:59:01.785-07:00</updated><title type='text'>Silêncio!</title><content type='html'>Eu bebo cada minuto de silêncio&lt;br /&gt;Num compendio único e inigualável.&lt;br /&gt;Não só por mim,&lt;br /&gt;Mas também por todos aqueles&lt;br /&gt;Que não precisam falar para se expressar.&lt;br /&gt;Por isso bebem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não por que prezo o silêncio&lt;br /&gt;(embora o preze)&lt;br /&gt;Mas por que é no silencio&lt;br /&gt;Que me escuto&lt;br /&gt;E me escutando &lt;br /&gt;É que percebo quem sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bebo a cada minuto de silêncio &lt;br /&gt;Pelas almas daqueles que falam demais,&lt;br /&gt;Pelo desejo ardente &lt;br /&gt;Daqueles que não sabem o que dizer.&lt;br /&gt;Bebo para esquecer.&lt;br /&gt;Esquecer tudo aquilo eu disse,&lt;br /&gt;Tudo aquilo que faltou dizer&lt;br /&gt;E todo o resto que a convenção&lt;br /&gt;Não me deixou falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebo a cada minuto de silêncio&lt;br /&gt;Por que cada minuto bebido em silêncio&lt;br /&gt;É horas de embriagues não dita.&lt;br /&gt;A vida não dita suas regras.&lt;br /&gt;Sou eu o ditado para a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2659554733206006695?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2659554733206006695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2659554733206006695' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2659554733206006695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2659554733206006695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/08/silencio.html' title='Silêncio!'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-8100928846960258067</id><published>2009-07-18T15:03:00.000-07:00</published><updated>2009-07-18T15:30:02.238-07:00</updated><title type='text'>Descrição "bucólica" da real realidade poética da minha realidade mundana no sábado 18 de julho de 2009 as 19h14min.</title><content type='html'>A mesa tem 45 centimetros de comprimento por 30 centimetros de largura.&lt;br /&gt;Ocupando metade desta o lap top de tela aberta e letras surgindo.&lt;br /&gt;Á esquerda, como quem se opõe para participar,&lt;br /&gt;Três quartos de uma barra de chocolate, &lt;br /&gt;um cinzeiro com sotaque pernambucano,&lt;br /&gt;uma cartela de ingressos para o parque de diversões, &lt;br /&gt;uma latinha "Fisherman's Friend" com bússula e canivete,&lt;br /&gt;o controle mudo do aparelho de DVD,&lt;br /&gt;um Pen Drive "Super USB" e &lt;br /&gt;um copinho de martelinho com bafo de Jack Daniel's.&lt;br /&gt;No rádio Chico Buarque e sua inútil dificuldade de dizer o que foi bonito e seu inútil canto do que se perdeu. &lt;br /&gt;Em mim?&lt;br /&gt;Ora, esta imensa saudade do que não sou...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-8100928846960258067?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/8100928846960258067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=8100928846960258067' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8100928846960258067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8100928846960258067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/07/descricao-bucolica-da-real-realidade.html' title='Descrição &quot;bucólica&quot; da real realidade poética da minha realidade mundana no sábado 18 de julho de 2009 as 19h14min.'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4183626378495895171</id><published>2009-07-06T21:43:00.001-07:00</published><updated>2009-07-06T22:23:44.486-07:00</updated><title type='text'>irritação</title><content type='html'>a noite se atirou sobre o predio. atirei sobre mim o edredon. cruzei os punhos abaixo do queixo e me encolhi de frio esperando o sono. mera ilusão. de repente trovões. o vento balança a cortina, que bate no cabideiro, que balança o casaco, que faz barulho, que me irrita. a gata, femea, não sabe o tamanho exato do universo e entra no cio 2 vezes por mes. de repente começa a miar, agitar-se pelo quarto, esfregar-se nas paredes. clama pelo sexo alheio fazendo barulho que me irrita. o vento, insatisfeito em fazer barulho no cabideiro, entra pela sala, atravessa a cozinha e vem empurrar a porta do meu quarto, que balança, sacode a chave, rebate a parede, finje que tranca mas não tranca e irriquieta produz um barulho que me irrita. o que era frio borbulha pelo corpo num calor irritante. voa o edredon chão acima. a gata corre pra debaixo da cama. chuto o ar como centro-avante. respiro fundo. relaxo. são 00:15. tenho que acordar as 6h. o dia vai ser longo. respiro fundo. mentalizo o mar. o vento sossega. silencio. paz. faço as pazes com o edredon que volta a me abraçar. encolho as pernas afetivamente e espero o sono. que sonho. a gata, femea, não sabe do perigo da morte e resolve comer. a ração quebra-se entre seus dentes produzindo na imensidão do silencio da noite um estrondo de trovão. repete descompasada a trovoada. o vento ouve o chamado e traz a chuva que balança a cortina, que empurra a porta, que faz barulho, que me irrita. o edredon voa novamente. pulo num levanto e procuro a extensão exata do quarto em coices ao leu. abro a janela, encaro a noite, faço cara feia para o vento e procuro um palavrão bem cabeludo e extenso: "pêloreverbofagiacapilar!!!!". blasfemo. procuro culpados. a gata não respira. o vento não pia. a porta não ousa. quem mandou, justo hoje, beber refrigerante antes de dormir? duas latas. odeio a coca cola! são 01h05. tenho que acordar as 6h. vai ser um dia longo. deito. respiro. preciso me acalmar. converso manso com o edredon que volta para a cama. chamo a gata. deito-a comigo e aliso o pêlo, calmo e delicadamente. respiro pro fundo. mentalizo um campo, verde, florido, com arvores de belas copas ao longo. os pés descalços. a umidade da grama. a brisa leve que me balança os cabelos. sorrio agradavel e afundo-me no travesseiro recebendo o sono.&lt;br /&gt;são 2h16. a gata mia, o vento balança, o edredon não voltou mais pra cima, a porta dança, tudo isso me irrita. e eu tenho que acordar as 6h. vai ser um dia muito longo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4183626378495895171?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4183626378495895171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4183626378495895171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4183626378495895171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4183626378495895171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/07/irritacao.html' title='irritação'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-98489908328494878</id><published>2009-06-30T19:04:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T20:46:45.278-07:00</updated><title type='text'>O mundo dá voltas. Ah, voltas...</title><content type='html'>Amanda, enfim, postou-se ante o computador e com a tela aberta em característico branco de susto, fitou-se com ar de admiração e saudade. Tempos decorrido em silencio e palavras perdidas ao vento. Queria e precisava escrever. Mas, como de praxe, não sabia o que. Sabia o que sentia e que este aperto no peito era evidencia de poesia e dor. Levantou-se para uma dose. Jack deve entendê-la. Nos dedos o cigarro aceso. A música repetia-se como uma lagrima que não desprende dos olhos. Assim, a raiva é lamento; a decepção é inquestionável; a saudade é inevitável. Dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que esperar do amor? O que esperar de duas almas que por um motivo desconhecido pela razão se unem e resolvem que o caminho deve ser trilhado a dois? O que esperar quando o que atinge a motivação de um ser é o sorriso de outro ser? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Decidi que não te escrevia nada,&lt;br /&gt;Que deixaria a noite antepor-se a aurora&lt;br /&gt;E que com os raios quentes de um novo dia&lt;br /&gt;Pudessem as coisas falarem por si.&lt;br /&gt;Mas assim como é inevitável chorar de saudade&lt;br /&gt;É inevitável que estas linhas surjam ásperas e doloridas.&lt;br /&gt;Tua negação ao meu pedido primeiro &lt;br /&gt;É como uma planta de folhas largas&lt;br /&gt;Perdida no deserto &lt;br /&gt;Rodeada de pequenas pedras.*&lt;br /&gt;Ver tua boca desferir-me argumentos de educação&lt;br /&gt;É como ver a primavera pedir licença &lt;br /&gt;À flor antes de desabrochá-la.&lt;br /&gt;É como ver surgir no horizonte poente&lt;br /&gt;Um tímido risco rubro, &lt;br /&gt;Que não pinta a vista do poeta&lt;br /&gt;Por medo que não seja esta a vontade&lt;br /&gt;Do fim da tarde.&lt;br /&gt;Quando me dizes &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; por desconfiares de minha vontade&lt;br /&gt;É como ver repetir a manhã, &lt;br /&gt;Que não se ergue em dia, &lt;br /&gt;Por receio e educação.&lt;br /&gt;É como ver o barco imóvel &lt;br /&gt;Por que a correnteza não quer levá-lo&lt;br /&gt;Ao grande mar  &lt;br /&gt;Temerosa pela atitude a ser feita.&lt;br /&gt;Quando assim o fazes&lt;br /&gt;Negas o que plantamos &lt;br /&gt;Com cuidado e aninho nos nossos destinos.&lt;br /&gt;Se não era a vontade da terra &lt;br /&gt;Ver a macieira oferecer a maçã,&lt;br /&gt;Por que então deixou-se envolver na semente?&lt;br /&gt;Tenho medo do orgulho demasiado.&lt;br /&gt;Tenho medo da euforia demasiada.&lt;br /&gt;Tu podes culpar a uva.&lt;br /&gt;Mas eu culpo á ti.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorveu assim o ultimo gole, fechou a tela do computador em preto luto e pôs-se á dormir só...   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*citação á Bernard Marie Koltés  –  “Tabataba”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-98489908328494878?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/98489908328494878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=98489908328494878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/98489908328494878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/98489908328494878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/06/o-mundo-da-voltas-ah-voltas.html' title='O mundo dá voltas. Ah, voltas...'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-1932569369277611597</id><published>2009-05-27T21:51:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T21:58:28.946-07:00</updated><title type='text'>O que é, é?</title><content type='html'>O melhor de viajar é não estar no lugar cotidiano. Ter ainda um horizonte a frente, mas não o mesmo. Ter um ainda um ar que o respira, mas não o mesmo ar, que por vezes, o sufoca, dado o cotidiano. É um acordar sempre a mesma hora, ás nove antes do meridiano, mas não para estar atrasado. É almoçar a mesma coxa de galinha. Mas não ao molho, desta vez frita. É ver o mesmo ato de encenar em teatro, mas desta vez, não com os mesmos atores já manjados, Lisboetas ou Parnanguaras, e não ter como publico parentes e goteiras desarranjadas. O bom de viajar é ver que, mesmo incredulamente, existe ainda mais para se ver.&lt;br /&gt;O ruim de viajar é a volta. É quando tudo acaba. É quando abre-se a mesma porta de sempre, sob a mesma estação de sempre, ante a mesma mesmice de sempre. É perceber que nada muda por mais que se perdure a busca da mudança e que o máximo que se tem de modernidade é a edição nova dos sonhos alcoólicos de mesa de bar.&lt;br /&gt;Daí o que fica é este olhar baixo, este pensar distante, este calar-se continuo, este deixar-se de lado para lembrar. Esta vontade de voltar e viver de viajem, por que a viajem não traz o cotidiano. Por que o cotidiano é o medo do desconhecido e viajar é ter o desconhecido pela mão como companhia.&lt;br /&gt;Eis que, nestas noites cotidianas, fica esta pergunta: Mas e daí? Agora o que resta é debruçar-se sobre as teclas e lacrimejar nelas as horas antes da próxima viajem? É aninhar-se nas lãs das criticas inconformadas e nelas dormir o sono dos acomodados?&lt;br /&gt;Sinceramente, eu sinto falta de uma São Leopoldo que não sei se um dia existiu. Uma São Leopoldo, berço de meu cotidiano, capaz de surpreender os olhos dos que lêem e os ouvidos dos que ouvem. Uma São Leopoldo capaz de fazer suprir esta necessidade do novo, do inexplorável, do que ainda há porvir. &lt;br /&gt;Pessoalmente (e é a nas minhas vivencias pessoais que se baseia este blog e este texto), conheço uma porção de escritores, poetas, cronistas, músicos, artistas, atores, dançarinos que não fazem nada mais do que apenas sobreviver á uma corriqueira arte que não surpreende nem transcende. Nada mais do que mentes que iluminam apenas o necessário. Nada mais do que (pseudos) intelectuais que não fazem mais do que o necessário para serem o que são. De uma administração política, que governa a cidade, apenas com o trivial e o básico. Justifico esta última linha salientando que o governo anterior nada fez, portanto, o pouco que se faz agora já é muito. Mas este muito ainda é pouco, sabendo-se que ainda prevalecem as politicagens de sacanagem que nos acompanham desde o Império. &lt;br /&gt;Após este ponto reacende-me a pergunta: Mas e daí? O que posso eu falar se ainda sou este mesmo de sempre, submerso em minhas esperanças, em minhas frustrações, que nunca passou de um Manifesto do Teatro Futurista e de um BAND AID na camisa? Como posso eu fazer qualquer critica se não passo de mais um alvo de minha própria critica?&lt;br /&gt;Para quem abre um sorriso malicioso, repondo: não sei. Talvez...&lt;br /&gt;O que sei é que ainda escrevo e escrevendo pergunto, desabafo, perturbo. &lt;br /&gt;Quero e espero uma mudança, como espera a chuva o cactos do deserto.&lt;br /&gt;Até lá bebo, fumo e viajo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-1932569369277611597?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/1932569369277611597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=1932569369277611597' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1932569369277611597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1932569369277611597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/05/o-que-e-e.html' title='O que é, é?'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4563462903029547660</id><published>2009-05-21T17:46:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T17:49:13.013-07:00</updated><title type='text'>Amanda vai viajar...</title><content type='html'>Amanda retirou os fones de ouvido da mochila, colocou-os em tiara sobre os cabelos, respirou fundo, segurou o MP3 com a mão esquerda e pressionando o dedo polegar sobre o “Play” pôs-se a caminhar. Saía de casa, do quarto, da tela do computador, para distribuir pela cidade um pouco de seus pensamentos. A musica como companhia inspirava-a. &lt;br /&gt;Trilhava oculta sob as sombras dos casarios antigos iluminados pela luz perola da lua e deixava-se revelar quando banhava-se da mesma luz. Nas caminhadas noturnos os olhos não precisam dirigir-se a frente, além dos pés. Podem fixar-se junto dos mesmos. E ambos andam lentos, calmos, sem a pressa diurna ou a necessidade objetiva dos otimistas. Caminhar a esmo, ao sabor do vento, é embalar-se ao som das harpas angelicais. Anjos. Amanda precisa caminhar. Amanda precisa pensar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4563462903029547660?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4563462903029547660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4563462903029547660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4563462903029547660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4563462903029547660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/05/amanda-vai-viajar.html' title='Amanda vai viajar...'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4741412126665286045</id><published>2009-05-20T19:51:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T20:03:23.715-07:00</updated><title type='text'>Não sei...</title><content type='html'>Não sei.&lt;br /&gt;As vezes fico assim, &lt;br /&gt;olhos vidrados no branco&lt;br /&gt;mente perdida no passado,&lt;br /&gt;uma vontade de correr para teus braços&lt;br /&gt;de beijar a tua boca&lt;br /&gt;de morrer de amores no teu sexo.&lt;br /&gt;Vontade de recomeçar,&lt;br /&gt;esquecer, mudar,&lt;br /&gt;transformar a poesia&lt;br /&gt;em recado,&lt;br /&gt;em bilhete de não esqueça o mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhares noturnos,&lt;br /&gt;remelas diurnas,&lt;br /&gt;halito madrigal, &lt;br /&gt;gordura vegetal.&lt;br /&gt;Café sem açucar,&lt;br /&gt;cabelo na boca,&lt;br /&gt;brigas embreagadas,&lt;br /&gt;sexo nas escadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que seja alcool, THC, nostalgia,&lt;br /&gt;nicotina ou pura sem vergonhice.&lt;br /&gt;Não sei.&lt;br /&gt;Mas as vezes fico assim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4741412126665286045?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4741412126665286045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4741412126665286045' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4741412126665286045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4741412126665286045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/05/nao-sei.html' title='Não sei...'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-6983469859687105473</id><published>2009-05-13T21:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T13:25:23.372-07:00</updated><title type='text'>Cronica da Casa Assassinada - II</title><content type='html'>A Calopsita era para ele o que ele era para si próprio. Chamava-a de &lt;em&gt;Alma&lt;/em&gt;. Era de uma cor radiante, num amarelo ouro envolto de uma leve borda marrom em cada pena. E cantava, ah!, como cantava. Iluminava a manhã num agudo aurora, em notas de &lt;em&gt;Estrada do Sol&lt;/em&gt;, do Tom. Detalhe: solo no piano. &lt;br /&gt;Moravam apenas o dois num apartamento de dois quartos, um para cada, e era felizes numa simplicidade única, coisa de pares singulares. Ela o acordava e ele a punha para dormir. Nunca iam pra cama, uma para cada, sem ele ler Vinicius de Moraes e Mario Quintana para ela. Então, antes do ultimo verso, ela suspirava e adormecia sobre suas penas, num sonho profundo. &lt;em&gt;“... dorme, como dormirás um dia, na minha poesia, um sono sem fim.”&lt;/em&gt;Eram companhias completas. Conheciam-se de profundas indagações sobre amor, futuro e boemia, em noites regadas a vinho, só para ele, e muita, muita Bossa Nova. Um consolava o outro nos piores dilemas, nas mais profundas especulações sobre casamentos, um para cada, filhos e &lt;em&gt;“o que eu me tornei?”. &lt;/em&gt;Separavam-se apenas quando ele saia para trabalhar como carteiro. Mas no mp3, que lhe serve em trilha sonora para o dia, tocava apenas a saudade &lt;em&gt;“... não há tempo mais vazio do que longe do meu bem.”&lt;/em&gt;Mas acontece que um dia o dia amanheceu em silêncio.&lt;br /&gt;Ele acordou de susto e correu para o quarto dela. Vazio. Levou as mãos á cabeça num gesto de desespero e passou a procurar pela casa. Banheiro, cozinha, quarto, &lt;em&gt;Alma!, &lt;/em&gt;sala, guarda roupa, &lt;em&gt;Alma! Alma!. &lt;/em&gt;Parou de joelho no meio da sala, aos prantos, entregue ao choro compulsivo da perda.&lt;br /&gt;Naquele dia não foi trabalhar. Não abriu a janela, não saiu de casa, não parou de beber, não desligou o aparelho de som. &lt;em&gt;“Tem pena de mim. Houve só meus ais. Eu não posso mais. Tem pena de mim.”.&lt;/em&gt;Os dias nunca mais foram os mesmos. Entregava cartas de dia e saia para beber a noite, num gesto inconsciente de busca por sua alma. Nos dias de folga, zanzava pelas ruas com os olhos buscando o nada, o vazio, um horizonte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era sábado de manhã. Uma manhã cinza, sem cor, querendo nublar. Ele percorria o centro da cidade de cabeça baixa, cigarro esfumaçando entre os dedos, passos perdidos. De repente, rasgando o cinza chumbo dos céus, um raio quente de sol veio aquecer-lhe a face. Foi quando ouviu em assovio: &lt;em&gt;“...é de manhã...” &lt;/em&gt;. Petrificou. Era ela. A Estrada do Sol. Era ela. A &lt;em&gt;Alma&lt;/em&gt;. Abriu um sorriso e saiu á procura do assobio. Vinha de uma agropecuária. Emocionado na busca pelo som, grudou os olhos numa parede repleta de gaiolas com as mais diversas espécies e cores de aves. Não teve dúvidas e apontou o dedo para a gaiola certa gritando: &lt;em&gt;Alma&lt;/em&gt;! &lt;br /&gt;Ajoelhou ante a gaiola e, eufórico, cantava a musica do assobio. As mãos abraçavam a gaiola. O dono do recinto, espantado com tal atitude, aproximou-se oferecendo ajuda. &lt;br /&gt;De repente sentiu por dentro uma raiva, um desespero dos dias de solidão e angustia. Dias em que preferia a morte. E agora encontra sua &lt;em&gt;Alma&lt;/em&gt; presa como um produto á venda dentro de uma gaiola. Explodiu verbalmente sobre o senhor:&lt;br /&gt;- Pois quem precisará de ajuda é o senhor, que aceita mercadoria roubada em seu recinto. Que espécie de espelunca é essa que faz parte de um crime organizado, contrabandeando animais silvestres? Que espécie de ser humano é o senhor que contribui para o desespero alheio? Pois saiba que eu encontrei com a dor, eu provei o sabor salgado da lagrima, eu furei meus olhos nos copos com gelo porque gente como o senhor roubou o que mais me era meu. O senhor roubou minha &lt;em&gt;Alma&lt;/em&gt;. Pareceu-lhe justo pensar em seus lucros contínuos e exorbitantes antes de pensar no que realmente há para se importar na vida. Vendo tal atitude, fica explicito o por que do definhamento da espécie humana, consumindo seus umbigos como hienas eufóricas e famintas. Lambuzando-se com o próprio sangue na estúpida sensação de ser sangue alheio. É deprimente o seu espírito putrefato. &lt;br /&gt;- Senhor, o que é isto?&lt;br /&gt;- Isto, meu caro senhor, é um acerto de contas com sua consciência. Exijo que o senhor devolva minha Calopsita e responda pelos seus atos sujos e mesquinhos. E que disponha-se a encarar-se de frente a cada manhã na frente do espelho, antes mesmo de lavar esta cara imunda e vestir-se de uma mascara cruel e impessoal. &lt;br /&gt;- Meu senhor, deve haver um engano...&lt;br /&gt;- Engano é o que o senhor faz com sua própria vida, ou melhor, com sua própria morte. Achas que serás assim imponente quando estiveres caminhando sobre a ponte pênsil que divide o inferno do céu? Ou achas que o peso de tua consciência não vai desequilibrá-lo? Se pensas que serás como todos os outros, pense que ...&lt;br /&gt;- Meu senhor, há um engano. Isto não é uma Calopsita. É uma Caturrita.&lt;br /&gt;Ele estalou os olhos para o senhor da loja. Ficaram em silêncio por instantes que permearam nas leis de Einstein por anos. Baixou a cabeça e virou-se em silêncio para perder-se porta afora.&lt;br /&gt;Passou a escutar Papas da Língua, fez do quarto vago uma sala de ginástica e agora tem um peixinho dourado num aquário no canto esquerdo da sala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-6983469859687105473?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/6983469859687105473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=6983469859687105473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6983469859687105473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6983469859687105473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/05/cronica-da-casa-assassinada-ii.html' title='Cronica da Casa Assassinada - II'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7367716899124438425</id><published>2009-05-10T18:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T19:27:12.094-07:00</updated><title type='text'>Carta à Julieta</title><content type='html'>domingo, 10 de maio de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;querida julieta, &lt;br /&gt;escrevo-lhe para dizer que mudei.&lt;br /&gt;parti de onde estava e ocupo agora um novo lugar em mim.&lt;br /&gt;se já não sei para onde quero ir com certeza, pelo menos tenho a certeza de onde não quero mais estar. &lt;br /&gt;as coisas que surgem no ar após uma ventania por vezes pousam novamente de onde partiram, por vezes pairam ainda perdidas a procura de um novo pouso. era assim que me achava, pairando sobre minha rotina sem saber quais eram as horas do dia, quais eram as lagrimas da noite. não era eventual confundir lagrimas com estrelas ou insonia com poesia. perambular pela cidade vazia pode ser inspirador. tão inspirador quanto perder-se de olhos vendados na beira de um abismo rochoso. acalentar-se no ébrio das companhias de copos erguidos pode ser confortavel. tão confortavel quanto aninhar-se numa jangada perdida em alto mar. &lt;br /&gt;antes que te indagues e me pergunte, devo advertir-te que não tenho todas as respostas e que tão pouco faço questão de ser exemplo para alguem ou para alguma nova cronica. apenas procuro desfazer-me do ócio que vem me acompanhando tem algum tempo. eu que sempre fui sonhadora, ando pensando sériamente em voltar a domir. é que quando se dorme, se dá a oportunidade de despertar. e creio que despertar seja um bom motivo para ver as coisas acontecerem. estou cansada de ficar cerrada em mim.&lt;br /&gt;é por isso que lhe escrevo. para lhe dizer que mudei. &lt;br /&gt;e tambem para cumprimentar-lhe e dizer que após tanto tempo muda, muito me agrada confidenciar-te estas linhas. &lt;br /&gt;espero que estejas bem. &lt;br /&gt;e beba aquele bom vinho na beira do Senna por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com amor e carinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanda&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7367716899124438425?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7367716899124438425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7367716899124438425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7367716899124438425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7367716899124438425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/05/carta-julieta.html' title='Carta à Julieta'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4972802804619052646</id><published>2009-04-20T21:16:00.001-07:00</published><updated>2009-04-20T21:16:45.247-07:00</updated><title type='text'>Conversas</title><content type='html'>-Só com você não dá certo. Porque?&lt;br /&gt;-Porque o amor é tão estranho quanto amar um estranho.&lt;br /&gt;-É. O amor tem dessas. Você passou o dia bem?&lt;br /&gt;-Bem. Descansei no sol e trabalhei na lua.&lt;br /&gt;-Estas animado?&lt;br /&gt;-Como um gato em cima do muro na lua cheia.&lt;br /&gt;   (silêncio)&lt;br /&gt;   -Que mais você fez hoje?&lt;br /&gt;-Nada mais. Apenas sonhei a vida que queria ter quando dormisse. &lt;br /&gt;-Espera aí.&lt;br /&gt;-Ta!  Eu desisto!&lt;br /&gt;-Eu não! Ah, que droga...&lt;br /&gt;    (off line)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4972802804619052646?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4972802804619052646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4972802804619052646' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4972802804619052646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4972802804619052646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/04/conversas.html' title='Conversas'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-5739799243634753730</id><published>2009-04-14T07:45:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T07:47:42.113-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>To precisando fugir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-5739799243634753730?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/5739799243634753730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=5739799243634753730' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5739799243634753730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5739799243634753730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/04/sentado-de-frente-para-janela-aberta.html' title='...'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7568721309716820543</id><published>2009-04-12T20:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T20:50:47.902-07:00</updated><title type='text'>As noites de Amanda</title><content type='html'>Amanda não gosta de dormir.&lt;br /&gt;mas esta noite o quer fazer.&lt;br /&gt;e como quem vai deitar &lt;br /&gt;em um berço póstumo, &lt;br /&gt;deixa seu último alento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estou em dor.&lt;br /&gt;me sinto desamparada,&lt;br /&gt;abandonada,&lt;br /&gt;sozinha.&lt;br /&gt;a lua é minha única&lt;br /&gt;companhia.&lt;br /&gt;e ela chora comigo.&lt;br /&gt;no meu peito&lt;br /&gt;um aperto sem fim.&lt;br /&gt;uma angustia &lt;br /&gt;que segura a respiração,&lt;br /&gt;que desconstrói o tempo,&lt;br /&gt;que remexe a estrutura da poesia.&lt;br /&gt;e dela,&lt;br /&gt;como sangue &lt;br /&gt;que escorre do espinho,&lt;br /&gt;homenageia a tolice do amor.&lt;br /&gt;novos rumos esperam.&lt;br /&gt;mas me sinto sem rumo.&lt;br /&gt;a aurora é inevitável.&lt;br /&gt;amanhecer um martírio.&lt;br /&gt;o dia inteiro para viver&lt;br /&gt;este cigarro que não cessa,&lt;br /&gt;este sorrir que não ilumina,&lt;br /&gt;esta água que inebria.&lt;br /&gt;até a lua &lt;br /&gt;parece estar&lt;br /&gt;cheia de mim. &lt;br /&gt;conto uma estrela por lagrima.&lt;br /&gt;a noite esta estrelada.&lt;br /&gt;os olhos caem em desespero.&lt;br /&gt;confundem desconsolo e sono.&lt;br /&gt;desesperadamente preciso dormir...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sob a luz apagada do abajur,&lt;br /&gt;Amanda desfalece no seu sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7568721309716820543?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7568721309716820543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7568721309716820543' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7568721309716820543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7568721309716820543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/04/as-noites-de-amanda.html' title='As noites de Amanda'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-8989740556505034420</id><published>2009-04-08T20:09:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T20:23:23.622-07:00</updated><title type='text'>Vamos brincar...</title><content type='html'>Vamos brincar &lt;br /&gt;de melodias perdidas,&lt;br /&gt;notas intrínsecas,&lt;br /&gt;rimas malditas,&lt;br /&gt;poesias sem rima,&lt;br /&gt;musicas abatidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos brincar &lt;br /&gt;de poesias anarquistas,&lt;br /&gt;musicas sem vida,&lt;br /&gt;notas retorcidas,&lt;br /&gt;rimas escapulidas,&lt;br /&gt;melodias esquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos brincar&lt;br /&gt;de musicas partidas,&lt;br /&gt;rimas escondidas,&lt;br /&gt;notas esculpidas,&lt;br /&gt;melodias ridiculas,&lt;br /&gt;poesias manuscritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos brincar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-8989740556505034420?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/8989740556505034420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=8989740556505034420' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8989740556505034420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8989740556505034420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/04/vamos-brincar.html' title='Vamos brincar...'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-1987784146484263125</id><published>2009-04-02T19:46:00.000-07:00</published><updated>2009-04-02T20:05:01.160-07:00</updated><title type='text'>por que a gente é assim?</title><content type='html'>eu não gosto de dormir.&lt;br /&gt;a noite inteira para sofrer&lt;br /&gt;e tanta gente preferindo dormir.&lt;br /&gt;acho que dormir &lt;br /&gt;é um desperdiço de sofrimento.&lt;br /&gt;tanta estrela no céu&lt;br /&gt;brilhando como lagrima&lt;br /&gt;e tem gente sonhando &lt;br /&gt;um sonho vão que acaba,&lt;br /&gt;um sonho vão que se dissolve&lt;br /&gt;na fronha com baba.&lt;br /&gt;eu não.&lt;br /&gt;prefiro ficar aqui,&lt;br /&gt;com meu texto e minha dose.&lt;br /&gt;com minha dor e minha tosse.&lt;br /&gt;decifrando a esfinge&lt;br /&gt;que há em mim.&lt;br /&gt;deforando-me a cada enigma,&lt;br /&gt;a cada poesia que me intriga.&lt;br /&gt;eu sei,&lt;br /&gt;eu sou assim.&lt;br /&gt;as vezes o avesso de mim mesmo,&lt;br /&gt;a retorica de meu proprio texto.&lt;br /&gt;mas fazer o que?&lt;br /&gt;se é para ser, &lt;br /&gt;que eu seja assim mesmo,&lt;br /&gt;ideal de mim,&lt;br /&gt;resultado da soma &lt;br /&gt;das duas pontas&lt;br /&gt;de um mesmo fim.&lt;br /&gt;um brinde noturno ao amor.&lt;br /&gt;e para toda a dor &lt;br /&gt;que há no amor.&lt;br /&gt;e só assim &lt;br /&gt;que eu sei ser (in)feliz.&lt;br /&gt;não sei se eu consigo&lt;br /&gt;ser de outro jeito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-1987784146484263125?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/1987784146484263125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=1987784146484263125' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1987784146484263125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1987784146484263125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/04/por-que-gente-e-assim.html' title='por que a gente é assim?'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2125920452185235285</id><published>2009-03-29T12:18:00.000-07:00</published><updated>2009-03-29T12:21:58.847-07:00</updated><title type='text'>Os Insetos Interiores</title><content type='html'>a futilidade encarrega-se de maestra-los.&lt;br /&gt;São inóspitos.&lt;br /&gt;Nocivos.&lt;br /&gt;Poluentes.&lt;br /&gt;Abusam da própria miséria intelectual,&lt;br /&gt;das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia&lt;br /&gt;o veneno se refugia no espelho do armário - lembrou um deles.&lt;br /&gt;o ninho deve estar infectado! – lembrou outro.&lt;br /&gt;Antes do sono: o beijo de boa noite.&lt;br /&gt;Antes da insônia: a benção.&lt;br /&gt;Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa: a família.&lt;br /&gt;São soníferos...&lt;br /&gt;Chagas sem curas.&lt;br /&gt;Não reproduzem. são inférteis, infiéis, infertebrados.&lt;br /&gt;Arrancam as cabeças de suas fêmeas.&lt;br /&gt;cortam os troncos&lt;br /&gt;Urinam nos rios&lt;br /&gt;E na soma dos desagravos, greves e desapegos,&lt;br /&gt;esquecem-se de si.&lt;br /&gt;Pontuam-se.&lt;br /&gt;A cria que se crie!&lt;br /&gt;A dona que se dane!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os insetos interiores proliferam-se assim... na morte e na merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus sintomas?&lt;br /&gt;Um calor gélido e ansiado na boca do estomago&lt;br /&gt;a sensação de... ? O que é mesmo que se passa?&lt;br /&gt;Um certo estado de humilhação conformado parece bem vindo e quisto.&lt;br /&gt;É mais fácil aturar a tristeza generalizada que romper&lt;br /&gt;com as correntes de preguiça e mal dizer&lt;br /&gt;Silenciam-se no holocausto da subserviência,&lt;br /&gt;O organismo não se anima mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, animais ou menos assim...&lt;br /&gt;Descompromissados com o próprio rumo,&lt;br /&gt;desprovidos de caráter e coragem&lt;br /&gt;desatentos ao próprio tesouro...&lt;br /&gt;Caem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desacordam todos os dias&lt;br /&gt;não mensuram suas perdas e imposturas!&lt;br /&gt;Não almejam.&lt;br /&gt;Não alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não mais amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim são:&lt;br /&gt;Os insetos interiores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Anitelli &lt;br /&gt;O Teatro Mágico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2125920452185235285?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2125920452185235285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2125920452185235285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2125920452185235285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2125920452185235285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/03/os-insetos-interiores.html' title='Os Insetos Interiores'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7295996675614932113</id><published>2009-03-21T19:22:00.000-07:00</published><updated>2009-03-21T19:32:26.157-07:00</updated><title type='text'>zero e trinta e dois</title><content type='html'>Desde que o outono começou tenho os olhos perdidos, vidrados, no vazio que deixam as folhas que caem. Como que procurado a mim mesmo, questiono-me sobre o vazio que há em minha vida. E as folhas, Mario, ainda caem. Melancolicamente caem.&lt;br /&gt;Fico sentado no parapeito da janela, de frente pra noite, vendo os apartamentos á frente e suas sacadas viradas para o oeste e me perguntando “por quê”? Não que eu sempre tenha uma pergunta armada, pronta para acertar uma pequena depressão. Mas acontece que as respostas que antes aqui estavam derreteram-se com o gelo das ultimas doses. E não que eu queira ter certeza de tudo, mas que está cada vez mais difícil entender, isso está! É como tentar explicar a cor azul do céu em dias nublados. Não é apenas a falta que você me faz, embora sentir tua falta seja a sede que minha poesia bebe entre os cálices e as doses que me amparam. Acontece que há também esta inútil necessidade de sentir-se útil. &lt;br /&gt;Queria por um instante, um instante do tempo relativo de Einstein, sumir de mim mesmo e deixar-me esquecer de tudo aquilo que sou ou que fui e recomeçar. Como o polén que faz nascer uma nova flor, após desprender-se do bico do beija-flor. Eu me acomodaria, em silêncio, nos teus braços e deixaria que a tarde passasse com a pressa dos goles que se bebem na ultima cerveja que se serve. Não protestaria ante as resoluções cômodas e insensíveis de uma sociedade que não enxerga mais além de que seu próprio passo individual (como se não caminhássemos todos para o mesmo eterno morrer coletivo da vida carnal). Tornaria as coisas mais simples antes mesmo de compreender o que é a simplicidade das coisas. Não haveria regra, ideologia ou poesia de solidão de sábados a noite, por que, nestas noites, eu estaria nas sacadas dos edifícios que apontam para o oeste fumando meu cigarro, enquanto nosso anjo Gabriel já sonha no mundo dos sonhos infantis. Depois, o beijo tenro teu e a luz que se apaga. Por que nosso pecado é só nosso... &lt;br /&gt;Eu sei! Romântico demais. &lt;br /&gt;Mas acontece. É outono e no outono todos os caminhos são amarelos e todos os poemas são românticos e melancólicos. &lt;br /&gt;Assim como as folhas que caem, Mario. &lt;br /&gt;Assim como esta dor que nunca passa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7295996675614932113?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7295996675614932113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7295996675614932113' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7295996675614932113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7295996675614932113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/03/zero-e-trinta-e-dois.html' title='zero e trinta e dois'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-6333529085869307954</id><published>2009-03-18T19:49:00.000-07:00</published><updated>2009-03-19T06:57:35.995-07:00</updated><title type='text'>Paramaral</title><content type='html'>Ah, meu amor,&lt;br /&gt;Você é meu sonho distante&lt;br /&gt;E minha insonia presente.&lt;br /&gt;Meus olhos brilham pela &lt;br /&gt;Lembrança que é tua&lt;br /&gt;E meu sorriso sorri&lt;br /&gt;Pela presença que vem de ti.&lt;br /&gt;Nada mais,&lt;br /&gt;Senão,&lt;br /&gt;Saudade.&lt;br /&gt;Para cada noite de embriagues&lt;br /&gt;uma nova poesia.&lt;br /&gt;Não mude,&lt;br /&gt;Apenas se incomode.&lt;br /&gt;És os versos madrigais&lt;br /&gt;Sobre minha saudade diurna...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-6333529085869307954?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/6333529085869307954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=6333529085869307954' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6333529085869307954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6333529085869307954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/03/paramaral.html' title='Paramaral'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2617265275246216198</id><published>2009-03-16T20:51:00.003-07:00</published><updated>2009-03-16T20:51:53.571-07:00</updated><title type='text'>Olhos nos Olhos</title><content type='html'>Quando você me deixou, meu bem&lt;br /&gt;Me disse pra ser feliz e passar bem&lt;br /&gt;Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci&lt;br /&gt;Mas depois, como era de costume, obedeci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você me quiser rever&lt;br /&gt;Já vai me encontrar refeita, pode crer&lt;br /&gt;Olhos nos olhos, quero ver o que você faz&lt;br /&gt;Ao sentir que sem você eu passo bem demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que venho até remoçando&lt;br /&gt;Me pego cantando&lt;br /&gt;Sem mas nem porque&lt;br /&gt;E tantas águas rolaram&lt;br /&gt;Quantos homens me amaram&lt;br /&gt;Bem mais e melhor que você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando talvez precisar de mim&lt;br /&gt;'Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim&lt;br /&gt;Olhos nos olhos, quero ver o que você diz&lt;br /&gt;Quero ver como suporta me ver tão feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Buarque/1976&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2617265275246216198?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2617265275246216198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2617265275246216198' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2617265275246216198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2617265275246216198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/03/olhos-nos-olhos.html' title='Olhos nos Olhos'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-741557193347560935</id><published>2009-03-15T13:08:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T13:11:29.571-07:00</updated><title type='text'>Domingo</title><content type='html'>O dia nasceu pelas horas da aurora, ao toque suave e alegre do sol quente que&lt;br /&gt;brilhava. Embora eu não estivesse acordado para ver de fato, podia sentir pela felicidade que entrava pela janela e iluminava meus sonhos. Já na tarde, acordado, pude ver o céu esmiuçar e, chumbo, despencar em tristeza sobre o poeta.  &lt;br /&gt;De repente, não mais que de repente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E pensar sobre a vida, agora, é uma poesia triste, um soneto despedaçado. Cinzas de cigarro atiradas sob os dedos que desabafam angustiados. Não faz mais nenhum sentido as coisas terem algum sentido. O coração não quer deixar o corpo descansar e o corpo quer provar ao coração que não há mais nada a fazer, além de atirar-se nos braços da melancolia e ter a solidão como única companhia. Os olhos se recusam a brilhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de ficar assim, só, perdido no escuro dentro de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-741557193347560935?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/741557193347560935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=741557193347560935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/741557193347560935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/741557193347560935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/03/domingo.html' title='Domingo'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-6560525791400257661</id><published>2009-03-14T00:29:00.000-07:00</published><updated>2009-03-14T00:46:18.933-07:00</updated><title type='text'>Adeus</title><content type='html'>Ja era... &lt;br /&gt;Esqueça-me que sou apenas mais um... &lt;br /&gt;Trago-te o gozo momentaneo pois é tudo o que pedes... &lt;br /&gt;Não sou mais teu amor... &lt;br /&gt;Vou ser o sofrimento de minha poesia e nada mais....&lt;br /&gt;Sou apenas outro que morre pelo teu amor vazio...&lt;br /&gt;Apenas mais um... &lt;br /&gt;E de morrer tanto e sempre &lt;br /&gt;É que aprendi que não fazes questão de minha morte nem minha vida... &lt;br /&gt;Queres tua ideologia e para ela te entrego...&lt;br /&gt;Sejas feliz que também serei...&lt;br /&gt;Se me procurares te negarei, não insista... &lt;br /&gt;Se não me queres tb não te quero... &lt;br /&gt;Se não sabes amar eu não vou mais te ensinar... &lt;br /&gt;Adeus... &lt;br /&gt;Perdes-tes quem mais te amava por um devaneio teu... &lt;br /&gt;Espero que sejas feliz ao modo que puderes, &lt;br /&gt;Mas não sera ao lado meu...&lt;br /&gt;Adeus...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-6560525791400257661?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/6560525791400257661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=6560525791400257661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6560525791400257661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6560525791400257661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/03/adeus.html' title='Adeus'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4563259888133235162</id><published>2009-03-09T14:42:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T14:43:31.664-07:00</updated><title type='text'>Poética</title><content type='html'>De manhã escureço&lt;br /&gt;De dia tardo&lt;br /&gt;De tarde anoiteço&lt;br /&gt;De noite ardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oeste a morte&lt;br /&gt;Contra quem vivo&lt;br /&gt;Do sul cativo&lt;br /&gt;O este é meu norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros que contem&lt;br /&gt;Passo por passo:&lt;br /&gt;Eu morro ontem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasço amanhã&lt;br /&gt;Ando onde há espaço:&lt;br /&gt;– Meu tempo é quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinicius de Moares - Nova York, 1950&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4563259888133235162?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4563259888133235162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4563259888133235162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4563259888133235162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4563259888133235162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/03/poetica.html' title='Poética'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3846776709234022718</id><published>2009-03-07T13:11:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T13:32:32.712-08:00</updated><title type='text'>"Há um homem sofrendo de saudade, porque hoje é sabado."</title><content type='html'>se tem uma coisa que eu gostaria de ter muito, é afinação de bossa nova para cantar e tocar piano tal qual tom jobim. simples assim. se me perguntassem era isso que eu diria. Voz e piano de tom jobim. ou voz de joão gilberto e piano de tom jobim. ser musical. usar da expressão melódica para responder aos sentimentos mais sublimes, como a dor e o amor. talvez por que a musica é para mim o mesmo que o vento é para as asas do passaro. fundamental ao passo diário é a trilha sonora. e convenhamos, a sociedade contribuiu e muito para disseminação de aparelhos de mp 3, 4, 9, 12... seja lá em que numero isto esteja. A poluição sonora das ruas do centro de São Leopoldo, por exemplo, desmotivam qualquer possibilidade de se caminhar percebendo a sonoridade natural do dia. Me nego. &lt;br /&gt;e depois, por que certas musicas dizem aquilo tudo que era pra ser dito, mas que vc não conseguia escrever ou expressar. A musica. &lt;br /&gt;e ligia, do Tom e do Chico, hoje, sabado preguiçoso no sétimo dia de março de 2009, diz tanta coisa que fiz questão de posta-la.&lt;br /&gt;preferia o audio, mas me foge a capacidade de realizar tal feito. ever, aceito ajuda.&lt;br /&gt;"moça das joaninhas, esta é pra você"...(Renato Russo)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lígia&lt;br /&gt;( Chico Buarque / Tom Jobim )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca sonhei com você, &lt;br /&gt;nunca fui ao cinema&lt;br /&gt;Não gosto de samba, &lt;br /&gt;não vou a Ipanema, &lt;br /&gt;não gosto de chuva, &lt;br /&gt;não gosto de sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eu lhe telefonei, &lt;br /&gt;desliguei, foi engano, &lt;br /&gt;o seu nome eu não sei&lt;br /&gt;Esqueci no piano &lt;br /&gt;as bobagens de amor &lt;br /&gt;que eu iria dizer, não... Lígia, Lígia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca quis tê-la ao meu lado &lt;br /&gt;num fim de semana&lt;br /&gt;Um chopp gelado em Copacabana, &lt;br /&gt;andar pela praia até o Leblon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eu me apaixonei, &lt;br /&gt;não passou de ilusão, &lt;br /&gt;seu nome rasguei&lt;br /&gt;Fiz um samba canção &lt;br /&gt;das mentiras de amor &lt;br /&gt;que aprendi com você, é Lígia, Lígia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando você me envolver &lt;br /&gt;nos seus braços serenos &lt;br /&gt;eu vou me render&lt;br /&gt;Mas seus olhos morenos &lt;br /&gt;me metem mais medo &lt;br /&gt;que um raio de sol, Lígia, Lígia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3846776709234022718?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3846776709234022718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3846776709234022718' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3846776709234022718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3846776709234022718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/03/ha-um-homem-sofrendo-de-saudade-por-que.html' title='&quot;Há um homem sofrendo de saudade, porque hoje é sabado.&quot;'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7520183480115882357</id><published>2009-03-02T07:36:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T07:51:32.270-08:00</updated><title type='text'>Da saudade de Amanda</title><content type='html'>A meia luz do meio dia invade o quarto e pinta-o de ocro. Lá fora chove e a claridade cinza destes dias nublados cega e faz a alma sentir mais do que os olhos podem ver. Sentada, imersa no canto escuro do quarto, Amanda, semi-nua, fita a parede branca como quem assiste a projeção de sua vida, passada quadro a quadro, como um filme. Esqueceu de almoçar para alimentar-se de melancolia e lembranças. Está um dia tão triste. As horas estão imóveis. O tempo que é o presente está descansando no passado, nos braços de um grande amor que a poesia já levou.&lt;br /&gt;Amanda está lacrimejando a chuva lá de fora.&lt;br /&gt;Um ponteiro saltou e o que era passado agora é presente. &lt;br /&gt;Nada mais vai acontecer se nada acontecer. &lt;br /&gt;É bem provavel que fique assim, nublado, até o final da semana.&lt;br /&gt;É bem provavel que até lá, além da solidão, nada aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa desta saudade que não passa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7520183480115882357?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7520183480115882357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7520183480115882357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7520183480115882357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7520183480115882357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/03/da-saudade-de-amanda.html' title='Da saudade de Amanda'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3591304888629104594</id><published>2009-03-01T07:17:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T07:18:36.623-08:00</updated><title type='text'>Diz que fui por aí ou Samba para a morena de dezembro</title><content type='html'>Se alguém perguntar por mim&lt;br /&gt;Diz que fui por aí&lt;br /&gt;Levando um violão  &lt;br /&gt;Debaixo do braço&lt;br /&gt;Em qualquer esquina eu paro&lt;br /&gt;Em qualquer botequim eu entro&lt;br /&gt;E se houver motivo&lt;br /&gt;É mais um samba que eu faço&lt;br /&gt;Se quiserem saber &lt;br /&gt;Se volto diga que sim&lt;br /&gt;Mas só depois que a saudade se afastar de mim&lt;br /&gt;Mas só depois que a saudade se afastar de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um violão &lt;br /&gt;Prá me acompanhar&lt;br /&gt;Tenho muitos amigos &lt;br /&gt;Eu sou popular&lt;br /&gt;Tenho a madrugada   &lt;br /&gt;Como companheira&lt;br /&gt;A saudade me dói &lt;br /&gt;No meu peito me rói&lt;br /&gt;Eu estou na cidade  &lt;br /&gt;Eu estou na favela&lt;br /&gt;Eu estou por aí&lt;br /&gt;Sempre pensando nela&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3591304888629104594?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3591304888629104594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3591304888629104594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3591304888629104594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3591304888629104594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/03/diz-que-fui-por-ai-ou-samba-para-morena.html' title='Diz que fui por aí ou Samba para a morena de dezembro'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-5521801542445154601</id><published>2009-02-28T20:52:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T20:53:26.532-08:00</updated><title type='text'>As joaninhas mortas de Amanda</title><content type='html'>Amanda teria muitas coisas boas pra contar. O computador, bom ouvinte, lhe espera para escutar da viajem que fez. Da liberdade que sentiu enquanto caminhava sobre os passos que levavam ao horizonte, que lhe davam autonomia, que lhe enchiam de autoconfiança, confiança esta que há tempos está em dúvida. Dos dias em que passou fora de casa, fora de si, fora do mundo, mas dentro da vida. De mãos dadas com a felicidade, não se deixava abalar por mais de um cigarro. Quando os olhos tocavam o chão, logo o peito se inflava elevando a visão para as estrelas. Da saudade que sentia (porque é impossível sentir-se feliz realmente sem o tempero da saudade que fica de alguém), revelou imagens, descreveu poesia, guardou em luz e sombra para a volta. Para partilhar do lado de quem á espera o que foi ser a liberdade.&lt;br /&gt;Mas Amanda não sabe como descrever tanta coisa boa. Ainda está atônita. Ainda tenta compreender o porquê. Seus olhos se perdem nos fatos e se refletem tristes no vazio da tela do computador.&lt;br /&gt;Levanta, vai até a janela, inspira a tarde e nega o sol. Fecha a janela. No quarto escuro, apenas o brilho melancólico destas linhas.&lt;br /&gt;- Como pode?&lt;br /&gt;Fica difícil arranjar uma explicação para os fatos. Fica difícil descrever sobre felicidade. &lt;br /&gt;Se perguntada sobre a hora de florir, a flor indagaria “Hora”? Basear-se em ponteiros que se atiram racionalmente? Razão? &lt;br /&gt;Amanda abandona as teclas e nos dedos apóia um pouco de cigarro. Caminha pelo quarto para disseminar a taquicardia desolante que assola seu coração.&lt;br /&gt;Como puderam aqueles olhos, lindos olhos, não perceberem a verdade que as palavras traduziam? Como pode deixar-se evitar um amor tão puro e tão escasso de lógicas, como deve ser o mais puro amor? Titubeia atirar-se em lagrimas. Não quer afogar-se. Não quer perder o brilho desta interrogação que ilumina a parede manchada através do brilho insólito do computador.&lt;br /&gt;Seu coração não quer deixar seu corpo descansar. &lt;br /&gt;Ela não quer esconder a tristeza de si. Quer tê-la para si. Quer participar de cada dor, cada angustia, cada poesia que por ventura nasça deste amor que se partiu. Outra vez é por amor que sofre Amanda, esquecida de si mesma, convencida de que sua confiança é mera formalidade social.&lt;br /&gt;- Como foi que as coisas não deram certo?&lt;br /&gt;Quando foi que este derradeiro final começou a se anunciar, que Amanda não foi capaz de perceber e se precaver?&lt;br /&gt;- Teu coração amedronta-se da face clara do amor, por que esta face cega e faz sentir o mundo pelo toque dos lábios, pelo sussurrar da poesia, pelo ritmo ofegante da respiração. E não pela racionalidade dos olhos, pelo equilíbrio dos termos, pelos conceitos vazios de uma sociedade cheia de mágoas. Por que você não me escutou? Por que você se deixou levar pelo lado cômodo da palavra felicidade?&lt;br /&gt;“A felicidade é uma mentira. E a mentira é a salvação.”&lt;br /&gt;Foi tudo o que conseguiu escrever quando sentou-se novamente frente ao computador.&lt;br /&gt;Inevitavelmente uma lagrima lhe escorre o canto direito da face e lhe ofusca a vista. Em virtuosismo compara sua realidade á de um livro dos dias, de um livro das flores. Não é o tempo que regra os acontecimentos, é a intensidade. Não te peço a vida, peço-te apenas a vivencia. O amor urge. O sol é um só, mas quem sabe são duas manhãs?&lt;br /&gt;Por um instante regressa em si e reencontra, perdido no mais intimo de sua lembrança, um sorriso ingênuo e claro, aurora bucal. E quando uma outra lagrima lhe escorre o canto esquerdo da face e encontra-se delicadamente com um sorriso posto de esperança, os olhos brilham  e tornam nítida a visão da alma. &lt;br /&gt;Amanda esta sorrindo compulsivamente.&lt;br /&gt;O computador atem-se a imitar-lhe o brilho. O vento lá fora agita a janela fechada, como um sopro de primavera que quer abrir o botão da flor.&lt;br /&gt;Amanda abre a janela, respira a tarde e aceita o sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-5521801542445154601?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/5521801542445154601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=5521801542445154601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5521801542445154601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5521801542445154601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/as-joaninhas-mortas-de-amanda.html' title='As joaninhas mortas de Amanda'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4126111079220152503</id><published>2009-02-20T14:22:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T14:49:54.739-08:00</updated><title type='text'>De Partida</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zR37JV9vlw4/SZ8zUW5-nJI/AAAAAAAAAEg/JIT2a5KJ_C4/s1600-h/DSC_0001.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zR37JV9vlw4/SZ8zUW5-nJI/AAAAAAAAAEg/JIT2a5KJ_C4/s200/DSC_0001.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305015310904892562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ir, somente ir. &lt;br /&gt;Há muito tempo era exatamente isto que eu mais queria.&lt;br /&gt;Para trás, sonhos, amores, rotinas e bebidas.&lt;br /&gt;A frente apenas a estrada e toda sua magia. A realidade.&lt;br /&gt;Mochila sobre as costas, os planos na cabeça e nada mais. Criar expectativa ou tentar adivinhar o que pode acontecer é vão. Nada é certo quando se tem o horizonte como rumo. Deixar-se levar pelos passos que pisam e marcam uma trajetória é estabelecer harmonia entre o que há e o que poderá ser. Ir. Somente ir.&lt;br /&gt;E hoje eu vou. &lt;br /&gt;E parto agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se alguém numa curva me convidar, eu vou lá. Que andar é reconhecer, olhar..."&lt;br /&gt;                                                   Primeiro Andar - Los Hermanos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4126111079220152503?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4126111079220152503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4126111079220152503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4126111079220152503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4126111079220152503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/de-partida.html' title='De Partida'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zR37JV9vlw4/SZ8zUW5-nJI/AAAAAAAAAEg/JIT2a5KJ_C4/s72-c/DSC_0001.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-6293338351916851835</id><published>2009-02-19T23:10:00.001-08:00</published><updated>2009-02-19T23:25:10.680-08:00</updated><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>Amanda saiu correndo pela chuva e chegou em casa á noite. Despiu-se, banhou-se, aqueceu-se e começou a sonhar. Entre cada sonho, um pedaço de céu se abria e de lá se viam estrelas, brilhantes estrelas que iluminavam o pouco que a janela aberta podia mostrar. Lá fora, chuva. Sonhava que podia. Que podia decidir e acreditar. Que as coisas mais impossiveis são as primeiras que se deve querer. E mais um pedaço de céu se abria e estrelava. Sabia que toda aquela água não passava de água, assim como a dor. Se vem e molha, a toalha seca. Como chorar a noite e iluminar-se pela aurora. Se as coisas eram realmente possiveis quem diria que eram? Quem seria capaz de transcorrer em regras manuais e gramaticais o que é de fato o que se é? Ou o que se quer? Quem pode afirmar, com a certeza absoluta da natureza fértil da primavera, que as regras para isto ou aquilo são estas ou aquelas? Quem? No céu, estrelas. Se nada pode ser provado por certo e há tantas filosofias vãs quanto á gotas no mar. Se todo o dia é um unico dia, como poderia haver a possibilidade (cômoda possibilidade), de se prever o que á porvir? Quem pode dizer á que horas uma flor vai acontecer? Assim como o amor... Estrelas.&lt;br /&gt;Amanda pára e fita a parede branca. Amor. Se podia trascorrer sobre as inumeras respostas sobre perguntas do infinito, não poderia sequer rabiscar algo sobre o amor. O amor. Palavra que arrepia Amanda dos dedos á tela. &lt;br /&gt;Em silencio a chuva cessa e o céu esconde suas estrelas, uma á uma, como botões que se fecham na camisa antes aberta. Aos poucos o cigarro é o único brilho do quarto. Aos poucos Amanda acorda e percebe que já são horas de dormir. A janela fecha o que resta da noite. &lt;br /&gt;Lá fora começa a chover torrencialmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-6293338351916851835?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/6293338351916851835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=6293338351916851835' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6293338351916851835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6293338351916851835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/insonia.html' title='Insônia'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4434606087829893088</id><published>2009-02-16T20:16:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T16:36:43.608-08:00</updated><title type='text'>Brilho eterno de uma mente sem lembranças (fragmento final)</title><content type='html'>Ela sai porta a fora invadindo o corredor do edificio com passos pesados e firmes. Sua decisão é sumir. Ele corre atrás, chegando de encontro á ela no meio do corredor:&lt;br /&gt;- Espere!&lt;br /&gt;Ela está de costas, seguindo. Pára. Indaga:&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Eu não sei. Apenas espere.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Eu não sei. Só quero que espere... um pouco.&lt;br /&gt;As mãos dele suplicam agitadas. O semblante dela rende-se á emoção e se deixa cair em piedade. Olham-se por segundos que parecem anos. Anos que não sabem se viveram realmente.&lt;br /&gt;Ela suspira e resolve uma resposta:&lt;br /&gt;- Ok.&lt;br /&gt;Ele se aproxima dela. Estão frente a frente.&lt;br /&gt;- Mesmo?&lt;br /&gt;- Eu não sou um conceito, sou só uma garota ferrada procurando por paz de espirito. Não sou perfeita.&lt;br /&gt;- Não vejo nada que não goste em você.&lt;br /&gt;- Mas verá.&lt;br /&gt;- Mas agora eu não vejo.&lt;br /&gt;- Mas verá. Você vai achar coisas. E eu vou ficar entediada e me sentir presa, pois é isso que acontece comigo.&lt;br /&gt;Ele a olha no fundo dos olhos como quem tem certeza de que já a conhece muito mais do que ele, ou ela, são capazes de definir e dá de ombros com um leve sorriso apaixonado no rosto:&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;Ela fica estática, admirada com a resposta e com a exatidão de que não esperava dele resposta diferente. Os olhos úmidos deixam-se escorrer e transbordam. Num misto de espanto e ousadia, reintera:&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;Ele sorri confiante. Ela chora sorrindo compulsivamente enquanto repete:&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;Simplesmente se entregam ao riso e inundam o corredor branco e vazio de felicidade pura e ingenua, como somente aqueles que descobriram o que realmente pretende o amor são capazes de ter. Os corpos já não mais se mantem separados e são unidos por um abraço longo e quente.&lt;br /&gt;A última e persistente lembrança que se tem dos dois, é ve-los correndo lado a lado na beira da praia coberta de neve. &lt;br /&gt;Estão felizes por aqueles repetitivos instantes. &lt;br /&gt;E é só isso que importa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4434606087829893088?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4434606087829893088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4434606087829893088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4434606087829893088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4434606087829893088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/brilho-eterno-de-uma-mente-sem.html' title='Brilho eterno de uma mente sem lembranças (fragmento final)'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-8413102131495389809</id><published>2009-02-14T19:20:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T16:37:22.878-08:00</updated><title type='text'>Das últimas dores de Amanda</title><content type='html'>Amanda não sabe o que escrever. &lt;br /&gt;Esta parada ante o computador mas não sabe o que escrever. Tem sua cerveja, sua fuga; seu cigarro, sua culpa; mas não sabe o que escrever. Ela simplesmente ama. Como se amar fosse simples. Olha pela janela, procura respostas. Não as encontra. Continua a olhar pela janela, isso a acalma. Não são os fatos, são os atos. Amanda questiona-se sobre o que ser. Ama em demasia e não sabe se conter. Quando deveria esperar pelo tempo, haje sobre ele e do tempo faz brinquedo. Olhando ela janela escura se pergunta: o que é o tempo? Quando tempo leva para poder dizer á alguém que o ama? Quanto tempo deve levar alguém até entregar-se por alguém que o faz rever os conceitos do infitino, os proverbios do bem dito, os requiens para sonhos esquisitos? Quando se tem a falta 24 horas ao dia por alguém, não é amor? O que é o amor? O que é o tempo? O que é isso que Amanda sente em dor e aperto no peito? O que Amanda quer é ser feliz, sem conceito ou pré-conceitos. Somente a vida morna e plena, como uma pluma que desliza pelo ar indo de encontro á mão que afaga o dorso. Amanda não tem todas as respostas, por isso não sabe o que escrever ante o computador branco de susto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-8413102131495389809?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/8413102131495389809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=8413102131495389809' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8413102131495389809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8413102131495389809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/das-ultimas-dores-de-amanda.html' title='Das últimas dores de Amanda'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-5023031847280046959</id><published>2009-02-13T19:19:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T19:29:18.230-08:00</updated><title type='text'>A dor de amor de Amanda</title><content type='html'>Amanda chegou em casa, abriu a porta e deu de cara com o quarto vazio. A meia luz do abajur era melancólico. A geladeira cheia não alimentava sua alma. Aprumou-se ante o espelho e ficou só. &lt;br /&gt;Viu sua cara metade e nela decifrou sua esfinje. Devorou-se. &lt;br /&gt;Ergueu seu copo e sorveu mais um gole de cerveja. Precisava manter-se embreagada. Nos medos as desculpas mais verdadeiras. &lt;br /&gt;A janela aberta parou para ouvi-la: sim, era dificil entender.&lt;br /&gt;Fitou a noite escura e fria, iluminou-a com um cigarro, nebulou-a com uma tragada e despiu-se da realidade.&lt;br /&gt;Quem liga para as horas? O que Amanda não quer é ter o tempo. O que realmente quer é deixar-se para o tempo no tempo que for. Entregar-se á mais sublime aventura do ser e deixar-se ser apenar o que é. Para as convenções os coqueteis. Ela precisa é de espaço, esperança, espaçonave. Fugir, sumir, zunir para uma realizade bem longinqua, além da ponta dos dedos, dos textos no papel, das esperas madrigais. &lt;br /&gt;Vai-se o ultimo gole do copo. Amanda só pensa nele. Por que?&lt;br /&gt;Em breve estará lúcida e isso assusta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-5023031847280046959?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/5023031847280046959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=5023031847280046959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5023031847280046959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5023031847280046959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/dor-de-amor-de-amanda.html' title='A dor de amor de Amanda'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7188662137492284548</id><published>2009-02-13T17:36:00.001-08:00</published><updated>2009-02-13T17:38:04.929-08:00</updated><title type='text'>Dialética</title><content type='html'>É claro que a vida é boa&lt;br /&gt;E a alegria, a única indizivel emoção&lt;br /&gt;É claro que te acho linda&lt;br /&gt;Em ti bendigo o amor das coisas simples&lt;br /&gt;É claro que te amo&lt;br /&gt;E tenho tudo para ser feliz&lt;br /&gt;Mas acontece que sou triste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Vinicius de Moraes - Montevidéu, 1960)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7188662137492284548?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7188662137492284548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7188662137492284548' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7188662137492284548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7188662137492284548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/dialetica.html' title='Dialética'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2010642015301676200</id><published>2009-02-08T20:26:00.000-08:00</published><updated>2009-02-08T20:36:07.230-08:00</updated><title type='text'>~#~#~#~#~#~#~#~#~#~#~#~#~</title><content type='html'>E de repente eu percebo que todas estas horas que tricotei enquanto esperava por ti, viraram uma colcha de retalhos do tempo que me esconderam do sol...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2010642015301676200?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2010642015301676200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2010642015301676200' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2010642015301676200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2010642015301676200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title='~#~#~#~#~#~#~#~#~#~#~#~#~'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' 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href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7853880636760278930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7853880636760278930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7853880636760278930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/metaforas.html' title='Metáforas'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3430819099143394677?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3430819099143394677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3430819099143394677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3430819099143394677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3430819099143394677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/compendio.html' title='compêndio'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2543785880124422357</id><published>2009-02-08T10:48:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T15:54:44.552-08:00</updated><title type='text'>Suicidio</title><content type='html'>- wreoiypnncuqy2bowb!!!!&lt;br /&gt;atiraran-se desesperados os dedos sobre o teclado.&lt;br /&gt;ah, já era tempo - coitados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minhas possibilidades de poesia &lt;br /&gt;estão se suicidando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2543785880124422357?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2543785880124422357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2543785880124422357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2543785880124422357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2543785880124422357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/suicidio.html' title='Suicidio'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4896765710259451041</id><published>2009-02-02T19:11:00.000-08:00</published><updated>2009-02-02T19:24:46.236-08:00</updated><title type='text'>Rotina</title><content type='html'>Ele preparou tudo antes.&lt;br /&gt;Arrumou o melhor local, a melhor bebida e não esqueceu das velas.&lt;br /&gt;De moto, a encontrou na saida de seu trabalho.&lt;br /&gt;Ela adimirou-o de susto. Não era isso que tinham combinado. Sairiam para tomar um café.&lt;br /&gt;Ao vê-la boquiaberta estendeu-lhe o outro capacete e fez sinal para que o coloca-se.&lt;br /&gt;- Coloque, vamos. Vamos sair da rotina.&lt;br /&gt;Eles recem haviam se conhecido. Ou melhor, encontrado. Ela já sabia dele de antes, das passadas silenciosas no centro da cidade.&lt;br /&gt;- Como assim? Ir aonde?&lt;br /&gt;- Suba. Confie em mim, eu dirijo bem. Nem vamos correr. Apenas venha.&lt;br /&gt;Dois motivos a faziam titubear. Pimeiro era que aquilo era totalemnte insano. Jamais haviam se relacionado antes. O fato dela saber da existencia dele não era motivo para que ela o conhecesse. E segundo por que o outro capacete era de uma grosseria, num estado desgastado e com sérias duvidas sobre sua segurança e sua estética. Afinal de contas, ela trabalhava em lugar "charmoso". Não poderia sair do trabalho com um capacete daqueles.&lt;br /&gt;- Venha. Logo o sol se esconde a perderemos o brilho do dia, vamos.&lt;br /&gt;- Mas a gente tinha combinado de ir tomar um café. Tu tem uma reunião em uma hora e meia.&lt;br /&gt;- A reunião foi cancelada. Eu cancelei. Não é todos os dias que se vive, é cada dia. Coloque o capacete e suba. Você vai gostar.&lt;br /&gt;Algo nos olhos dele lhe traziam confiança. Respirou e olhou o capacete. Voltou os olhos pra ele. Ele reinterou confiante.&lt;br /&gt;- Sair da rotina. Vem.&lt;br /&gt;Talvez se pudesse, ela diria "foda-se. por que não? é sempre esta mesma coisa, mesmo. Acho que já está na hora de fazer algo diferente. Eu mereço. E estes olhos...", mas não disse nada. Apenas sorriu de canto de boca e colocou o capacete sobre o cabelo liso cuidadosamente penteado. &lt;br /&gt;Ele sorriu largamente e colocou a bolsa dela sobre o ombro. Ela agarrou-lhe a cintura e num abraço confiante afirmou que estava pronta para sair da rotina.&lt;br /&gt;Rumaram então pela cidade. &lt;br /&gt;A luz da tarde pintava cada prédio, cada esquina, cada copa de árvore de laranja poente. A liberdade zunia pelos seus ouvidos quando ele pegou uma estrada paralela e começou a deixar os blocos cinza-alaranjados para trás. Aos poucos o ar foi mudando de tom e tornava-se esverdeado. Subiam. E quanto mais subiam, mais a tarde azul estedia-se novamente para eles. Os olhos dela brilhavam tal qual o sol. Estava admiada. Escorria-lhe uma lagrima, não se sabe se de emoção ou causada pelo vento que entrava pela viseira semiaberta do capacete. A poeira da estrada de chão deixava um rastro de cometa. Um cometa que realizava sonhos. &lt;br /&gt;No topo mais alto do morro, pegou uma estrada perpendicular e parou ante uma porteira. Um senhor de calça jeans surrada e chapeu de palha na cabeça correu para abrir-lhes o caminho. A moto seguiu por um pequeno trilho de estrada e foi estacionar no topo, ao lado de uma figueira, a frente do horizonte poente que se atirava até onde os olhos podiam enxergar e deixava a cidade e as suas pessoas sem tempo tão pequeneninhas, que até parece que o proprio tempo as tenha esquecido em algum lugar no passado. No pé da árvore uma toalha branca abaraçava a grama verde e sobre ela repousavam uma garrafa de água, uma garrafa de vinho tinto, dois copos, duas taças, uma tábua com queijos e um pequeno arranjo de flores com velas. Ao lado uma pequena coberta de lã e dois travesseiros.&lt;br /&gt;Ela desceu da moto estasiada. Retirou lentamente o capacete enquanto observava iluminada a vista que se pintava tal qual um quadro de Monet. Ele abriu o vinho, serviu as duas taças e parou cumplice ao lado dela. Estendeu-lhe uma taça e disse sorrindo com o sorriso dela.&lt;br /&gt;- Bebamos esta noite.&lt;br /&gt;Ela segurou a taça com a mão esquerda e sorriu-lhe com os olhos úmidos, agora sim de emoção.&lt;br /&gt;A tarde espreguiçou-se para eles e a noite embreagou seus sonhos.&lt;br /&gt;Para eles já não havia mais rotina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4896765710259451041?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4896765710259451041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4896765710259451041' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4896765710259451041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4896765710259451041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/02/rotina.html' title='Rotina'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-5183110281729116531</id><published>2009-01-23T20:23:00.000-08:00</published><updated>2009-01-23T20:25:02.997-08:00</updated><title type='text'>Dindi</title><content type='html'>de quanto em quanto tempo, oh dindi,&lt;br /&gt;eu sofro por este motivo, sublime, dizem, &lt;br /&gt;que me assola pelo silencio que vem de ti?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de quando em quando, acredite em mim,&lt;br /&gt;eu passo á esperar por ti, oh dindi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que sou louco&lt;br /&gt;que não deveria amar-te tanto assim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;mas o que posso responder, se não escolho&lt;br /&gt;sendo que a poesia que é tua &lt;br /&gt;nasce como uma flor num jardim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou aqui por ti, para ti e de ti.&lt;br /&gt;não sou um. sou eu.&lt;br /&gt;eu que, mesmo sem eira,&lt;br /&gt;vivo na beira para te ver feliz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-5183110281729116531?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/5183110281729116531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=5183110281729116531' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5183110281729116531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5183110281729116531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2009/01/dindi.html' title='Dindi'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-909805564113136425</id><published>2008-12-24T10:22:00.000-08:00</published><updated>2008-12-24T10:23:03.917-08:00</updated><title type='text'>Fragmento</title><content type='html'>Amanhã será o último dia. &lt;br /&gt;Os dois estão sentados na beira mar. Atrás do mar, na beira do horizonte, o sol pinta de vermelho poente as águas. Uma brisa delicada acaricia-lhes os cabelos.&lt;br /&gt;Estão lado a lado, abraçados em suas pernas, observando em silêncio a chegada da noite.&lt;br /&gt;- Vamos comigo pra Minas? diz ela, olhando-o rapidamente.&lt;br /&gt;- Minas? – surpreende-se ele, rabiscando a areia com o indicador.&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;Ele levanta a cabeça e ilumina-se de crepúsculo.&lt;br /&gt;- E eu faria o que lá? &lt;br /&gt;Ela suspira. &lt;br /&gt;- Sei lá. Depois a gente vê.&lt;br /&gt;Ela olha pra ele e sorri. Ele voltasse para ela e também sorri. Olhos nos olhos, brilham! Estão pintados de um laranja rubro. &lt;br /&gt;Amanhã será o primeiro dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-909805564113136425?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/909805564113136425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=909805564113136425' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/909805564113136425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/909805564113136425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/12/fragmento.html' title='Fragmento'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-6128939156718694842</id><published>2008-12-19T16:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-19T17:38:26.657-08:00</updated><title type='text'>paco</title><content type='html'>era uma sexta feira, Feliz, &lt;br /&gt;e lá na praça uma anguzada.&lt;br /&gt;como seres na feira, felizes, &lt;br /&gt;esburgavam entre as arvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;embora em pares, pasmem!,&lt;br /&gt;eram amigos indeiscentes.&lt;br /&gt;embolavam seus ares, aréola!,&lt;br /&gt;mas não se permitiam oscular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agravante?&lt;br /&gt;ediondo?&lt;br /&gt;insâno?&lt;br /&gt;obstante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;unicidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-6128939156718694842?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/6128939156718694842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=6128939156718694842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6128939156718694842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6128939156718694842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/12/paco.html' title='paco'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-121570405597682399</id><published>2008-12-18T17:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T18:12:53.431-08:00</updated><title type='text'>Pelas ruas</title><content type='html'>- Últimamente tenho pensado mais do que o frequente. Principalmente pensado em coisas fúteis. Outro dia, caminhando pela São Peulo, imanginei-me num daqueles belos edificos. Sentado, na varanda...não, no terraço. Vista panoramica do rio, do por-do-sol. Preferia as varandas voltadas para o por-do-sol. As que me trazem o amanhecer eu deconsidero. Acho um desperdicio de espaço. Não por desacreditar no amanhecer, acredito até que o amor é o proprio amanhecer; que poucos sabem ver. Acontece que ver o por-do-sol é como amanhecer para a noite, para os sonhos. Porque a noite é como um suspiro da terra. É quando ela, repentinamente, suspira profundo e com a brisa que produz, acalenta os olhos lacrimejosos do poeta. O tom alaranjado do horizonte é tal qual o beijo vermelho da mulher amada. Tal qual o toque suave do céu para com a terra: um carinho tenro e quente. Monet devia apreciar o por-do-sol.&lt;br /&gt;Não sei. Últimamente tenho pensado nestas coisas. &lt;br /&gt;Caminhando á beira do rio, imagino-me perdido numa trilha no meio de lugar algum que não levam para nenhum lugar. Imerso no verde das arvores que te seguem; conduzido pelo claro refletir dos raios do sol nas aguas claras do rio. Em vez de fones, rádios, carros, mp3 e toda embreagues, os passaros. Em vez dos postes, o vento. Sozinho. Me pergunto se é melhor se sofrer junto do que ser feliz sozinho. Sozinho...&lt;br /&gt;Não sei, ando pensando em tanta coisa que nada me é nitido como um caminho á trilhar.&lt;br /&gt;Talvez, por que de tudo ao meu amor serei atento antes. E com um tal zelo e sempre e tanto, que mesmo em face do maior encanto, dele se encante mais meu pensamento...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-121570405597682399?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/121570405597682399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=121570405597682399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/121570405597682399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/121570405597682399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/12/pelas-ruas.html' title='Pelas ruas'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-844745841854583208</id><published>2008-12-14T15:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T16:04:34.896-08:00</updated><title type='text'>Pelas esquinas</title><content type='html'>Livraria lotada. Nas mesas, cervejas, wuisks, cachaças, cigarros e pessoas. Muitas pessoas. Em geral, pseudo-intelectuais. Discutem categóricamente sobre futebol, os melhores puteiros da cidade; citações de grandes bêbados ecôam de todos os cantos. As mesas da rua, com suas pessoas pseudo-intelectulizadas, ditam o ritmo da noite que segue seu curso escuro. De cima de seus jipes, se divertem ameacando uns aos outros com facas no pescoço. E como riem. De tudo e de todos. Talvez por que possuam respostas para alguma pergunta feita sobre felicidade. Do canto, em meio a fumaça que sai de seus pulmões, um deles levanta-se e, aos gritos proféticos, silência a livraria que o escuta com atenção:&lt;br /&gt;-  Este é o momento de começar! Começem! Agora mesmo, com um único passo. Dirijan-se para o interior de vocês mesmos e observem. O que há para ver? O que há para se falar sobre nós mesmos? O que há para contar em mesas de bar sobre o que constrói nossa história aqui nesta vida, no nosso meio social? Quem somos nós para nós mesmos? O que fazemos com nossos sonhos? Quantas vezes já nos conformamos com um sonho não realizado, com um objetivo não acalnçado. Onde dorme a criança sonhadora que todos vocês foram um dia? Onde dorme aquela criança que sonhava ser, guando crescesse, astronauta, bombeiro, cientista, duble de cinema, veterinária, modelo, presidente da republica? O que fizemos com nossos sonhos? O que somos agora? Cidadãos tributaveis, inseridos num sistema que não visa a realização pessoal, mas se baseia na aceitação social. Somos o que queremos ser ou somos o que temos que ser? Quem anda ditando essas regras tão severas de compotamento? Quem anda espalhando por ai que eu não posso? Por que tantos de nós não somos o que gostariamos de ser e se conformam com o que há para ser? Não parece óbvio que tem alguma coisa errada? A generalização das drogas, licitas ou ilicitas, prova que não queremos mais um motivo para continuar convivendo com esta realidade que nos é imposta. Como é bom escrever. Mas a escrita é para provar a nós mesmos do que somos capazes. Porém, as deixamos avulsas na rede. E vamos simplesmente aceitar esse fato e pedir mais uma cerveja? Será mesmo que não é hora de começar?&lt;br /&gt;Silêncio. A livraria parece imersa profundamente nos pensamentos bravados. Os copos ficam inértes. De repente alguém ergue-se ante a livraria atonita e também brava, levantando o copo meio vazio:&lt;br /&gt;- Mazá!&lt;br /&gt;E todos acordam de seus transes e gritam com seus copos meio vazio em riste:&lt;br /&gt;- Mazá!&lt;br /&gt;E brindam, rindo ainda mais do que antes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-844745841854583208?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/844745841854583208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=844745841854583208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/844745841854583208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/844745841854583208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/12/pelas-esquinas.html' title='Pelas esquinas'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-5933097573886412316</id><published>2008-12-11T16:04:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T16:06:44.976-08:00</updated><title type='text'>para entender basta ouvir</title><content type='html'>O Vencedor&lt;br /&gt;Los Hermanos&lt;br /&gt;Composição: Marcelo Camelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha lá quem vem do lado oposto&lt;br /&gt;E vem sem gosto de viver&lt;br /&gt;Olha lá que os bravos são escravos&lt;br /&gt;Sãos e salvos de sofrer&lt;br /&gt;Olha lá quem acha que perder&lt;br /&gt;É ser menor na vida&lt;br /&gt;Olha lá quem sempre quer vitória&lt;br /&gt;E perde a glória de chorar&lt;br /&gt;Eu que já não quero mais ser um vencedor,&lt;br /&gt;Levo a vida devagar pra não faltar amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha você e diz que não&lt;br /&gt;Vive a esconder o coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz isso, amigo&lt;br /&gt;Já se sabe que você&lt;br /&gt;Só procura abrigo&lt;br /&gt;Mas não deixa ninguém ver&lt;br /&gt;Por que será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que já não sou assim&lt;br /&gt;Muito de ganhar&lt;br /&gt;Junto às mãos ao meu redor&lt;br /&gt;Faço o melhor que sou capaz&lt;br /&gt;Só pra viver em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-5933097573886412316?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/5933097573886412316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=5933097573886412316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5933097573886412316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5933097573886412316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/12/div-stylewidth220pxheight55px.html' title='para entender basta ouvir'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4700406976678685918</id><published>2008-12-10T16:20:00.001-08:00</published><updated>2008-12-10T16:20:18.745-08:00</updated><title type='text'>Quanto?</title><content type='html'>Quantas vezes já me peguei aqui sentado,&lt;br /&gt;Com as pernas cruzadas,&lt;br /&gt;Pensamentos paralelos e&lt;br /&gt;Cigarro empunhado ao céu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas horas já passei me tendo&lt;br /&gt;De momento em momento,&lt;br /&gt;Contando quantas vezes&lt;br /&gt;Nesta posição já me peguei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas e quantas vezes já fiquei&lt;br /&gt;Nesta posição de horas cruzadas&lt;br /&gt;Empunhando momentos&lt;br /&gt;E fumando pensamentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto é só um momento?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4700406976678685918?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4700406976678685918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4700406976678685918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4700406976678685918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4700406976678685918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/12/quanto.html' title='Quanto?'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3166620451410489363</id><published>2008-12-09T15:44:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T07:07:31.896-08:00</updated><title type='text'>Bossa, fossa, nossa bosta.</title><content type='html'>Amanda saiu do banho e se permitiu ficar nua. Colocou o cinceiro ao alcance da mão direita, repousou sobre ele o cigarro acesso e do copo vazio fez cheio com a cerveja que inebria. Olha pela janela. Diziam que choveria torrencialmente, mas o que se viu foi uma chuva esparssa, sem muitos pingos ou motivos para molhar. A cidade, como de costume, pintou-se de um amarelo urbano caracteristico das noites de chuva. Entre uma partida e outra do trem, perdia-se entre os pingos que pingavam sobre o parapeito da janela. Alguma coisa faltava. Ou ainda falta. Mas Amanda não sabe o que é. Traga profundo, bebe voluptuosamente, observa distante, descreve mas não diz nada. Alguma coisa falta. De repente sentiu saudade. Da brisa que inundou seu quarto e fez balançar a cortina, catou uma ponta de saudade que pendia da nostalgia "bucólica" daquela noite e, como um pequeno principe, agarrou-se no rabo deste cometa e deixou-se sentir saudade. Sentia saudade dos bons tempos em que podia sofrer em paz; de quando a vida passava mansa pela tarde que se desfazia entre um acorde musical e outro; do amor que abundantemente sentia; das impulsividades maravilhosas que causavam um arrempendimento poético e necessário. Tomou mas um gole, deu outra tragada, observou ainda mais distante. Como podem as coisas caminharem com tamanha velocidade? Quando menos se percebe, já estamos num caminho diferente daquele primordialmente preferido e o retorno já ficou pra trás a muito tempo. De repente, não mais que de repente, as coisas já são. Já não temos mais aquela velha promessa de esperança; já não são mais de ressaca os olhos da amada; já não é mais o amor eterno enquanto dure; já não se fazem mais poesias de solidão e a solidão já não traz mais a poesia. De repente, tudo o que poderia ser torna-se feito e tudo o que está feito não é mais como poderia ser. Já não sorrimos mais com tantos dentes; já não brilhamos com tantos olhos; já não abraçamos mais com tantos braços e mesmo a manhã já não é mais tão única. De repente, acordar pela manhã é corriqueiro e enfadonho. De repente a amizade já não é mais como o sol do meio dia, que aquece e ilumina. E de repente chega o entardecer e o dia acaba ao anoitecer. Mas amanhã começa de novo, no mesmo horario, com os mesmos compromissos, com as mesmas decepções, com as mesmas desventuras de um dia corriqueiro e rotineiro. E de repente... nada mais. O que era plano é agora lembrança.&lt;br /&gt;Amanda pega seu bloquinho e anota: preciso viajar!&lt;br /&gt;Traga o último gole, bebe seu último "suspirar pra dentro" e se atira da cauda do cometa ante o chão cru e aspero do seu sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3166620451410489363?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3166620451410489363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3166620451410489363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3166620451410489363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3166620451410489363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/12/bossa-fossa-nossa-bosta.html' title='Bossa, fossa, nossa bosta.'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7663147499066363533</id><published>2008-12-07T14:16:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T22:48:21.392-08:00</updated><title type='text'>Lembranças</title><content type='html'>São Leopoldo ERA a cidade da noite. ERA, quando reinava por estas bandas, para deleite dos baladeiros, o Manara Bar, o Expresso 356 e outras casas noturnas que não me lembro o nome. Mas ERA. E hoje, como é lembrada São Leopoldo? Pela briga e morte de integrantes de torcidas (des)organizadas do futebol? Pela mortandade de peixes do Rio dos Sinos? Pelo relato do secretario da cultura que diz que os artistas da cidade não receberam seu cachê por sua atuação na São Leopoldo Fest 2008 (em julho) por falta de apresentação de documentos para o recebimento do devido cachê, sendo que estes documentos são entregues por uma produtora que haje como "guarda-chuva" para estes valores (o que mostra uma total desorganização da Secretaria da Cultura e da prefeitura municipal em relação aos seus artistas)? Pelas lojinhas de R$ 1,99 que se acumulam em qualquer ponto e pelo crescimento desenfreado de estacionamentos privados que literalmente destroem nosso patrimonio arquitetonico histórico cultural? É isso? Não, não é assim que eu quero que a cidade seja lembrada. E vendo meu peixe: gostaria que a cidade fosse lembrada por sua cultura artistica. E para isto faço minha parte.&lt;br /&gt;Pessoalmente (ás vezes recebendo $ por isso, ás vezes não), atuo como um "ativista cultural", levando, principalmente teatro, para vilas, ruelas, igrejas e botecos interessados. Vez por outra, quando de um incentivo maior feito o SESC, fecho a rua São Caetano e ajudo a produzir um grande evento com musica, poesia, cinema e liberdade de espressão (sem receber $ por isso). E qual o resultado? Criticas! Por que há em São leopoldo uma necessidade de criticar, de se fazer critico. Nunca, em todo o tempo que atuo como "ativista cultural", vi tamanha necessidade de criticar como esta atual em São Leopoldo. Tem gente criticando a propria critica. Tem gente que não sabe o que quer e por não saber o que quer, critica o que pode vir. O que é uma pena pois São Leopoldo ficou muito tempo sem iniciativa cultural e agora quando tem uma é abafada por estas criticas incabiveiis e desnecessárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia ouvi dizer que a Livraria do Trem é lugar de pseudo-intelectuais. Pseudo-intelectuais? E onde é que se concentram os intelectuais? No Bar do André? Na Embaixada do Rock? No Mack Bar? Na Unisinos? Numa boa, vão á merda todos estes que se preocupam em criticar e pouco sabem o que sai de seus cus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com Elário Casper, maquiador de Novo Hamburgo (que inclusive fez um bélissimo trabalho na esquete "O Passáro de Vôo Curto", com texto de Alcione Araújo e representado pelo Teatro Luz e Cena no festival de esquetes de São Leopoldo. Aliás, você sabia que teve um festival de esquetes teatrais em São Leopoldo?), discutiamos que São Leopoldo agora precisa construir uma politica de público para seus eventos, uma vez que temos um espaço, o Teatro Municipal. Mas não adianta. A julgar pela repercussão que teve o nome dado á uma esquina da cidade, somos, e sempre seremos, uma cidade de prepotentes que não fazem nada por sua própria cidade, por sua própria arte, por seu próprio público.&lt;br /&gt;Então vamos criticar? Não! Quer criticar ajude á construir. Ou cala-te e ajude, simplesmente, á observar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mais, concordo com Éver Ribeiro de que devemos fechar sempre a São Caetano para novos eventos com o apoio incondicional da Livraria do Trem, que, mesmo tendo que vender cerveja para continuar funcionando, apóia e celebra como poucos a cultura artistica desta cidade. É preciso mais do que nunca nos esforçar-mos para o fomento da arte, principalmente popular, em São Leopoldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não, seremos lembrados pelo que?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7663147499066363533?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7663147499066363533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7663147499066363533' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7663147499066363533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7663147499066363533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/12/lembranas.html' title='Lembranças'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-5338558865751364887</id><published>2008-12-04T01:36:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T01:17:18.186-08:00</updated><title type='text'>Farândola, Fotos Farândola</title><content type='html'>Sim, de mãos dadas e seguindo para o mesmo rumo, mas em caminhos diferentes, 28/11/08 marcou o nascimento do Farândola. Música, poesia, pintura, cinema e bom tempo marcaram esta manifestação marginal de cultura que fechou a rua são caetano e abriu muitas almas deseperadas por uma luz ao luar. Eu deveria escrever sobre; mas não vou. Não hoje.&lt;br /&gt;Pra quem não foi, seguem as fotos; por Giovani Paim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fotolog.com/giovanipaim02" target="_blank"&gt;http://www.fotolog.com/giovanipaim02&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-5338558865751364887?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/5338558865751364887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=5338558865751364887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5338558865751364887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5338558865751364887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/12/farndola-fotos-farndola.html' title='Farândola, Fotos Farândola'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3300777997455551276</id><published>2008-11-17T14:54:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T14:55:22.492-08:00</updated><title type='text'>Caminhos</title><content type='html'>Eles apenas corriam. Era tudo o que faziam: corriam. Lado á lado. Passada á passada. Juntos. Mesmo ritmo, mesma respiração, mesmo bailar dos braços de cima pra baixo e de baixo pra cima. Vez por outra conversavam. Trocavam duas ou três palavras, discutiam, apenas gemiam uma abreviação de afirmação ou divagavam por quilômetros sobre a distancia entre as estrelas, que é impar e par ou sobre a maneira como as nuvens flutuam leves nos dias de céu azul. Mas em geral andavam em silêncio. Em silêncio não, na baforada constante de suas respirações ofegantes. Olhos fixos no horizonte e correndo. Sempre. Em frente. Rumo ao horizonte, quase um Forrest Gump. Nada os impedia de correr. Quando era sede o que sentiam, procuravam nuvens de chuva e por entre elas corriam. Da chuva que enfim caía, bocas abertas, seus pingos molhados bebiam. E era matada a sede. Se era fome o que sentiam, procuravam nos campos os pomares e, correndo por entre eles, com as mãos rápidas colhiam laranjas, maçãs, uvas, cerejas, pitangas. E era matada a fome. As necessidades fisiológicas eram deixadas á rastro, colocando calção e cueca pro lado nos campos por onde corriam. E com a chuva, cuidavam também de sua higiene pessoal. Corriam, enfim, corriam. Se era sono o que sentiam, revezavam por turnos de dois terços de hora e meia e um carregava o outro. Um corria pelo outro. Mas não paravam, nunca. Era de costume entregar a noite nas mãos do crepúsculo. Ou ir estendendo sobre o fim de tarde o manto escuro da noite. Quando a barba crescia demais ou o cabelo já tapava a vista, corriam entre rochedos e das pedras pontiagudas, com fio de puro corte, faziam um no outro barba, cabelo e bigode. Se faltava proteção para os pés, percorriam mangues, banhados e lamaçais, enroscando-se em mato e barro, formando nos pés uma proteção que parecia sapato. Roupa era folha de bananeira, chapéu coco e cipó na cintura amarrado. Simplesmente corriam: o tempo todo, á todo o tempo. Cruzavam de continente em continente. E não percorriam os mesmos lugares. Havia sempre um novo caminho á ser percorrido. Uma simples curva para a esquerda e um novo caminho surgia. Neste novo caminho uma simples curva para a direita e do novo um novo caminho novo. Não contavam o tempo. Era o tempo que contava com eles. Viam surgir o sol, ele estender-se no azul, depois recomeçar para outro lugar enquanto viam surgir, então, a noite. Viam ela estender-se de mansinho, abrindo seu leque cravejado de brilhantes. Vez por outra um sorriso dourado riscava a escuridão com luz de fogo. E logo á noite ia se recolhendo trazendo pela calda o calor do novo, e velho, sol que, então, surgia. Ou enxugavam a alma na chuva que caía chorando por e com eles.&lt;br /&gt;E foi correndo que num dia de sol radiante, onde bailavam borboletas sobre os campos de flores amarelas que os cercavam, que um olhou para o outro e perguntou:&lt;br /&gt;- Por que estamos correndo?&lt;br /&gt;O outro respondeu perguntando prontamente.&lt;br /&gt;- Eu não sei. Tu sabe?&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;Seus olhos arregalaram-se e os dois pararam de súbito, como há anos não tinham feito e que já nem sabiam mais se sabiam parar daquele jeito:&lt;br /&gt;- Não sabe? – disse o primeiro atônito.&lt;br /&gt;- Não! – respondeu o segundo nervoso.&lt;br /&gt;- Carácas, que horas são?&lt;br /&gt;- Que dia é hoje?&lt;br /&gt;E sem demora, correram de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3300777997455551276?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3300777997455551276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3300777997455551276' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3300777997455551276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3300777997455551276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/11/caminhos.html' title='Caminhos'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7125310349063688508</id><published>2008-11-14T15:21:00.001-08:00</published><updated>2008-11-14T15:33:18.178-08:00</updated><title type='text'>Parafraseando...</title><content type='html'>Pois é... mas daí eu teria que dizer "Não" e seria contra o que escrevi...de que adiantaria?Não posso afirmar que "Não" pode ser sincero e que "Não" faça sentido o que se escreve... &lt;em&gt;mas e deveria? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Até por que foi escrito. Poderia ter sido dito, mas foi escrito. Daí pode ganhar uma conotação mais pessoal e verdadeira. Escrever é do nosso mais intimo, é uma conversa com nosso "eu" que praticamente não existe. É como uma sombra que habita no mais escuro de nossos intímos, de nosso inconsciente. É ser único, como deverás somos. É quando apenas escutamos e nada mais. Percebemos a vida que passa real, concreto ao toque, mas ouvimos o que é demais abstrato da vida. Nem usamos a boca para a comunicação. É pela ponta dos dedos que tudo expressamos. E é no sozinho de nossas almas. No silencio da carne. No limiar entre o que é e o que poderia ser. Portanto é natrural. E se é natural, é verdadeiro...&lt;br /&gt; ... &lt;em&gt;" è muito comum hoje em dia a polêmica ser a tônica do jornalismo"&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt; Concordo. E paro por aqui.&lt;br /&gt;Mas "Não" deixo de acreditar no que sinto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7125310349063688508?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7125310349063688508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7125310349063688508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7125310349063688508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7125310349063688508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/11/parafraseando.html' title='Parafraseando...'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-6434538996719415536</id><published>2008-11-12T21:04:00.001-08:00</published><updated>2008-11-12T23:50:47.167-08:00</updated><title type='text'>Quem Mata Quem?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zR37JV9vlw4/SRu17kCibsI/AAAAAAAAAEM/61-DowehFaI/s1600-h/DSC_0001.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que se faz é "quem mata quem"? Muito se fala, muito de proibe, muito se exclama mas pouco se sente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-6434538996719415536?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/6434538996719415536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=6434538996719415536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6434538996719415536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6434538996719415536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/11/quem-mata-quem.html' title='Quem Mata Quem?'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2738396736358553595</id><published>2008-11-12T18:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T18:43:51.304-08:00</updated><title type='text'>"Não"?</title><content type='html'>Não diga "Não". O "Não" inibe, proibe, finaliza. Põe um fim ao que poderia ser, transgride o que seria. Um "Não" finaliza, diz que nada pode vir após. Um "Não", por mais contraditório que seja, afirma que nada mais há a dizer. Mas sempre há algo á dizer. Sempre existe algo á mais que nasce depois de uma boa noite de sono ou depois de findada a bebedeira. Depois de uma enxurrada, há sempre um talvez do sol que se oferece á secar; do vento que possa vir a suspender as lagrimas que se atiram ante a certeza vã. Definir-se tão radicalmente a qualquer coisa contesta nosso medo de pensar; constesta nosso direito de não estar sempre certo e de não saber sobre nosso direito de pensar sobre o assunto. Afirma que somos inúteis sobre aquilo que não temos certeza e nos dá a certeza de que somos ignorantes antes mesmo de atestar o que somos. Não diga "Não" simplesmente. Permita-se pensar. A unanimidade é burra, já dizia alguém que pensava diferente. E eu penso diferente. Eu, o dono deste blog, penso diferente. Não sei tudo e não pretendo dizer que sei. Se tu lê este bolg, o lê por saber que eu, o dono, não sei tudo e tu, que lê, também não sabe, por isso o lê. Por que então esta birra que atinge nossa pequena grande cidade? É, falo de São Leopoldo, onde todos acham que sabem tudo mas não sabem explicar por que nossos manifestos culturais não atraem grandes publicos. E aceitemos: todos aqueles que se expressam artisticamente, esperam o grande publico. Não por fama, mas por necessidade. Ter arte é buscar o sentimento alheio. É ser entendido, questionado, insultado, notado. Mentira de quem disser o contrario. Quem o disser é mediocre e não sabe o que quer. Assim como eu: Eu espero o grande publico. Confesso e admito: nunca serei mais famoso que o Fabricio Carpinejar. E isto é fato! Mas quero ser comentado nas ruas e ser entrevistado no "Paisanos em Prosa". Mas entrevistado não por ter todas as respostas mas por ter o que questionar. Que chato seria saber tudo. Que chato aquele que tudo sabe. "Bom mesmo é viver a vida assim, um dia após o outro. Assim a vida não cansa". Mario Quintana. Ele sabia. E eu atesto. Não diga "Não". No maximo um "Talvez". Não coloque pontos, no máximo, virgulas. Ou reticiências. Esteja aberto para o que pode vir. São Leopoldo não é um polo cultural e tão pouco a Secretaria de Cultura é um guru que tudo sabe e que tudo faz. Falta muito para isso. Ainda mais por que não depende da Secretaria, mas de mim e de ti, público e artista. Utopia? Concordo. Mas que tristes os caminhos se não fora a presença distante das estrelas... e agora tenho internet em casa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2738396736358553595?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2738396736358553595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2738396736358553595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2738396736358553595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2738396736358553595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/11/no.html' title='&quot;Não&quot;?'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4160371558379321151</id><published>2008-10-14T07:36:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T07:39:55.401-07:00</updated><title type='text'>Da Série "Nossa Bossa"</title><content type='html'>Samba Oração&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                             Tiago Agostini/João Bronstrup&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou mais cedo á cantar&lt;br /&gt;Fez do sol seu samba a raiar&lt;br /&gt;Ajeitou marmita e dinheiro&lt;br /&gt;No amor deu-lhe um beijo&lt;br /&gt;E foi trabalhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua o futuro desta nação&lt;br /&gt;Arroz, ovo frito, pão e feijão&lt;br /&gt;De janeiro á dezembro vai sem perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou a casa a gritar&lt;br /&gt;Calculou o melhor pra exportar&lt;br /&gt;Ajeitou seu terno de linho&lt;br /&gt;Sapato um só brilho&lt;br /&gt;E foi comandar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bisness is the future of the wolrd&lt;br /&gt;Chato, Valier, Chandon e Bôrdo&lt;br /&gt;Férias de rei no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batendo o martelo até se cansar&lt;br /&gt;O outro teclando até se estressar&lt;br /&gt;Mas quando acaba a semana&lt;br /&gt;Se encontram na esquina&lt;br /&gt;E vão pra sambar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida separa quem tem de quem não&lt;br /&gt;Mas samba no sangue como oração&lt;br /&gt;Mistura pobreza e alto escalão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4160371558379321151?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4160371558379321151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4160371558379321151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4160371558379321151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4160371558379321151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/10/samba-orao.html' title='Da Série &quot;Nossa Bossa&quot;'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-8304355964874067309</id><published>2008-09-21T16:27:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T16:32:25.259-07:00</updated><title type='text'>Da Série "Nossa Bossa"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dia a Dia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Totonho Lisboa/João Brousntup&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ah se você pudesse, quem sabe um dia entender&lt;br /&gt;Que o amor é mais do que palavras&lt;br /&gt;Ele é mais do que o dizer&lt;br /&gt;O amor é o próprio amanhecer&lt;br /&gt;Que poucos sabem ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah se você pudesse, quem sabe um dia perceber&lt;br /&gt;Que a amizade não é por um dia&lt;br /&gt;Que a amizade é para o viver&lt;br /&gt;Feito o sol que arde ao meio dia&lt;br /&gt;Que aquece e ilumina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah se você pudesse, quem sabe um dia compreender&lt;br /&gt;Que a vida passa tão depressa&lt;br /&gt;Feito nuvem que ao vento se dispersa&lt;br /&gt;E de repente chega o entardecer&lt;br /&gt;E a vida acaba ao anoitecer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-8304355964874067309?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/8304355964874067309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=8304355964874067309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8304355964874067309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8304355964874067309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/09/da-srie-nossa-bossa.html' title='Da Série &quot;Nossa Bossa&quot;'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2796161010957367696</id><published>2008-09-18T23:00:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T23:08:37.784-07:00</updated><title type='text'>sexta-feira de madrugada</title><content type='html'>não adianta, o passado sempre estara ligado ao futuro. Se agora não cheiro o pó que trilhas ao meu caminho, amanhã ou depois ei de me engasgar na poeira que foi tua presença. és como a cólera que vicia meu organismo em comprimidos de fazer-me equecer que foi tu um dia quem viciou-me. não és tempora e eu não sou temporal (ao menos tento me controlar) e sempre assim seremos, vontade e capacidade... e para todos aqueles que reclamam e não agem, o meu perdão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2796161010957367696?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2796161010957367696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2796161010957367696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2796161010957367696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2796161010957367696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/09/sexta-feira-de-madrugada.html' title='sexta-feira de madrugada'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4228129447883459913</id><published>2008-09-06T17:11:00.001-07:00</published><updated>2008-09-06T17:20:54.917-07:00</updated><title type='text'>rotina social</title><content type='html'>o cara passou o jogo inteiro bebendo cerveja. parou no bar gremista mais badalado e por ali ficou até que os 105 minutos de futebol acabassem. vibrou, disse palavrão, coçou o saco, mijou, pensou em coisas utópicas, desejou ser milionário, deu atenção à menininha que vendia balas de goma, ponderou perder o caminha da volta, mas, pagou o que devia e foi embora. em casa fez a janta, ameaçou por a filha de castigo se ela não fosse dormir e gruniu antes de virar para o lado e dormir enquanto sua mulher assistia 'Zorra Total' na TV. até achou que seria viavel dizer umas verdades para ela, mas queria acordar cedo para ver a Formula 1...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4228129447883459913?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4228129447883459913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4228129447883459913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4228129447883459913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4228129447883459913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/09/rotina-social.html' title='rotina social'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-1918289873558135699</id><published>2008-09-04T21:50:00.000-07:00</published><updated>2008-09-06T17:25:37.373-07:00</updated><title type='text'>declaração de sexta-feira para Aline Patricia de Moura (se não queres ler algo piegas, não leia este post)</title><content type='html'>amo minha mulher e é somente a ela que amo. embora existam outras mulheres em minha poesia, todas elas são somente mulheres passageiras, pois minha mulher mesmo é somente a que amo. é somente com ela que quero deitar-me, entregar-me ao mais profundo amor que o sexo busca. é somente com ela que quero fazer planos de futuro de propaganda de margarina, por que ela é minha história, meu passado, meu futuro. é ao lado dela que quero chamar meu filho de 'meu filho' e é somente ao lado dela que quero ter meus filhos. é ela, mesmo que não sendo perfeita, que é minha razão (até porque a perfeição é muito sem graça). e se quero alguém ao meu lado que combine 100% comigo, caso-me com um amigo. ela é doce tal qual a doce manhã que amanhece nas manhãs de primavera, mesmo que seja inverno. é ela que traz a luz do meu dia, o sol do meio dia que aquece e ilumina. ela é a noite que, mesmo longe, vela meus sonhos e minhas determinações. é por ela, minha mulher, a mulher que amo, que tento ser homem e não somente este ser molecular que ocupa um lugar na terra e que tenta ser outro e não mais um. é somente por ela que tenho um emprego assalariado, pois assim posso provar-lhe que é ao seu lado que quero ser alguém. mesmo sendo estas linhas escritas num momento em que bebo mais do que a própria razão pode suportar, escrevo o que há de mais verdadeiro, pois é ao lado desta mulher que quero viver os últimos dias desta minha vida aqui nesta cidade. e não sei se há palnos de fuga, pois dúvido que algum dia eu seja alguém maior do que sou agora. mesmo querendo, sonhando, planejando, acho que nunca vou ser mais famoso que o Carpinejar. e isto é sério. nem pinto as unhas. se ainda as pintasse... mas não quero me desvirtuar. este post é apenas para dizer que ela, Aline Patricia de Moura, é a mulher de minha vida. é ela que faz com que este insuportável ser boemio torne-se alguém suportável. é ela que transforma esta forma impulsiva de vida em plano e recomeço. é ela, meu amor, que me faz querer a todas as outras mulheres em meus versos, mas ter a certeza de que é somente ela quem pode me trazer o veradeiro amor, aquele que não se explica e que não acompanha sinonimos poéticos ou outras formas de expressão escrita. nosso amor é somente vivido e, embora hajam muitas brigas e contravenções, é somente ao lado dela que me sinto completo e único. ao meu amor, Aline Patricia de Moura, é que peço: mesmo que seja eu um boemio incorrigivel e um poeta sonhador não me abandones pois é somente ao teu lado que quero ser alguém de verdade. por que fostes tu quem me destes a chance de amar de novo e, mesmo que eu venha dificultando, vem me ensinando que o amor ainda existe e que ainda pode estar no meu caminho. á ti, minha musa eterna, escrevo em eterna gratidão este poema. e é para ti todo o amor que me houver nesta vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-1918289873558135699?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/1918289873558135699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=1918289873558135699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1918289873558135699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1918289873558135699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/09/declarao-de-sexta.html' title='declaração de sexta-feira para Aline Patricia de Moura (se não queres ler algo piegas, não leia este post)'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-8466095819644347486</id><published>2008-09-04T03:46:00.001-07:00</published><updated>2008-09-04T22:35:20.932-07:00</updated><title type='text'>Triscanaturagem</title><content type='html'>O sonho dele era ser cantor. Desde de sempre, cantava. Brinca dizendo que quando nasceu não chorou, cantou em capela &lt;em&gt;Cry Baby&lt;/em&gt;, da Janis Joplin. Quando moleque, gostava de ficar sentado no quintal de casa ouvindo os passarinhos que cantavam entre as árvores. Retribuía cantarolando uma canção afinadíssima na cozinha, enquanto sua mãe preparava o almoço. A mãe elogiava contando uma lenda de que seu pai e ela o conceberam ouvindo &lt;em&gt;Quarta-feira de Cinzas&lt;/em&gt;, na voz de Vinicius de Moraes e Toquinho. E ele tratou de cantar para alegrar a cidade. Cantava na escola, no campinho de futebol, na padaria, no ponto de ônibus e na beira da praia. Mas não cantava no chuveiro. Essa não era uma extravagância para a realidade daquela família, dizia o pai. Mas a grande questão é que ele gostava mesmo era de público. Gostava da energia, de ver a troca entre a música e o sorriso alheio. Não havia reunião de amigos que não era embalada pela sua bela voz. Ninguém lembrava de levar o mp3 para o acampamento quando ele estava junto. Cantava da manhã até a noite. Mas não era um repertório, era uma trilha sonora natural. A música fluía no mesmo compasso em que a natureza que os cercavam. Quando dormia, ou mesmo quando acordava, sonhava em ser famoso, ter sua música reconhecida, levar suas notas músicais para todos os cantos do mundo, para todas as pessoas do mundo. Mas lhe faltava um tantinho de coragem. No fundo, sabia que ali era o seu lugar. Entre seus amigos, sua família. A música era parte da vida não uma necessidade pra viver. Os amigos e todos o incentivavam a sair e correr atrás de seus sonhos, mas ele se mantia acomodado. Ouvia e bem recebia cada conselho, mas preferia manter-se imóvel. Até que não teve mais como fugir desta questão. Um dia, informado por um de seus amigos, ficou sabendo que um programa de rádio que procurava talentos pelo país estava realizando uma audição a 300 quilômetros da sua cidade. Ouviu a noticia com brilho nos olhos. Seu peito estalou. Suas mãos suaram, esboçou um leve sorriso e disse para si: é agora! Decidiu que iria participar do programa. Chegara sua hora! Todos festejaram a decisão. A cidade não parava de comentar: seu filho mais ilustre estaria galgando seu sucesso. Seria ao mesmo tempo o sucesso de todos. E ele se preparou, e muito. Ensaiou, decorou, aprendeu, se convenceu. A cada manhã acordava mais entusiasmado. Tinha certeza que era sua hora. Sabia que era hora de realizar seu sonho e estava pronto para aquilo. Escolheu a música de sua alma. E não contou que música era essa pra ninguém. Ninguém saberia qual música ele iria cantar até o dia da audição. Juntou dinheiro, algumas roupas na mala e não esqueceu a escova de dentes, o sabonete e o violão. Chegou o dia da partida e partiu. A cidade parou para vê-lo passar e seguir, rumo à realização de um sonho, um sonho de toda aquela população. Na cidade da audição, uma cidade grande, desceu na rodoviária e procurou um hotel. Informando-se sobre o local das inscrições para o programa, para lá rumou e tratou de começar a construção de uma realidade. Nos dois dias que faltavam para a apresentação ficou no hotel, ensaiando, inspirando, ouvindo os pássaros que pousavam nos postes de alta tensão em frente a janela de seu quarto. Ligava para casa e, além de dizer que estava tudo bem, não respondia as insistentes perguntas de seus pais para saber qual música ele cantaria. Era segredo. Um mistério. A cidade estava empolvorosa. Nos bares, nas padarias, nos restaurantes, nos bancos da praça e na fila dos bancos só o que se falava era de sua viajem e de qual possível música ele iria cantar. Os mais chegados davam palpites quentes e confiantes. Mas todos sabiam que ninguém sabia qual seria a música. Acordou para o grande dia com um vasto sorriso. O sol entrava pela janela e iluminava seu rosto. Os pássaros lá fora cantavam em coro. Tomou um banho, vestiu a melhor roupa, tratou de sua higiene epidérmica e bucal e saiu saltitante hotel afora. No local da apresentação, mantia-se concentrado. A fila com os outros candidatos era grande mas continuamente em movimento. A expressão no rosto de cada um dos candidatos era contrastante antes e depois de sair da sala de audição. Mas as lagrimas nos olhos eram unanimidades. Ou choravam por passarem na eliminatória ou choravam por não passarem. Cerca de duas horas depois, chegou sua vez. Parou ao lado da porta esperando que o candidato que estava a sua frente na fila saísse. E este saiu chorando copiosamente. Não passara. Ele, ao lado da porta, ficou um pouco abalado, mas não se deixou desmotivar. Confiava em seu dom. Era um dom natural, que nascera junto de si. Era naquilo que acreditava. De repente, era sua vez. A porta se abriu para que entrasse. Antes de dar o primeiro passo, fechou os olhos, respirou fundo e pensou em toda sua vida e em todo seu povo que estava acreditando nele. Era aquele o momento. Para ele e para todos. Apertou as mãos em tom de confiança e deu o primeiro passo. Na cidade, todos por um instante suspiraram fundo e pararam o que estavam fazendo. Fez-se um silêncio mútuo. Na sala de audição, eram três os jurados que avaliavam o candidato. Dois homens e uma mulher. Ele parou ante os três e ficou parado. O jurado do lado esquerdo, um loiro alto e com cara de quem acabou de acordar, o interpelou.&lt;br /&gt;- então você acha que tem talento?&lt;br /&gt;- sou apenas um tom na música da vida – respondeu confiante.&lt;br /&gt;- hum, gostei – disse a jurada sentada no meio da mesa.&lt;br /&gt;- então cante! – finalizou o candidato do lado direito.&lt;br /&gt;E assim ele o fez: cantou. E cantou divinamente, como nunca havia cantado antes. Seu corpo todo respondia a cada nota que saia de suas cordas vocais. Era como o canto dos pássaros das árvores a frente de sua casa. Era como o cheiro da comida que vinha das panelas na cozinha, com sua mãe. Era uma música que alegrava a cidade. Porque eram tantas coisas azuis, eram grandes promessas de luz. Era tanto amor para dar... Naquele instante, a música era sua alma e sua alma era luz. Tinha os olhos fechados e os braços elevados aos céus quando a música terminou. Abriu os olhos baixando os braços lentamente e viu um sorriso de satisfação estampado no rosto de cada jurado. Ele também sorriu. Sorriu confiante. A cidade também sorriu e voltou ao seu ritmo normal. Ele conseguiu! Quem começou falando foi o jurado da direita:&lt;br /&gt;- incrível! Você tem razão, você é um tom na música da vida. Aliás, você é a própria música. E a escolha da música para esta audição foi perfeita. Meu voto é “sim”, para que você continue na disputa para ser o próximo talento do país.&lt;br /&gt;- concordo plenamente – continuou o jurado da esquerda – você foi quase perfeito. Seu corpo todo cantou junto contigo. Foi lindo. A música foi divina. Mas acho que para um novo talento do país você ainda não esta pronto. Falta algo que eu não sei o que. Vocé é ainda muito normal. Meu voto é “não”.&lt;br /&gt;O sorriso que ele ainda mantia depois da fala do jurado da direita, de repente enfraqueceu. Recebera um “não”. Não estava pronto para aquilo. Será que teria falhado? Será que não era sua vez de brilhar? Se recebesse um “sim” da próxima jurada seria sua glória. Se recebe um “não”... não conseguia nem imaginar. Seria um fim?&lt;br /&gt;- agora sobrou pra mim – começou a jurada do meio da mesa. Vou ter a terrível missão de decidir sobre sua permanência neste programa para se tornar o novo talento do país. É preciso que você saiba que só o fato de você estar aqui já é uma vitória. Você já é um grande talento e se continuar lutando, com certeza logo chegara lá...&lt;br /&gt;O jurado da direita á interrompeu:&lt;br /&gt;- ora, diga logo sua resposta. O garoto está aflito, querendo saber o que será dele e você fica com este papinho paternalista? Faça-me o favor!&lt;br /&gt;- como assim? - reagiu o jurado da esquerda. As coisas agora tem que ser instantâneas, imediatas, cruas e cruéis? Deixe que a adrenalina corra as veias de quem ainda é jovem.&lt;br /&gt;- estás me chamando de velho? - rebateu o jurado da direita.&lt;br /&gt;- velho não. Insensível.&lt;br /&gt;- ah, sim. O melhor então é nos rendermos á um mundo sensível, onde todos choram ao nascer do sol, onde todos batem palmas para o crepúsculo e onde todos cantem para a lua? A verdade tem que ser crua. É essa maquiagem que usamos sobre as coisas que tem que ser ditas que transforma as pessoas em perturbadas e mendicantes. Pra que ficar vivendo de ilusão? Encaremos a realidade e veremos que os sonhos são reais.&lt;br /&gt;- uau, profundo! – ironizou a jurada do meio da mesa- Quer dizer então que o grande barato é deixar tudo concreto, é?! Se nem a natureza, que é nossa mãe, é concreta, seremos nós, rélos conteúdos moleculares desta existência, concretos? Se tudo fosse concreto, onde nasceriam as árvores?&lt;br /&gt;- não estamos falando de ecologia, minha nobre colega naturalista. Estamos falando de fatos. – concluiu o da direita.&lt;br /&gt;- não seja tão cético, meu caro – bravou o da esquerda – Todos nós somos feitos de possibilidades, de tentativas, de motivações. Se tu digeres bem as coisas cruas, nem todos tem estomago para tanto. A carga emocional que carregas não é a mesma carga emocional que outros carregam. Tens que aprender a viver num mundo onde as diferenças existem.&lt;br /&gt;- ora, ora – recomeçou o da direita- temos aqui um belíssimo espécime de homem diferente. És igual a todos estes sonhadores que se escondem atrás de medos irreais para não conseguir o que tanto querem. Medos, estes, que nascem da certeza de saber que para se chegar lá, onde as conquistas estão, é preciso perder muitas outras coisas, tais como comodidade, segurança, certeza, porto seguro. Inventamos que é a falta de incentivo alheio que nos prende a ser o que somos. O que somos de verdade é o resultado de nossas escolhas. Livre arbítrio, já ouviu falar?&lt;br /&gt;- opa! – levantou-se exaltada a jurada do meio – Só um minuto. Como assim? Você está se esquecendo de que somos também o que os outros pensam que somos. Nós somos o reflexo do meio externo onde vivemos. É o ciclo da natureza. O ciclo da vida. Nossa vida é parte da vida de todos aqueles que nos cercam. Eu dependo de tua troca de energias para manter as minhas energias equilibradas. Eu respondo ao seu mal-humor, a sua alegria assim como respondes também as minhas emoções e as minhas motivações...&lt;br /&gt;- espera, aí – levantou-se o da esquerda – assim estás dizendo que somos um bando de Maria vai com as outras?&lt;br /&gt;E ele ficou ali no meio, parado, vendo os jurados discutirem entre si, esquecendo que ele estava ali parado, aflito, afim de saber o resultado que mudará sua vida. Permaneceu por mais 20 minutos ali, estático, mudo, impressionado. Desistiu de esperar. Virou-se lentamente e saiu da sala. Foi direto para o hotel. Pegou sua mala, seu violão, a escova de dentes, o sabonete, o violão e voltou para casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-8466095819644347486?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/8466095819644347486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=8466095819644347486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8466095819644347486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8466095819644347486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/09/triscanaturagem.html' title='Triscanaturagem'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-5485483599552198291</id><published>2008-09-03T11:44:00.000-07:00</published><updated>2008-09-03T11:48:41.738-07:00</updated><title type='text'>por que quem não chora, não mama...</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/sinplata/SLwS2LMANgI/AAAAAAAAAEs/A9P4Y6jkHGU/s400/BeatlesNoQuintal.jpg"&gt;http://lh5.ggpht.com/sinplata/SLwS2LMANgI/AAAAAAAAAEs/A9P4Y6jkHGU/s400/BeatlesNoQuintal.jpg&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-5485483599552198291?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/5485483599552198291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=5485483599552198291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5485483599552198291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5485483599552198291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/09/por-que-nem-chora-chora-no-mama.html' title='por que quem não chora, não mama...'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-286703486463608755</id><published>2008-08-31T18:55:00.001-07:00</published><updated>2008-08-31T19:15:00.561-07:00</updated><title type='text'>injustiça!!!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.fotosearch.com.br/ILW002/davidt0772r/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Banco de Imagem - skyline, human, cabeça&lt;br /&gt;davidt0772r Illustration Works Royalty Free&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bc.fotosearch.com/bigcomps/ILW/ILW002/davidt0772r.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bc.fotosearch.com/bigcomps/ILW/ILW002/davidt0772r.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;sabe qual que é? fico impressionado com essa gente que pensa, ou acredita, ou acha, ou imagina, que tem a solução para tudo e que é o grande injustiçado da humanidade. essa gente que chora por que não recebeu duas estrelinhas da profe. essa gente que quando não ganha, por que tem o ego maior que o buraco da camada de ozônio, fica pelos cantos chorando e dizendo que não era legal, que tudo foi mal organizado, que não deveria valer. gente mimada e sem coragem de sair debaixo do cobertor de lã! gente que passa a vida tentando ser globático, aperecer no arquivo confidencial do faustão, dar entrevista ao jô e ter sua vida repassada no video show, mas que fingi ferrenhamente de que não é nada disso. tem um, li não faz muito tempo em um blog antigo, reclamando que em são leopoldo ele não era reconhecido e que agora, quando um paulista viu seu trabalho como blogueiro (uau, a profissão do futuro!), esta sendo reconhecido. tadinho, e a gente de são leopoldo não colocou esse santo no seu devido altar? como somos cruéis! não acredito que deixamos nosso filho desamparado. ainda mais são leopoldo que tem mais de 23 mil pessoas abaixo da linha da pobreza. como essa gente não deu valor ao seu filho mais talentoso? teve que vir o uol para satisfazer o apetite popstar de nosso desgarrado capilé. também teve, tem, aquele que ainda não admite que seu texto não tenha sido publicado em livro. mas como? atenção todos os capiles, temos que dar mais valor aos nossos genios! impossivel conceber que nosso imortal não tenha seu texto publicado em livro tão genioso e de edições mundiais. logo são leopoldo que tem taxa de analfabetismo em mais de 4,78%. inconcebivel. ha também quem, lacrimejem, nunca teve sua musica reconhecida pel&lt;a href="http://www.fotosearch.com.br/bthumb/DSN/DSN006/1771822.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.fotosearch.com.br/bthumb/DSN/DSN006/1771822.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a grande massa leopoldense. pode? nós que temos mais de 350 bandas em são leopoldo não reconhecemos nosso brilhantissímo musico. ate beethoven foi reconhecido. mas nosso gênio não. Inacreditval, ainda mais para uma cidade que foi uma das protagonistas num dos maiores desastres ambientais do estado com a mortandade, por níveis de poluição do rio dos sinos, de mais de 85 toneladas de peixes. é inverossimil que uma cidade como a nossa não esteja dando visibilidade e sucesso aos seus grandes artistas. inclusive eu, um dos maiores atores do estado, um dos maiores cineastas e fotografo da são caetano, não tive meu sucesso ainda reconhecido. por que a globo ainda não veio me buscar para ser astro de suas novelas? porque ninguém de são leopoldo me leva para fazer teste no sbt? onde esta hollywood ou a national geographic que ainda não reconheceu meu talento nato? não entendo. como isso pode acontecer em são leopoldo, a cidade onde há o maior numero de mortes entre jovens no pais? por favor, deixem-me respostas, preciso delas. sei que são vocês que as tem. voces, genios inconfundiveis e desprezados. van goghs capilés! não, não deixai, ó povo tão humilde, que passe a vida sem que reconheçamos aqueles que tanto fizeram-fazem-farão por nos. não deixemos apenas para a morte o reconhecimento destes seres que vieram para este plano terreno para nos salvar de todo mal e de toda dor. e que estes nossos grandes mestres nos ensinem. que olhem para este povo que, bem ou mal, tenta fazer alguma coisa culturalmente ativa. este povo que não detem todas as qualidades cenicas, musicais ou corporais, mas que sabe que mais vale um povo burro que age, do que um povo ignorante que só fala. trazei-nos a luz, óh mestres renascentistas! ou isto, ou parem de reclamar e pensem em soluções mais úteis a nossa terra. como pontuar um texto, por exemplo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-286703486463608755?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/286703486463608755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=286703486463608755' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/286703486463608755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/286703486463608755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/08/injustia.html' title='injustiça!!!'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3104948191557945950</id><published>2008-08-26T17:06:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T17:27:27.152-07:00</updated><title type='text'>motivos para não beber?</title><content type='html'>eu acho que estou enlouquecendo. já nao sei mais o que sou, o que quero ser ou o que ainda posso ser. sinto estar no limiar entre a decadencia e a ascendencia. não sei se vivo um amor ou se é ele que me curte. já nao sei por quem estou apaixonado ou quem está apaixonado por mim. um dia fui viril ao extremo e hoje sou poeta. e quem ainda lê poesia? pra quem a poesia ainda interessa? o que querem se não a busca pelo instantaneo? consomem drogas que levam ao extremo do fim em lugares que são o extremo da surdes (também por que não há nada a dizer); olham o sexo oposto, ou o mesmo, e nele procuram o imediatismo. é natural, perduram. é da idade. que idade? a tua? do organico?  esta é uma geração Miojo. trabalho em um trabalho que por vezes me convence que nada adianta de fato, pois sem fome não há a venda dos pratos, e por vezes me convence de que contrataram a propria fome para trabalhar. amontoan-se as siglas e os corpos. no mais, são todos noticias do jornal das oito. e do meio dia. se eu te convidasse para almoçar em um frigorifico, em meio as carnes semi-vivas o que me dirias? e se te convidasse para almoçar em minha casa assistindo ao Jornal do Almoço? não tenho nada mais que minha ideologia. e para que serve ninguem sabe. quase nem eu sei. bebo, fumo, choro e escrevo. a distancia é uma merda, mas a merda é necessário ou explodiriamos. é também na distancia que me pego a pensar em ti. e este pensamento é o que norteia o primor destas linhas. nem sei se teus labios já tocaram outros labios ou se um dia querem tocar os labios meus. mas és minha princesa e no reinado desta angustia sou teu servo. para o dia de amanhã digo que esta é a terceira bock e que, portanto, só penso o que esvrevo... mas ainda acho que estou enlouquecendo. aos meus amigos que ainda acreditam na esperança, peço força. aos que já nem acreditam mais, ofereço um copo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3104948191557945950?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3104948191557945950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3104948191557945950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3104948191557945950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3104948191557945950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/08/motivos-para-no-beber.html' title='motivos para não beber?'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-1247754653515550646</id><published>2008-08-23T09:46:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T09:47:01.469-07:00</updated><title type='text'>Só na ponta...</title><content type='html'>Está uma noite daquelas. A lua flutua no mar negro da imensidão do espaço linda, cheia e resplandecente. A temperatura está amena, ideal para se beber um café ou uma cerveja. Na rua, as pessoas saboreiam a noite por ser sexta-feira e por estar uma deliciosamente noite para se saborear. Todos, hoje, são amantes boêmios da vida. Inclusive ele, que sorve o último gole de seu café e fecha a mochila de viajem. Coloca-a nas costas, enche o pote de ração do gato, alisa-o por inteiro, pega as chaves da moto, o capacete, apaga todas as luzes de seu apartamento e sai. Estacionada na frente da porta do edifício está sua moto, uma Dafra Kansas, 150Cc estilo estradeira. Coloca a mochila sobre o banco e passa o extensor prendendo-a firmemente. Põe o capacete, monta sobre a moto, dá a partida, olha para os lados como que procurando um rumo e acelera seguindo a mão de transito da rua. Não sabe para onde ir, mas sabe aonde quer chegar. Toma a estrada e ela o toma. Atira-se no horizonte escuro que se estende ante seus olhos e deixa-se embalar pelo vento. Um vento morno, que acaricia seu rosto de forma tenra e acolhedora. Seu olhar fixa-se à frente e seus pensamentos vagam para todos os lados conduzindo a velocidade da moto e essa, amena, não ultrapassada os 80Km/h. No céu alguma estrelas imitam o tintilar de luzes da cidade que vai ficando pra traz. O cheiro do vento agora é de crustáceo. O próprio ar é mais gorduroso. É bom, lembra o verão. E o verão lembra disposição e a disposição lembra auto-estima. Sorri com os cantos da boca.&lt;br /&gt;Das três pistas da Free-Way escolhe a mais à direita. Não há pressa. Só o que lhe interessa é partir, seguir em frente, sair de casa, abraçar o mundo. Dar uma chance à aventura, ao inesperado, a surpresa. Cada quilometro rodado é um ano á mais de vida. E não por um calculo cronológico, mas por um melhor aproveitamento dos anos já vividos. Há tempo para pensar, refletir, lembrar. A estrada é longa, plana e reta. Permite à mente desligar-se em quase sua totalidade e deixar que a razão coordene o pouco que há para coordenar. Ele simplesmente segue. E seguindo torna-se livre. E a liberdade é estar vivo. Livre arbítrio. Tem essa regra tatuada no pulso esquerdo. Ergue-o, lê e suspira. Livre arbítrio. Do bolso da jaqueta que veste retira um cigarro e um isqueiro. Por que não? O vento traga bem mais fundo, mas e daí?! O fato não é fumar, mas escolher fumar andando de moto. O tempo por um instante deixa de existir, ou melhor, deixa de correr.&lt;br /&gt;De repente algo no retrovisor direito lhe chama a atenção. Consequentemente a mente retorna ao seu lugar. Do retrovisor identifica um carro em alta velocidade, vindo na mesma pista que a sua. Ele guia a moto no meio da pista e decide mantê-la assim enquanto sentir-se seguro. O carro continua vindo atrás dele como dois meteoros paralelos atirando-se na imensidão da noite. E ele esta na frente deles. Duas luzes brilham. É uma vermelha e outra azul. Não são meteoros, é a policia. Os faróis da policiam aumentam e diminuem de intensidade, num sinal claro que estão sinalizando para ele. Como eles não diminuem, ele decide reduzir ainda mais a de velocidade, tomando o acostamento até parar a moto por completo e desliga-la. A viatura da policia pára logo atrás. Um policial desce e ele retira calmante o capacete. Um outro policial também desce da viatura, mas fica parado em pé atrás da porta aberta. O primeiro á descer aproxima-se da moto e lhe ordena:&lt;br /&gt;- boa noite. Os documentos da moto e do senhor, por favor.&lt;br /&gt;- boa noite. Claro. Vou pegar a carteira no bolso da calça, ok?!&lt;br /&gt;- claro.&lt;br /&gt;Ele pega a carteira e entrega os documentos requisitados. O policial com os documentos averigua a numeração da placa e da habilitação. Após, devolve-os:&lt;br /&gt;- ta indo pra onde?&lt;br /&gt;- floripa.&lt;br /&gt;- floripa a essa hora? Conta outra!&lt;br /&gt;- e qual a hora certa? Trabalhei até as 6 horas da tarde me arrumei e saí.&lt;br /&gt;- sei. E na mochila?&lt;br /&gt;- roupas.&lt;br /&gt;- sei. E um bagulinho pra fumar e vender lá em Floripa, né?!&lt;br /&gt;- não.&lt;br /&gt;- e pra que andar tão devegar?&lt;br /&gt;- não há pressa.&lt;br /&gt;O policial sorri ironicamente e grita ao outro parado atrás dos faróis e da porta aberta da viatura:&lt;br /&gt;- tu ta ouvindo? Ele falou que ta andando devagar por não tem pressa. Na Free-Way! Pode? – voltando rispidamente para ele – conta outra! Tu ta loução, sim! Com uma baita moto dessa tu não vai querer correr?&lt;br /&gt;- ela é 150Cc. Se eu correr, chego até onde?&lt;br /&gt;- da onde 150Cc? Essa aí é daquelas de 750Cc.&lt;br /&gt;- não é não. É só a cara dela. Essa é uma Dafra Kansas 150Cc.&lt;br /&gt;- é nada!&lt;br /&gt;- tu não viu no documento?&lt;br /&gt;- é claro que eu vi! Mas não desconversa. Tu ta loução, sim! Olha tua cara, olha pros teus olhos. Tão um vermelhão só.&lt;br /&gt;Ele para e fita profundamente os olhos do policial. Não pisca. O policial devolve um olhar incisado e cansado. As olheiras dimensionam as horas de trabalho. Quando pisca, uma lagrima escorre. Do nada, começa a chorar. Contidamente mas lacrimejosamente. Ele baixa os olhos por um instante e quando levanta começa a falar. O policial está espantado:&lt;br /&gt;- cara, eu perdi tudo. Acabei de perder meu emprego, minha casa e minha mulher. A única coisa que salvei foi esta moto que inda estou pagando. Há um mês atrás eu tinha tudo: grana, mulher, casa, família, futuro, felicidade. Daí resolveram na empresa que era melhor cortar gastos. E eu descobri que era um gasto pra eles. Oito anos fazendo a mesma coisa, dedicando cada segundo de aprendizado para entender todos os sistemas de uma empresa que me considera um gasto. Minha mulher resolve, então, que é hora de falar a verdade, de dizer que há tempos as coisas não vão indo bem entre a gente e que era melhor falar logo do que ficar enrolando ainda mais. Mas ela disse que não era pra eu me preocupar, pois eu encontraria alguém especial para mim. E disse também que a casa ficaria com ela, pois fora seu pai quem tinha emprestado o dinheiro da entrada para compra-la. Só esqueceu de mencionar que era com meu dinheiro que o empréstimo estava sendo pago, assim como as parcelas que ainda restavam da casa. A moto ficaria comigo e também as prestações. Disse ainda que só estava fazendo aquilo pois sabia que aquilo era o melhor pra nós dois. Simples, assim. Ela sabia por nós dois. Agora me diz, vou ter pressa pra que? Pra chegar onde? Não tenho mais nada, só tenho um irmão em Floripa. E é para lá que estou indo, nada mais. Com toda minha vida nesta mochila. Meus olhos vermelhos de chorar são a única prova que tenho do que estou falando.&lt;br /&gt;O policial engole á seco. Olha para o lado e percebe que seu parceiro saiu do lado da viatura e também está ali, ouvindo. O silêncio é barulhento e perturbador. Ele baixa os olhos. O policial que chegou depois se obriga a encerrar aquele clima:&lt;br /&gt;- então essa moto é 150Cc? Melhor ir devagar mesmo. Está até uma noite muito boa para se andar devagar de moto.&lt;br /&gt;O outro policial volta de súbito do pensamento distante em que estava:&lt;br /&gt;- é sim, é.&lt;br /&gt;- vai lá, vai tranqüilo. Boa viajem. E se precisar da gente é só ligar. O numero está nas placas da rodovia. E guarda o numero porque depois de passar a fronteira dos dois estados me liga igual que eu mando o cara certo te ajudar.&lt;br /&gt;Ainda sentado na moto, ele levanta os olhos úmidos:&lt;br /&gt;- obrigado.&lt;br /&gt;- vamos – diz o policial para o outro – eu dirijo.&lt;br /&gt;Os guardas dão as costas, entram na viatura e seguem com os faróis baixos e em silêncio.&lt;br /&gt;Ele observa a viatura que se perde no breu da estrada. Quando ela desaparece por completo, dá um sorriso irônico com o meio da boca. Recoloca o capacete, liga a moto, acendo outro cigarro e recomeça seu rumo.&lt;br /&gt;A estrada parece mais leve. Talvez seja a sensação de piedade que acabara de gerar. Talvez, até, seja este o último sentimento que nos mova e que ainda pode nos mover: piedade. E um pouquinho de malandragem, é claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-1247754653515550646?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/1247754653515550646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=1247754653515550646' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1247754653515550646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1247754653515550646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/08/s-na-ponta.html' title='Só na ponta...'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-8101370667618998623</id><published>2008-08-21T09:15:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T09:18:33.880-07:00</updated><title type='text'>Quarta-Feira - um reencontro depois muitos tempos</title><content type='html'>Amanda esta sentada escrevendo no computador. Olha pelo canto direito do olho e vê a tarde que se vai entre a persiana da janela. Não foi ao trabalho. Precisa ficar em casa sentada, escrevendo ao computador e espiando pelo canto direito do olho vendo a tarde se indo por entre a persiana da janela. Nem bem sabe o que está escrevendo, mas está. Até que encontre alguma inspiração, escreve apenas o que lhe vem aos dedos. Letra por letra. Espirradas pelas extremidades de seu corpo. São resfriados gramaticais. Um vírus contraído normalmente quando se degusta uvas Merlot ou sedas de arroz. Mas pode vir simplesmente pela fadiga racional. No caso de Amanda, um pouco de cada. Agora que se tornou uma pessoa tributável, com salário, compromisso responsável e uma boa quantia de remuneração, sente que os momentos de fadiga racional são importantes e, ainda, não podem ter hora marcada. Vai levando até quando der. E hoje está dando. Levanta-se para trocar o disco de vinil que toca na vitrola. Sim, uma vitrola. Coloca para escutar Tom Jobim e Elis Regina - neste instante Amanda pára, pensa e decide não comentar sobre o vinil. Não há o que comentar.&lt;br /&gt;Está sem fumar á quatro dias. Melhor dizendo, está fumando menos cigarros á uma semana e meia. Fuma dois, três cigarros por dia. Quando fuma. Não fez promessa nenhuma. Apenas quis reduzir e está reduzindo. Ás vezes é bom provar para si mesmo que se é capaz de decidir as coisas para si mesmo.&lt;br /&gt;O que acontece quando a realidade é aquilo que imaginamos? Se nos suicidar-mos com o pensamento convicto no que gostaríamos de termos sido, não acordamos em algum outro lugar sendo aquilo que desejávamos com tanto afinco? Sem lembrar de tudo, claro, senão não teria graça alguma. A sensação é estar disposto a perder algo tão valioso para ser o que se deseja ser. Neste caso, perder a vida. Acreditar que reencarnação é simplesmente vibrar diferente. Mas será que já não sou o resultado de um suicídio convicto de outra vida? Será que alguém em outra vibração não se suicidou com o pensamento convicto em ser o que sou? Que sabor tem a frustração imortal? Deixa-se levar pela musica. Se o passado é aprendizado, nada impede que se possa refazer o passado no futuro. Mas como fazer isto sem tentar revivê-lo?&lt;br /&gt;A tarde se esvai pelo canto direito da persiana da janela, entre os olhos de Amanda...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-8101370667618998623?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/8101370667618998623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=8101370667618998623' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8101370667618998623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8101370667618998623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/08/quarta-feira-um-reencontro-depois.html' title='Quarta-Feira - um reencontro depois muitos tempos'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-1632601133869159007</id><published>2008-08-13T06:29:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T06:32:33.981-07:00</updated><title type='text'>Stricapuntinga</title><content type='html'>Ele está sentado na mesa do boteco olhando para o copo cheio de cerveja como se esperasse uma resposta. Ela chega, sela um beijo na boca dele e senta-se ao seu lado erguendo a mão direita com o dedo indicador em riste pedindo um outro copo.&lt;br /&gt;Ele começa:&lt;br /&gt;- demorou.&lt;br /&gt;- não marcamos horário certo. nos veríamos no fim da tarde. Ainda é fim de tarde.&lt;br /&gt;- tu sai do trabalho as 6h. agora são 7h15. tu demorou.&lt;br /&gt;- demorei para o que?&lt;br /&gt;O garçom traz o copo.&lt;br /&gt;- pra me encontrar.&lt;br /&gt;- não demorei, não. Marcamos o encontro conforme a posição do sol e o sol esta ainda na posição que marcamos. Portanto, não demorei.&lt;br /&gt;- tu não leva 1 hora e 15 minutos pra sair do trabalho e chegar até aqui.&lt;br /&gt;- e quem disse que eu viria do trabalho direto pra cá?&lt;br /&gt;- achei que tu viria.&lt;br /&gt;- achar não é ter certeza.&lt;br /&gt;- onde tu foi?&lt;br /&gt;- fui fazer umas coisas que eu precisava.&lt;br /&gt;- que coisas? Cagar, mijar, coçar o cu? Que coisas? Seja mais especifica.&lt;br /&gt;- ih, qual é? não sabia que esse encontro era pra ser um interrogatório.&lt;br /&gt;- por que interrogatório? To fazendo perguntas simples para respostas simples. Ou tu não sabe o que responder?&lt;br /&gt;- ah, tá. É vestibular, então. Tu devia ter me passado a matéria que cairia seria relações rotineiras de uma mulher independente.&lt;br /&gt;- deixa de ser engraçadinha. Tu é minha namorada, tenho todo o direito de saber onde tu estava.&lt;br /&gt;- opa, agora chegamos no ponto certo. pede pro Anderson um dicionário e procure “namorada”. Acho que tu não vai achar como definição “prestar contas de todos os passos dados sem seu namorado”.&lt;br /&gt;- deixa de ser troxa. Agora que tu tá num empreguinho novo, acha que pode me tratar assim?&lt;br /&gt;- tratar como? Tu ta viajando demais para um encontro pra beber uma cerveja. Se tu tivesse m pouco mais de coisas pra fazer durante o dia, não ia ter tempo pra ficar pensando merda.&lt;br /&gt;- ah, agora o problema sou eu por que não tenho um emprego igual ao teu, né?! Deve estar me achando um inútil, é isso?&lt;br /&gt;- que inútil? Tu é que fica com esse papo sem conteúdo e quer me aporrinhar.&lt;br /&gt;- ah, claro. Eu estou sempre te aporrinhando. Agora que tu tem emprego, dinheiro e tudo mais, o pobretão desempregado aqui fica te aporrinhando. Quem sabe tu sai com um dos teus coleguinhas intelectuais?&lt;br /&gt;- garanto que eles não viriam com este papinho...&lt;br /&gt;- claro, com dinheiro e carro do ano quem precisa de papinho? É só ir num lugar bem caro, pagar todas as bebidas, te colocar num carro zero quilometro e te levar para um bom motel que não precisa nem de papo, tu vai logo abrindo as pernas e ta tudo certo.&lt;br /&gt;- tu ta começando a me ofender.&lt;br /&gt;- quem ta me ofendendo é tu. Fica jogando na minha cara que eu não tenho emprego e nem grana.&lt;br /&gt;- quem disse isso? Eu só queria te encontrar.&lt;br /&gt;- é, mas não pode responder onde estava antes de vir pra cá e por que demorou tanto.&lt;br /&gt;- eu já te falei que não tava fazendo nada.&lt;br /&gt;- opa, agora há pouco me disse que tava fazendo umas coisas pra ti e agora me diz que é nada. Fala sério.&lt;br /&gt;- porra, onde tu quer chegar?&lt;br /&gt;- na verdade!&lt;br /&gt;- e que verdade? Eu já disse a verdade.&lt;br /&gt;- como assim? Me pergunta qual verdade mas me diz que já disse a verdade? Se tu não sabe qual a verdade então como pôde me dize-la?&lt;br /&gt;- dá pra parar com isso, por favor!?&lt;br /&gt;- então fala.&lt;br /&gt;- falar o que?&lt;br /&gt;- o que tu tem pra me falar.&lt;br /&gt;- mas eu não tenho nada pra falar, que saco!&lt;br /&gt;- tu nunca tem nada pra falar. Tá sempre guardando segredos e sendo misteriosa.&lt;br /&gt;- mas que merda! Qual que é a tua? A gente veio se encontrar pra tomar uma cerveja, ficar numa boa. Por que tu tem sempre que estragar tudo. Quer saber, vai a merda! Eu vou embora.&lt;br /&gt;Tenta levantar e ele a segura pelo braço.&lt;br /&gt;- espera. Desculpe. Eu não to legal.&lt;br /&gt;- eu sei que tu não ta legal, mas também não precisa descontar em mim.&lt;br /&gt;- ta, desculpe. Vamos tomar mais uma cerveja?&lt;br /&gt;- mais uma não, uma. Ainda não bebi nenhuma.&lt;br /&gt;- então bebe agora.&lt;br /&gt;Ele levanta o braço direito e pede mais uma cerveja ao garçom.&lt;br /&gt;- como foi no trabalho?&lt;br /&gt;- normal. Umas burocracias e alguns e-mails. Como sempre.&lt;br /&gt;O garçom traz a cerveja.&lt;br /&gt;- tu pode pagar? Estou sem grana.&lt;br /&gt;Ela suspira.&lt;br /&gt;- claro.&lt;br /&gt;- quer saber, esquece. – para o garçom – anota essa pra mim que eu pago amanhã de tarde.&lt;br /&gt;- não precisa, eu tenho grana.&lt;br /&gt;- se é pra ficar suspirando pra pagar uma merda de uma cerveja, não precisa. Só por que eu estou sem grana?&lt;br /&gt;- não tem nada a ver. Eu só suspirei porque eu não queria que tu tivesse nessa. Ta sempre sem grana, mas não se mexe pra arranjar um emprego.&lt;br /&gt;- emprego? que emprego? Onde é que eu posso trabalhar? Quer que eu fique trancado num comércio de merda pra vender um monte de eletrodoméstico em 500 prestações pra um bando de consumista insaciável idiota e ganhar 400 pilas por mês? To fora. Sou muito mais viver do que me render a esse sistema.&lt;br /&gt;- que sistema? É só um emprego. Pode até ser só temporário. Mas pelo menos vai te dar grana pra gente poder fazer umas coisas a mais por nós dois. Melhorar nossa relação.&lt;br /&gt;- ah, agora sim. Agora chegamos a verdade. Nossa relação ta uma merda porque eu não tenho grana, né?!&lt;br /&gt;- não tem nada a ver.&lt;br /&gt;- nunca tem nada a ver. Tu sempre demora, mas depois fala. Fica fazendo nesse joguinho de adolescente. Fala logo! ta uma merda porque eu não tenho emprego e nem grana e o que tu quer é um cara com emprego e grana.&lt;br /&gt;- não, espera...&lt;br /&gt;- espera o caralho! Quer saber, tu merece um desses playboizinhos de merda que ganham mesadinha do papai e tem um empreguinho de fachada nos negócios da família. Tem um carrinho que o papai deu quando passou no vestibular pra direito diurno, faz quatro cadeiras e te leva pra jantar no Scheneider. Depois te leva para o Mediterrâneo, te fode de qualquer jeito e sem nenhum sentimento e te descarta como se tu fosse só mais uma conseqüência que o dinheiro pode trazer. E tu ainda fica ligando pra ele cheia de amores no dia seguinte e ele nem te atende. Quero ver um cara desses te amar como eu te amo, sem dinheiro mas com muito sentimento. Com amor de verdade, como um poeta, como um amante.&lt;br /&gt;- pelo amor de Deus, não é nada disso.&lt;br /&gt;- nunca é nada disso! É sempre viajem da minha cabeça. é sempre eu que estou errado. A tua intuição até pode valer, mas a minha não. Qual é? Acaba logo com esta porra de relacionamento se tu ta cansada.&lt;br /&gt;- tu tem razão. Eu estou cansada sim.&lt;br /&gt;- viu!? Tu não tem coragem de dizer. eu tenho que ficar te apertando pra que tu fale alguma coisa. Eu sabia.&lt;br /&gt;- não, não sabia não. Eu não to cansada da nossa relação, eu estou cansada é destas tuas paranóias. Pra mim chega. tchau.&lt;br /&gt;Ela se levanta.&lt;br /&gt;- onde tu vai?&lt;br /&gt;- eu vou embora. Pra mim chega.&lt;br /&gt;- então esse é o fim?&lt;br /&gt;- não sei. Mas por agora é.&lt;br /&gt;- viu como tu não me quer mais?&lt;br /&gt;- acho que quem não me quer mais é tudo. Olha a forma como tu me agrediu verbalmente. Me tratou como uma puta. Pra mim chega. cansei de ser humilhada.&lt;br /&gt;- porra, calma. tu não pode entender que eu não estou legal.&lt;br /&gt;- claro, eu sempre tenho que entender teu lado. mas e o meu quem entende?&lt;br /&gt;- porra, mas por que tu não me falou logo onde tu tava antes de vir pra cá. Tu também pede, né?!&lt;br /&gt;- era uma surpresa, seu troxa.&lt;br /&gt;Ela tira da bolsa e joga sobre a mesa um livro do Mario Quintana.&lt;br /&gt;- feliz 10 meses de namoro, seu imbecil!&lt;br /&gt;Sai porta afora.&lt;br /&gt;Ele dá um soco na mesa e derruba a cerveja que molha a mesa, o livro e suas calças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-1632601133869159007?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/1632601133869159007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=1632601133869159007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1632601133869159007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1632601133869159007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/08/stricapuntinga.html' title='Stricapuntinga'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7921833064614999324</id><published>2008-08-04T14:20:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T14:29:13.584-07:00</updated><title type='text'>Resumo da Ópera</title><content type='html'>Ele entrando em casa:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;(introspectivo)&lt;/em&gt;Olá.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;(eufórica)&lt;/em&gt;Olá. Chegando cedo?&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; (decepcionado)&lt;/em&gt;Nunca é cedo demais.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;(esperançosa)&lt;/em&gt;Como foi o dia?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;(Enfático)&lt;/em&gt;Igual a todos os outros: depressivamente saudável.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;(Irônica)&lt;/em&gt;A mesma ladainha pré-modernista da poesia da vida cotidiana.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;(relutante)&lt;/em&gt;A mesma critica eufórica de uma realidade vazia e presumível.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;(decisiva)&lt;/em&gt;Grande parte desta resposta é parte da pergunta. Onde se chega com tantas lágrimas? Ou afoga-se no próprio lamurio ou inunda-se a própria visão. &lt;br /&gt;- &lt;em&gt;(fastigante)&lt;/em&gt;Ao que me mostras deve-se, então, abrir mão do questionamento inevitável que a existência nos aponta por um modelo de rotina imposta e formulada pra evitar que o pensamento ideológico interfira no andamento da massificação generalizada de sorrisos plastificados e intelectuais viciados em gramáticas celulares e paginas de Web. O instantâneo escondendo o...&lt;br /&gt;E ela sacou o revolver 38 que escondia sob a mesa e disparou contra o peito dele e depois contra sua própria cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7921833064614999324?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7921833064614999324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7921833064614999324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7921833064614999324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7921833064614999324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/08/resumo-da-pera.html' title='Resumo da Ópera'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-4040336476496903779</id><published>2008-07-29T05:02:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T05:47:05.186-07:00</updated><title type='text'>Puta merda!</title><content type='html'>29 de julho de 2008. o dia amanhece molhado. muito molhado. o dia anterior já havia terminado molhado. e o de hoje continua molhado. minhas calças, molhadas. meus all star, molhados. que saco! este seco, mas cheio.&lt;br /&gt;acordei as 5h50min com sono, muito sono. fui dormir tarde. mas não posso reclamar. acordo cedo para fazer exame médico admissional. vou ser contratado, ter um emprego regular e ser um cidadão tributavel. o sonho de qualquer brasileiro. né?! saio de casa as 6h58min. chove muito. pretendia ir a pé. mas chove, muito. penso em pegar um onibus, mas a parada de onibus fica a cinco quadras de minha casa e o ambulatório onde farei o exame fica a duas paradas de distancia da parada onde pego o onibus. vou me molhar de qualquer jeito. então continuo com a ideia de ir a pé, assim economizo. são tempos dificeis. por enquanto. se me molhar depois me seco. mas o dinheiro continuará no meu bolso. seco.&lt;br /&gt;chego 7h15min no ambulátorio. minha consulta esta marcada para as 7h30min. mas descubro que o antendimento é por ordem de chegada. sou o terceiro a chegar. o serviço publico de saude é democratico e justo, adora filas. afinal, pra que agendar horarios? pra que ordem? querem dismistificar a idéia de que tempo é dinheiro. sento e espero. chove lá fora. estou com sono, muito sono.&lt;br /&gt;o médico chega as 8h. 8h! minha paciencia, minha esperança de um mundo melhor e minha simpatia já se foram a muito tempo por esta hora. odeio esperar. se marcares comigo as 7h30min, lá estarei neste horário. odeio esperar, portanto, não faço esperarem.&lt;br /&gt;por ordem, sou atendido as 8h20min, mais de uma hora depois de chegar ao ambulátorio. a sala do médico fica no fim do corredor. me dirijo até ela em passos lentos. pra que pressa? entro e bufo um bom dia. sento, olho para a cara barbuda do médico, abro minha bolsa lentamente e retiro o Atestado de Saúdo Ocupacional enviado pelo meu contratante para ser preenchido pelo médico em questão. entrego-lhe e enquanto ele preenche algumas lacunas burocraticas, pergunto:&lt;br /&gt;- tu é médico do municipio?&lt;br /&gt;- sim.&lt;br /&gt;- tu sabe por que eles nos dizem para chegar aqui as 7h30min se só vamos ser atendidos as 8h20min?&lt;br /&gt;- hein?!&lt;br /&gt;acho que ele não entendeu a pergunta. numa paciencia ironica, re-pergunto:&lt;br /&gt;- tu sabe por que eles nos dizem para chegar aqui as 7h30min se só vamos ser atendidos as 8h20min?&lt;br /&gt;- é porque as gurias da recepção demoram para preencher tua ficha.&lt;br /&gt;olho para a ficha que foi preenchida pelas gurias da recepção que está sobre sua mesa onde consta meu nome, um "x" no quadrado que diz "Exame Admissional" e um numero 3 circulado no topo.&lt;br /&gt;- essa ficha? - questiono instigado.&lt;br /&gt;- humrrum.&lt;br /&gt;certo. prefiro não continuar. pra que? agora quem pergunta é ele:&lt;br /&gt;- qual vai ser tua função?&lt;br /&gt;- educador.&lt;br /&gt;- estás tomando algum medicamento?&lt;br /&gt;- não.&lt;br /&gt;- fez alguma operação recentemente?&lt;br /&gt;- não.&lt;br /&gt;ele se dá por satisfeito e levanta com o estetoscópio. neste instante observo minha ficha e vejo nela escrito: riscos ergonômicos. obviamente que pergunto:&lt;br /&gt;- o que significa riscos ergonômicos?&lt;br /&gt;- são os riscos de tua função.&lt;br /&gt;mas é claro! como pude ser tão ingenuo? obviamente que era isso. e poderia ser outra coisa?&lt;br /&gt;ele pede que eu inspire fundo e solte, inspire e solte, inspire e solte.&lt;br /&gt;- pronto! - ele exclama.&lt;br /&gt;senta sobre sua cadeira, pega meu Atestado de Saúde Ocupacional e assinala um "X" no quadrado que diz APTO.&lt;br /&gt;- pronto? - eu pergunto.&lt;br /&gt;- sim. entregue este papel no RH de teu contratante e bom trabalho.&lt;br /&gt;- mas é só isso? e se eu menti sobre alguma coisa?&lt;br /&gt;- daí será probelma teu.&lt;br /&gt;problema meu? eu estou sendo contratado para ser educador, não médico. o médico é ele. então por que não fiz esse exame por e-mail? mais de uma hora de espera para que ele faça um breve e repugnate questionário e marque um "X" no quadrado que lhe for mais conveniente? e se eu tenho lepra? e se eu sou psicótico e pretendo ser educador para mutilar crianças inocentes? e se eu tenho um virus mortal que se propaga pelo ar no meu organismo? respiro fundo e penso que deve ser bom mamar na teta do governo municipal. deve ser mesmo. saio da sala em silencio. chego na rua e vejo que ainda chove, chove e chove. olho para o Atestado de Saude Ocupacional e vejo no carimbo &lt;em&gt;Antonio Luiz Vinade Médico do Trabalho CREMERS 17843&lt;/em&gt; e me pergunto por que não cursei medicina. prefiro não responder. ponho-me a caminhar na chuva. amanhã vai ser outro dia. e neste outro dia eu vou estar empregado e tributavel. e continuarei usando meus psicotrópicos e tudo aquilo que uso para deviar minha realidade. mas serei um bom educador . e chegarei na hora, sempre. ainda mais se estiver chovendo e a aula for de manhã. mas por hoje, caminho com sono muito sono...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-4040336476496903779?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/4040336476496903779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=4040336476496903779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4040336476496903779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/4040336476496903779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/07/puta-merda.html' title='Puta merda!'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-6207890234847859077</id><published>2008-07-23T13:40:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T13:41:21.160-07:00</updated><title type='text'>Um dia, frio, passagem e trem</title><content type='html'>O dia está frio. Uma tempestade pinta o horizonte de cinza. Amanda está vagando pelas ruas quase desertas da cidade. Não sabe o que procura, mas observa com atenção e poesia debaixo de cada desejo que lhe vem á cabeça. Depara-se com a entrada da estação de trem. Não há fumaça nem Maria, mas há ainda o mesmo objetivo: o horizonte. Pára por um instante observando a grande construção de pedra e ferro. Os pingos de chuva acariciam-lhe a pele das mãos. Entra. Pede uma passagem. Não sabe pra onde. Talvez um lugar onde não tenha ninguém. Ela precisava mesmo de uma passagem de trem. Pega o bilhete com o bilheteiro e vira-se para a porta de saída da estação. Não sabe há quem esperar, mas hesita por um instante antes de seguir para a plataforma de embarque. Sente um pingo de lagrima lhe umedecendo os olhos. Não está chorando. Está chovendo lá fora. Inspira o ar gelado que a cerca e decide. Se não vem ninguém, viaja de trem. Se ninguém responde, vai no das 11. Não sabe por que e nem pra onde. Mas prefere um lugar onde não tenha ninguém. Talvez seja isso que ele queira encontrar. Ninguém. Antes de sair de casa, deixara um bilhete. Não sabe pra quem. Talvez para si própria, quando for a outra que voltar de seu motivo para ter saído de casa naquele dia. Talvez voltasse para guardar uma passagem de trem na gaveta e esquecer ou para relembrar com saudade o tempo que passou. Dizia o bilhete: &lt;em&gt;cuide bem das flores, não deixe morrer. São lindas ao amanhecer&lt;/em&gt;. Na estação ouve o som de um trem que parte para algum lugar. Nele, alguém está sentado na poltrona da janela e olha para fora sem saber o que vê. Enxerga alguns prédios, a Praça dos Brinquedos, o Ginásio Municipal, o Rio dos Sinos e muitos pingos que pingam do lado de fora do vidro. Em algum lugar de um dos prédios que ele enxerga alguém está sentado sobre a cama escrevendo em linhas de seda seu amiudiário.  Mas nenhum deles sabe sobre o que está acontecendo com o outro que vive no mesmo momento. A vida acontece em todos os cantos e ao mesmo momento. E apenas uma parte disto é racional. A sua. O resto é suposição ou imaginação. Portanto a realidade é aquilo que imaginamos ou o que sabemos de fato? Então a realidade pode ser como se imagina. Se imaginar que no outro lado da linha férrea possa estar uma realidade mais poética, lá, realmente, pode estar uma realidade mais poética. Somos um amontoado de possibilidades fingindo que somos previsíveis. Amanda olha para a passagem em suas mãos que, úmidas, borraram a tinta que escrevia o destino da viajem. Sente um leve desespero pulsar-lhe no peito. Pode ser a sensação de sentir a morte. O sentimento de morte também pode ser o sentimento de, enfim, entender o que é a vida de fato. Suspira fundo e forte, de susto. Os olhos vidram no horizonte. Agora Amanda chora. Escorre-lhe uma silenciosa lágrima que vai beijar-lhe o canto direito da boca. Só lhe faltava a passagem, o trem, a coragem e um lugar pra ela viajar, sem ninguém. Ninguém.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* inspirado na música &lt;em&gt;Cuide bem das Flores&lt;/em&gt; de Luciana Pestano&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-6207890234847859077?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/6207890234847859077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=6207890234847859077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6207890234847859077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6207890234847859077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/07/um-dia-frio-passagem-e-trem.html' title='Um dia, frio, passagem e trem'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-1767304244301364224</id><published>2008-07-18T06:06:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T06:07:13.390-07:00</updated><title type='text'>Viajem</title><content type='html'>Os dois, enfim, realizavam um grande plano: conhecer Mariana, primeira cidade mineira, que completa 312 anos em 2008. Cidade de uma beleza arquitetônica e de uma riqueza cultural que validam qualquer tipo de sonho que se tenha de realizar uma grande viajem. Cidade da rota do ouro, abriga 52 mil habitantes que vivem basicamente da mineração e do turismo. Turismo. Esse era o nome do plano. Simplesmente turismo. Um ano inteiro de economias para o deleite de simplesmente dormir e caminhar, fotografar e beber, fumar um cigarro atrás do outro e, sempre, até a ponta. Deixar-se levar pelo simples fato de aproveitar a vida no seu ritmo mais natural, á toa, encarando as amenidades como singelas amenidades.&lt;br /&gt;Partiram numa quinta feira. Avião que sai de Porto Alegre, faz escala em São Paulo e chega em Belo Horizonte. De lá, viajem de ônibus durante três horas. Era esse o único roteiro certo que tinham. O resto seria improviso e impulso. Desceriam na rodoviária de Mariana e, num acordo rápido, seguiriam para um dos lados que tivessem como opção. Apenas uma mochila e uma bolsa. Nada de barracas, lonas ou talheres. O negócio seria hotel e restaurante. Um ano de economias é um ano de economias. Não seria gastar, seria usufruir.&lt;br /&gt;Chegaram logo depois do meio dia na rodoviária da cidade mineira. Desceram, inspiraram fundo e esboçaram um agradável sorriso. Chegaram. Pouco mais de 6 horas de viajem e chegaram. Pegaram as mochilas no bagageiro do ônibus e rumaram para o exterior da rodoviária. Quando se olharam, ambos ainda estavam sorrindo. Ainda não haviam trocado uma palavra desde que embarcaram  no ônibus, em Belo Horizonte.&lt;br /&gt;- então?&lt;br /&gt;- pois é.&lt;br /&gt;- pra lá?&lt;br /&gt;- por que não ?&lt;br /&gt;E para lá se puseram a caminhar.&lt;br /&gt;No caminho, belas moças com seus vestidos soltos e seus sorrisos floreados. Nos bares de beira de rua, vê- se os  velhos jogando cartas que se empilham entre copinhos de martelinhos, provavelmente com cachaça mineira, que os nativos chamam simplesmente de cachaça. Um cutuca o outro para mostrar a cena. Vibram em silêncio. Casarões, casebres, casas, cachorros, carroças, tudo, tudo é belo. Tudo é envolto de um ar perceptível apenas para aqueles que chegam pela primeira vez a uma cidade. Nenhuma rua, calçada, esquina, loja, bar ou supermercado é conhecido. Nada é familiar. Tudo é novo.&lt;br /&gt;Passam pela praça da cidade e percebem que ela fica entre o Boteco da Praça, o Teatro Municipal e o Hotel Mariana.&lt;br /&gt;- perfeito!&lt;br /&gt;De que mais precisariam?&lt;br /&gt;Deixaram suas malas no hotel, que tinha na recepção um senhor muito simpático que traz um gracioso sotaque de “mineirim do inteiô” na fala, empunharam maquina fotográfica, caderneta e caneta, maço de cigarros, deram um tapa de seda na realidade e rumaram para o boteco para beber alguma coisa. Se lá servissem, talvez até almoçassem.&lt;br /&gt;O boteco era simples, com balcão de madeira, quatro ou cinco mesas e na parede uma coleção de garrafas de wuisky, conhaque e cachaça. A mineira. Sentaram no balcão e pediram algo pra beber.&lt;br /&gt;- Mas cês são gaúcho, sô!&lt;br /&gt;- sim.&lt;br /&gt;- é.&lt;br /&gt;O garçom se inclina para a mesa ao fundo, onde sentam três senhores de calça e camisa de manga curta, com um simpático sorriso.&lt;br /&gt;- óiai, gente. Esses aqui são gaúcho!.&lt;br /&gt;E a mesa por completo sorri. Levantam os copos e arredam cadeiras vazias para junto deles. É um convite. Os dois se olham só para que um tenha certeza do que o outro concorda. Acomodam-se aos brindes com os novos amigos.&lt;br /&gt;- mas então cês são gaúcho, é?!&lt;br /&gt;- isso mesmo.&lt;br /&gt;- mas de onde, lá?&lt;br /&gt;- são Leopoldo. É perto de Porto Alegre.&lt;br /&gt;- mas, óia. E tão de visita aqui na cidade? Chegaram quando?&lt;br /&gt;- agora a pouco. Deixamos as coisas aqui, no Hotel Mariana, e viemos pra beber alguma coisa.&lt;br /&gt;- cês tão aqui no Mariana, é?&lt;br /&gt;- cês tão bem. O hotel é bão demais.&lt;br /&gt;- cês falaram com o Geninho ou com a Dona Maria?&lt;br /&gt;- falamos com o senhor que estava na recepção.&lt;br /&gt;- ah, mas então foi com o Geninho. É ele que é o dono do Hotel. Já faz 45 nos que ele ta ali.&lt;br /&gt;- é. Hotel muito limpo.&lt;br /&gt;E começaram a papear. As cervejas vinham assim como vinha assunto e risada naquela mesa tão animada. Parecia que se conheciam há muito. Quando as garrafas já cobriam metade da mesa, se abraçavam e faziam planos de passeios no dia seguinte aos pontos turísticos da cidade, almoço na casa do outro, festa com a ‘mulherada’ na casa noturna Vem Quente, Uai! e tudo mais que velhos amigos planejam. Os dois turistas se esbaldavam na plenitude de saber que seus planos estavam dando certo. Estava tudo perfeito. Estava.&lt;br /&gt;Um dos dois, mais exaltado na bebida e nas palavras, sentiu liberdade demais para falar o que pensava. E liberdade demais é perigoso. Ainda mais nesta situação. Achou que era conveniente falar que “ eles é que eram os reis do país. Tanto que faziam questão de dar dinheiro pro interior do país pra fazer turismo e comer as mulheres deles”.  Silêncio na mesa. Ninguém entendeu. Ele ainda sorrindo tentou explicar a infeliz piada.&lt;br /&gt;- entenderam? Turismo, dinheiro, mulher, economia, putaria.&lt;br /&gt;Eles sabiam o que era turismo e economia. E a ação sexual mais obscena também. Não era essa parte da piada que eles não estavam entendendo. O outro amigo gelou. Os demais fecharam a expressão facial.&lt;br /&gt;- como assim?&lt;br /&gt;- é. Como assim?&lt;br /&gt;- hora gente, é uma piada. Eu só quis dizer que...&lt;br /&gt;- a gente entendeu o que ocê quis dizer.&lt;br /&gt;- mas nós não gostamos disso, não.&lt;br /&gt;- cês tão loco?&lt;br /&gt;Cês. O outro amigo havia sido incluso na confusão.&lt;br /&gt;- não, gente. Olha bem. A gente tava falando de paulista e daí eu quis brincar que...&lt;br /&gt;- paulista é paulista.&lt;br /&gt;- é. Pode!&lt;br /&gt;- mas mineirim...&lt;br /&gt;- ah, capaz. Tu não vai levar a sério, né?! A gente veio aqui pra se divertir e vai de qualquer forma dar dinheiro pra vocês. E não é verdade?&lt;br /&gt;O da ponta da mesa levantou-se de súbito e desferiu os punhos fechados, em soco, contra a mesa e ergueu-se sobre o piadista sem graça. Foi seguido pelos outros que empurraram suas cadeiras para longe da mesa.&lt;br /&gt;- esmola? Cês acham que a gente precisa de esmola?&lt;br /&gt;- se tu quer chamar de esmola, então chama – o humorista desastroso mantém a moral.&lt;br /&gt;- o que? Como eu quero chamar? Cês vem aqui de vez em quando e acham que podem sair falando com a gente desse jeito?&lt;br /&gt;- ih, cara...&lt;br /&gt;- cês acham que só por que vocês são colonizados por um bando de europeu medroso que deixou as próprias terras, cês são grande coisa? Cês fizeram porra nenhuma pelo país, enquanto a gente lutou e continua lutando por liberdade. Cês acham que liberdade é ter emprego pra sustentar um bairrismo ultrapassado e intransigente quando se fala da revolução esfarrapada e fraudulenta que cês inventaram.&lt;br /&gt;- peraí, agora tu pegou pesado, porra. Ta pensando o que? Nós somos um dos maiores pólos econômicos do país. Metade do desenvolvimento deste país vem do Sul. Nossa garra e nossa força são invejadas por cada um de vocês que morrem de dor de cotovelo por não serem a metade do que a gente é. O negócio de vocês é pão de queijo e cachaça. E mulher bonita pra gente comer.&lt;br /&gt;O ofendido ergue o braço para o soco á queima roupa e o ofensivo segue imóvel. Os outros três esperam . O que estava sentado continua sentado. Ficam todos imóveis. Os olhos sangram, queimam de medo e raiva. O ambiente paralisa nas linhas de uma tensão assustadora. Todos estão receosos. Sabem que o primeiro soco será o inicio de uma explosão que não se sabe as conseqüências. Silêncio. No fundo, um relógio de parede faz ‘tic-tac’.&lt;br /&gt;O dono do bar bate com força no balcão.&lt;br /&gt;- já chega! A conta tá aqui. Dá vinte reais pra cada um de ocês.&lt;br /&gt;A linha de tensão inclinasse para a harmonia. É hora de aproveitar essa oscilação. O que ainda estava sentado levanta lentamente.&lt;br /&gt;- peraí, gente. Que história é essa? A gente está perdendo um tempo valioso. Essa é uma discussão que não cabe em mesa de bar, não é pra essas horas. Não vai a lugar nenhum. Não adianta. Ao mesmo que tenho força para defender uma idéia, um outro alguém tem também a mesma força para defender sua idéia contraria a minha. Ainda somos uma federação. Ainda respondemos por um nome apenas. Somos moradores de quartos diferentes dentro de uma mesma casa. Qual é? A gente veio pra cá com a idéia de se divertir e dividir esta diversão com quem nos receber. Assim como faremos, e fazemos, quando somos visitados. É nossa índole. É nossa identidade lá fora, no exterior. Deixemos que as coisas continuem como estavam antes daquele infeliz comentário. Estão aqui os 40 reais de nossa conta. Passem bem.&lt;br /&gt;E saem. Os olhos ainda fitam-se até a porta, vermelhos, incisados.&lt;br /&gt;Não houve mais clima. Na manhã seguinte puseram as mochilas ainda intactas nas costas e rumaram de volta à rodoviária. Pediram uma passagem para Belo Horizonte e de lá embarcaram no primeiro avião para o sul. Desceram em Florianópolis e lá ficaram até o último dia da viajem. Aproveitaram o mar, o sol e o friozinho que bate no cair da noite. E aproveitaram a noite. E muito. E vez por outra, quando estavam em algum restaurante ou Luau a beira mar, sorriam um sorriso malandro um para o outro.  E deixavam gorjeta gorda em cada lugar que iam na capital catarinense.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-1767304244301364224?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/1767304244301364224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=1767304244301364224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1767304244301364224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1767304244301364224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/07/viajem.html' title='Viajem'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-5818230322931373760</id><published>2008-07-15T05:39:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T05:43:14.216-07:00</updated><title type='text'>Confiança</title><content type='html'>Um relacionamento amoroso para dar certo tem que se basear na confiança. Isso é fato. Assim como uma sociedade financeira, um time de futebol e uma equipe de alpinismo. A confiança é o termômetro e tem que vir em primeiro lugar. Essa é a formula. E o amor é motivo, o ciúmes perfume e os sonhos conseqüência. Mas é preciso essencialmente que a confiança conduza a rotina.&lt;br /&gt;Porém, para Bastião isso era difícil de entender. Ele até que já estava entendendo, afinal, seu relacionamento já passava de um ano. O tempo pode ser relativo, mas o amadurecimento é inevitável. Cada momento de vida é um momento de aprendizado. E há tempos Bastião estava aprendendo. O que lhe faltava era apenas coragem para transformar este aprendizado em realidade. E depois, as brigas já se tornavam corriqueiras e cada vez mais cruéis. Na última, por uma bobagem virtual, suas alianças, símbolos de um compromisso, foram esmagadas por palavras duras e ásperas. Falta de confiança. Estava sempre pensando que aconteceria com ele, que seria enganado, traído. E levava muito a sério este pensamento. Mas realmente já era hora de mudar, mudar este pensamento. Ele também não esperava ser assaltado e acabara de perder sua bicicleta para um gatuno. Ou seja: suas profecias não estavam bem ajustadas. Portanto, estava disposto a mudar. E a mudança seria naquela noite.&lt;br /&gt;Era véspera de seu aniversário e o jogo do seu time de futebol passaria na televisão. Decidira, então, e em consenso com sua namorada, que assistiria ao jogo na companhia de amigos. Ela então decidiu que sairia a noite com uma amigas para beberem algo. Um barzinho e nada mais. Ele engasgou. Titubeou. Mas por que não? Era hora de se mostrar sábio. Mostrar que estava disposto a acreditar no amor. Concordou.&lt;br /&gt;Ele teve uma ótima noite. Bebeu, deu boas risadas, mentiu e conformou-se com o empate no futebol. Vez por outra perdia-se em pensamentos e mexia no celular. Tinha vontade de ligar para ela. Mas balançava a cabeça no segundo seguinte e concordava que era besteira. Resistiu a noite toda. Foi uma diversão vigiada.&lt;br /&gt;No dia seguinte, seu aniversário, encontrou-se com ela a tarde. Trocaram um forte abraço e ela disse:&lt;br /&gt;- feliz aniversário!&lt;br /&gt;- obrigado.&lt;br /&gt;- não trouxe teu presente. Ficou em casa.&lt;br /&gt;- sem problemas.&lt;br /&gt;- e então? Já decidiu o que fazer hoje á noite?&lt;br /&gt;- ainda não. Mas estou com uma forte tendência a fazer nada. Poderíamos sair pra jantar só nós dois. Que tal? Economizaríamos uma grana e passaríamos um momento só nosso. Seria uma comemoração por esta nova fase que estamos entrando em nosso relacionamento. Que tu acha?&lt;br /&gt;- eu...ontem a noite eu conheci outro cara...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-5818230322931373760?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/5818230322931373760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=5818230322931373760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5818230322931373760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5818230322931373760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/07/confiana.html' title='Confiança'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3576761581552283894</id><published>2008-07-10T13:09:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T13:12:12.857-07:00</updated><title type='text'>10 de julho</title><content type='html'>Amanda esta sentada na beira do abismo. Seus pés balançam no vazio e suas mãos tocam o nada. Seus olhos estão fixos no horizonte. Não pensa em nada, apenas existe. Está imóvel. Somente seus pés identificam a vida que há em seu corpo. Do mais, inércia. Sopra uma brisa suave e fria. O azul do céu não é mais tão azul tanto quanto para o mineirinho. Confunde-se com um pouco de cinza vermelho alaranjado poente. Amanda está triste. É só o que está. Mesmo que se para alguém pudesse, nada falaria. Não tem nada para falar. Apenas olhar. São 27 anos. Longos 27 anos. Tanta coisa já vivida, tanta dor já sentida. Mas a dor é como o amor, como o amanhecer: sempre uma velha novidade. Para cada nova dor uma velha moral e um recomeço tortuoso. Fica uma certa obrigatoriedade em rumar pra frente. É o que sempre escuta dos seus, que é preciso rumar em frente. Levantar a cabeça e seguir, de novo, como uma fênix, como uma poesia de amor grudada no poste de luz que aos poucos a chuva vai corroendo, mas que o tempo vai fixando cada vez mais fundo. No intimo. Uma dor não nos desacompanha uma vez que já esteja conosco. Recebe outros nomes, outros rótulos, outros motivos, mas é sempre a mesma dor. A velha novidade de sempre. Como esta que Amanda sente agora. Uma dor tão óbvia que mal se dá ao trabalho de molhar-se em lagrimas. Que mal deixa escapar dos dedos já calejados versos que a exprimam. Que não passa de uma nuvem perdida no imenso oceano de uma tempestade. Desta vez vem com mais força, talvez por já ter sido tão amena. É como uma tuberculose mal curada: Sela os lábios num silencio mórbido. Retira o brilho dos olhos tal como um eclipse esconde o brilho da lua. Vem de leve, em tom de magnitude, mas deixa uma escuridão que desvenda o abismo negro do universo de nossas almas solitárias. Torna-se difícil demais acreditar que tudo um dia vai acabar. Tal qual um amor arrebatador. E Amanda bem sabe disso. Sabe que para cada novo amor que aflora em sua poesia, outras tantas dores crescem como espinho a sangrar suas mãos. Sempre fora assim e assim parece que sempre será. Mas desta vez vai tomar uma decisão. O medo vem do desejo de não errar. E todo o erro é a sombra do acerto. Tomará uma decisão. Mesmo que em suma de nada adiante, desta vez Amanda vai ouvir os conselhos alheios: vai levantar a cabeça para, enfim, dar um passo a frente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3576761581552283894?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3576761581552283894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3576761581552283894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3576761581552283894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3576761581552283894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/07/10-de-julho.html' title='10 de julho'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-5233349121341992918</id><published>2008-07-09T12:35:00.001-07:00</published><updated>2008-07-09T12:35:59.128-07:00</updated><title type='text'>Dona Rosinha</title><content type='html'>Ela já tem os olhos cansados. Cansados de ver a vida passar por 74 anos. Anda cabisbaixa, em passos lentos como a brisa que sopra e balança as palmeiras que adornam a praça onde trabalha. Não tem rumo, mas sabe para onde vai. Ou para onde precisa ir: um quarto.&lt;br /&gt;Mora á uma hora e meia da praça. E é nessa hora e meia que sonha. Vê a cidade passar ligeira pela janela do ônibus e lembra do tempo em que o tempo não tinha pressa. Passava no ritmo rangente das rodas de carroças puxadas por bois no seu vilarejo natal ou no faiscar dos bondes puxados a energia elétrica de cabos que se estendiam ao longo dos caminhos da “cidade grande” que lhe abrigou. Ainda era moça quando trocou os bois pelo bonde. Veio com o sonho que permeia o sentimento de cada migrante que larga suas raízes para achar outras terras onde se fixar: futuro. Mas futuro todos tem. O que lhes falta, e talvez seja o que procuram sem saber, é dignidade. Deixou para traz tradições, histórias, amigos, legado.&lt;br /&gt;Desembarcou na grande cidade com os olhos fixos no horizonte. A garra para começar uma vida era sentida no palavrear pobre, porém honesto. Dona de uma farta beleza, e por ser ainda uma criança, deixou-se envolver pelo conto de fadas do amor á primeira vista. Abriu o coração e as pernas. Não pensou em pensar, apenas em agir. A vida é emergente. Deu ouvidos e o que tinha de mais puro. Quando chegou tinha as mãos cheias de malas e o coração cheio de esperança. Esperança. Foi esse o nome que deu a primeira filha que teve com o moço que lhe prometeu dignidade, mas que lhe entregou apenas desamparo. Ao invés das malas, agora uma criança. É isso que tinha nos braços quando passou pela primeira vez pela praça. Era ainda moça. Gozava do primeiro ano após seu debutar, mas já tinha na lembrança a decepção que traz o desespero. Por mais motivos que houvessem, não se deixou abalar. Como que ainda querendo o perpetuar de sua casta, embalou a menina e a despachou pelo correio, com os olhos cheios de lagrima, para a família que ficara no ranger das carroças, com a promessa de que quando tudo melhorasse reverteria esta decisão. Foi a ultima vez que mãe e filha se tocaram nos braços.&lt;br /&gt;De todas as promessas que ouvira desde então, a única que se consolidou foi a de que nada seria fácil. E nunca foi. Aceitava o que viesse como retorno financeiro. Não se prendia a amenidades sobre fragilidade feminina ou inexperiência. Aceitava o que fosse com o objetivo de ter sua determinação reconhecida e bem paga. Ou nem tanto. Dormiu sob marquises, viadutos e em depósitos de bebidas. Embrenhou-se onde podia e até onde não podia. O Brasil espelhava-se em um Brasil que não tinha imagem definida. Para quem quisesse ser, era preciso antes poder ser. E ela não podia. Depois de tentar o amor, a faxina, a indústria e a clandestinidade, rendeu-se ao prazer. Alheio. Em 1951, um ano e 8 meses após sua primeira incursão na terra da garoa, parou para descansar sob a sombra de uma das palmeiras da praça. Seus pertences vindos da migração já se haviam perdido, o corpo reclamava de cansaço e os sentidos rendiam-se a fome. Até pensava em voltar a sua terra e ter nos braços novamente sua Esperança. Precisava apenas de dinheiro para uma passagem quando ouviu o primeiro convite para a libertinagem paga. Resguardando ainda princípios puritanos, tornou rubra a face e esbugalhou os olhos. Deu dois passos na direção oposta ao transeunte cafajeste e parou. Olhou a sua volta e pensou em tudo o que já tinha passado até ali e em tudo o que ainda viria a passar. Na falta de uma definição mais coerente de dignidade retornou em meia volta de súbito e balbuciando o imperceptível aceitou. Enquanto o homem lambuzava-se na sua virilidade masculina, ela olhava o teto e, percorrendo as mãos nas suas costas suadas, desenhava os caminhos que pretendia percorrer após aquela ânsia. Como o suor os caminhos se evaporaram.&lt;br /&gt;Hoje enquanto caminha em passos lentos de um lado ao outro da praça procurando quem pague trinta reais por um pouco de decepção sexual, ainda pensa em tudo o que poderia acontecido e no que não aconteceu. Percebe que o barraco onde mora não chega nem a sombra do que imaginava ter. Mantém o sonho, e um lugar no canto da sala, para a maquina de costura. Costurar ainda será sua redenção. Ou então será sua aposentadoria previdenciária. Tem na parede um retrato de Jesus Cristo. Não sabe bem porquê, mas num país de 95 por cento de católicos, nada mais natural do que ter. Mesmo que seja esta devoção que explique a posição de terceiro mundo desta nação. Mas não reclama ou pergunta. Por acomodação aceita e participa. Tem também uma foto emoldurada de uma criança que achou em uma lata de lixo. Não sabe quem é, mas a tem. Talvez por querer manter viva a imagem da Esperança que há 57 anos não vê mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-5233349121341992918?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/5233349121341992918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=5233349121341992918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5233349121341992918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5233349121341992918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/07/dona-rosinha.html' title='Dona Rosinha'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3620474751907479439</id><published>2008-06-30T14:04:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T14:15:04.618-07:00</updated><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>Os dois eram grandes amigos. Durante muito tempo trabalharam juntos e dividiram muitas horas de lazer. Um ensinou o outro a arte da poesia e da boemia. Varavam madrugadas desmembrando as duvidas de todo aquele que sofre por amor. E como sofriam. Mas eram felizes na sua infelicidade. E há muito não se viam. Mudaram de cidade e de emprego. Aos poucos os encontros diminuíram até se tornarem promessas de “temos que nos encontrar”. Mas naquela noite se encontrariam. E se encontraram.&lt;br /&gt;Na casa de um deles, planejaram varar a madrugada nas longas e ainda duvidosas dores do amor. Quando a terceira garrafa de vinho se esvaziou, um disse ao outro.&lt;br /&gt;- preciso te falar uma coisa.&lt;br /&gt;- mais uma? Estamos falando sem parar a horas. Parecemos as amigas de minha namorada.&lt;br /&gt;- é sobre isso mesmo.&lt;br /&gt;- quê que é? Ta pegando uma das amigas dela?&lt;br /&gt;- tua namorada ta te traindo, cara.&lt;br /&gt;O que era álcool virou adrenalina.&lt;br /&gt;- como assim? Que papo é esse?&lt;br /&gt;- é serio, cara. Eu não sabia como, mas precisava te dizer.&lt;br /&gt;- não, calma ai! Como assim traindo? Como tu sabe?&lt;br /&gt;- porra, eu trabalho com ela. Vejo ela todo dia e sempre quando tu não está perto. Foi inevitável.&lt;br /&gt;- putz, que caralho! Mas que desgraçada!&lt;br /&gt;- vou abrir outra garrafa.&lt;br /&gt;- como ela pôde? Cara, que absurdo! Será que nunca vai dar certo? Quanto mais se tenta menos se consegue. Parece um karma! Eu sabia, eu sabia. Sabia que tinha alguma coisa errada, mas sou tão possessivo que comecei a achar que era mesmo coisa da minha cabeça. Insegurança gratuita. Insegurança, o caralho! Mas que merda!&lt;br /&gt;- toma aqui. Bebe um gole.&lt;br /&gt;- não consigo acreditar. Essa merda toda de amor é uma grande merda, mesmo. Não sei por que não entendo esta formula muito simples: Amar é sofrer fisicamente. Ninguém martela um dedo por fadiga.&lt;br /&gt;- relaxa, cara. Tu sempre te deu bem nos teus namoros. E sempre foi tu quem quis terminar.&lt;br /&gt;- por isso mesmo. Estava sempre a procura do amor, sabendo que poderia ser uma longa busca. Mas sempre acreditei que valeria a pena. Por isso cada vez que a primavera teimava em abrir-se a qualquer estação, eu me deixava envolver. Trocava de amores como trocava de folhas a arvore. Mas não há encontro sem desencontro. Toda vez que me permitia ao novo, redimia-me a poesia da saudade. Via somente a perfeição na manhã que se findou e não esquentava mais o corpo no forte calor da tarde. E do amor que se tinha, era melancolia que brotava: uma saudade do passado que virou poesia de nunca mais. Cegava meus olhos e meus sentidos. Só voltava a enxergar quando voltava a amar. O novo. E assim num ciclo de dor e poesia.&lt;br /&gt;- pois, então. Cansei de te ouvir falar que já estava afim de ficar solteiro. Que não agüentava mais esse namoro de dois anos consecutivos. Tu tava sem coragem. Ela só agilizou as coisas.&lt;br /&gt;- tu ta falando como se fosse a venda de um carro. Cara, ela me traiu! Traição, entende? Isso é foda! E justamente agora que eu decidi não me deixar mais agir pela impulsividade, que tentaria construir um futuro. Chega desta historia de boemia, sofrimento, poesia. Já foi-se o tempo de parar na beira de um cálice e ficar lamuriando a existência. Enrolar-se em seda e adormecer numa realidade que não passa de fumaça. Será que essa solidão não vem justamente do medo de não tê-la? Assim como nos assusta tanto a felicidade pelo medo de perde-la? Eu sei como são as coisas deste lado. Já sei como é ficar sofrendo sem saber qual rumo seguir, se é que se quer de verdade um rumo. É tão mais fácil ficar só reclamando. Mas não quero mais isso. Estou afim de tentar. Eu já deixei um grande amor, e tu bem sabe, pra me arriscar deste lado da vida de boemia, sexo barato, drogas, impulsividade. Por que não posso agora largar tudo isso para viver a vida ao lado de um grande amor? Vou tentar. Já estava tentando. E foda-se o resto! Que caia o mundo. Não saio vivo desta grande merda mesmo. Apostei todas as minhas fichas nesta verdade e olha o meu premio: traição.&lt;br /&gt;- nem sei o que te dizer.&lt;br /&gt;- daí pergunto a Deus: escute amigo, se foi pra desfazer por que é que fez? Nem meu violão eu tenho mais. Meus amigos. Tantas noitadas eu neguei, mesmo querendo aceitar, para não me perder? Tantas vezes tu mesmo me ligou pra uma boa noitada de boemia e eu disse “não”? E agora isso. Que grande idiotice!&lt;br /&gt;- cara...&lt;br /&gt;- relaxa. Quer saber, sempre é tempo de aprender. O sofrimento sempre me ensinou. Por que agora seria diferente? A poesia ganha mais uma antologia. Vou mandar uma mensagem pra ela. Agora. Não vou nem ligar &lt;em&gt;(digitando)&lt;/em&gt; pq? Não precisava ser dste jeito, mas como tu já esperava, adeus! E não adianta ligar de volta... Feito! Enviado.&lt;br /&gt;- cara, é que...&lt;br /&gt;- mais um cálice?&lt;br /&gt;- claro, mas é que...&lt;br /&gt;- vou por uma musica.&lt;br /&gt;E pôs Jazz. O silencio entre eles foi natural. As lagrimas escorriam do sax, não dos olhos que olhavam incrédulos e incisivos o vazio da madrugada. Depois de um longo tempo, não resistiu.&lt;br /&gt;- você sabe quem é o cara?&lt;br /&gt;- hein?&lt;br /&gt;- o cara. Você sabe quem é? Eu conheço?&lt;br /&gt;- eu não quero mais vinho.&lt;br /&gt;- eu conheço?&lt;br /&gt;Os olhos se fitaram sérios e decisivos.&lt;br /&gt;- sou eu.&lt;br /&gt;O chão desapareceu. A mente escondeu-se sob uma névoa de impulsos. Os olhos não enxergavam, aqueciam.&lt;br /&gt;- não sei como aconteceu. Foi o trabalho. A convivência. A gente foi conversando, achando pontos em comum e quando vimos já estávamos apaixonados um pelo outro. Por acreditar tanto no amor que tu sempre me ensinou, não tive como fugir. Ela me disse que conversaria contigo, mas como não fez, eu vim fazer. Olha, eu queria que tu soubesse...&lt;br /&gt;- esquece.&lt;br /&gt;O telefone toca. É ela. Ele atende apenas para dizer Adeus. Desliga o celular. Fita o outro na penumbra do pouco de noite que invade a sala.&lt;br /&gt;- escuta. Nada foi planejado. Tu bem sabe que estas coisas acontecem. Eu sei que é foda...&lt;br /&gt;- sabe?&lt;br /&gt;Os olhos falaram mais no silêncio necessário.&lt;br /&gt;Não se despediram. Não mais se falaram.&lt;br /&gt;A chuva que começou a cair molhou tanto quem voltava pra casa como quem ficou na janela da sala vazia.&lt;br /&gt;Hoje somente os versos relembram esta história.&lt;br /&gt;Mas quem ainda lê poesia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3620474751907479439?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3620474751907479439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3620474751907479439' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3620474751907479439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3620474751907479439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/06/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-6400573920737350576</id><published>2008-06-27T07:31:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T07:32:53.988-07:00</updated><title type='text'>Mineirinho de seda</title><content type='html'>- Tava sentado agorinha mesmo na ponta duma nuvem. E era tão branquinha a nuvem. Flutuava lentamente na imensidão deste oceano azul que é o céu. Azulzinho. Liso, liso. Liso. Tão claro. Lá de cima ficava olhando cá pra baixo, balançando as pernas e pensando quão longe a gente fica quando não esta com os pés no chão. E fica tudo tão pequeninho. A gente que se acha tão grande e mal passa do tamanho de nossos medos. Diminui tanto. Fica do tamanho duma estrela. Umas formiguinhas eufóricas correndo pra lá e pra cá, quase que sem rumo. Vão indo e voltando pela mesma rua e, que diacho! de ninguém se olhar. Se desviam pelo radar sensorial da rotina. Só vão desviando, desviando. Um mais rápido que o outro. Mas aqui de cima são tão lentos. Lentos, lentos, lentos. Parecem uma lagrima que escorre de mansinho quando a gente ta assistindo um espetáculo de teatro emocionante demais da conta. Dava pra ver, lá de cima, na nuvem, longe, longe, longe. Com a ponta do dedo eu podia tocar as montanhas mais distantes e contornar toda a margem da terra, indo devagarzinho, devagarzinho, no ritmo da rotação da própria terra, entrando em harmonia com o universo e fazendo parte de um todo individual. Tão bom. Assim, o tempo não existe. Passa um segundo por segundo. Minuto por minuto, hora por hora. E os dias não passam, existem. E tem uma brisa que sopra de mansinho, como que fazendo caricia no rosto da gente. Parece aqueles carinhos suaves que a gente recebe da mulher que ama. Os dedos tocam de leve a pele que se arrepia num calafrio gostoso demais. Esquenta o coração. Que nem essa brisa que toca. Lá em cima não se escuta nada, mas se ouve tudo. É um silencio que preenche cada espaçinho que fica entre os olhos e a razão. Aquilo que se vê se ouve. O entendimento é inevitável. Você se acostuma, aqui em baixo, a ter que ver tanto quanto escuta. Preferencialmente muito em muito pouco. O que quer dizer “o que os olhos não vêem o coração não sente”? Lá de cima, quando se mira os olhos pra frente, vê-se um manto azul que se estende longe, tão longe, que chega a curvar-se para caber mais um pouco na visão. E se sopra um vento mais forte que conduz a nuvem junto de si, o manto segue estendido que não se acaba mais. Ao mesmo que o que os ouvidos escutam é o ritmo suave do pulsar da vida do teu corpo e de tua alma. E nada mais precisa para que tudo o que está acontecendo seja suficiente. Tem-se assim, todas as perguntas e todas as respostas. Mas é incrível como você não se importa em tê-las...&lt;br /&gt;- Ô, astronauta. Vai passar ou não?&lt;br /&gt;- Péra, cara... Tu não ta na viajem?&lt;br /&gt;- Já to quase de cara. Passa logo.&lt;br /&gt;- Formigas Petulantes!&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; (tragada)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-6400573920737350576?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/6400573920737350576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=6400573920737350576' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6400573920737350576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6400573920737350576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/06/mineirinho-de-seda.html' title='Mineirinho de seda'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-9079407555469477071</id><published>2008-06-26T13:54:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T14:00:15.717-07:00</updated><title type='text'>Desabafo por um dia inteiro de chuva, Independencia, falta de dinheiro, discusões ridículas sobre um tema ridículo e guarda-chuva sob marquize!</title><content type='html'>Ah, merda!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-9079407555469477071?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/9079407555469477071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=9079407555469477071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/9079407555469477071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/9079407555469477071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/06/desabafo-por-um-dia-inteiro-de-chuva.html' title='Desabafo por um dia inteiro de chuva, Independencia, falta de dinheiro, discusões ridículas sobre um tema ridículo e guarda-chuva sob marquize!'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2390211172351349037</id><published>2008-06-25T11:58:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T12:02:18.311-07:00</updated><title type='text'>Encanamento Social</title><content type='html'>A mulher já estava cansada daquele pinga-pinga. O cano da pia da cozinha está pingando há um mês. Ligou para o encanador que chegou meia hora depois.&lt;br /&gt;Toca a campanhinha.&lt;br /&gt;- boa tarde.&lt;br /&gt;- oi. Que bom que você chegou. Entra.&lt;br /&gt;- com licença.&lt;br /&gt;- claro, entra. Que frio, né?!&lt;br /&gt;- muito.&lt;br /&gt;Silencio.&lt;br /&gt;- você veio de moto?&lt;br /&gt;- sim.&lt;br /&gt;- nossa, deve congelar as mãos neste vento.&lt;br /&gt;- Pus as mãos no bolso.&lt;br /&gt;- mas e a direção?&lt;br /&gt;- com o motorista. Eu vim de moto táxi.&lt;br /&gt;- ah, certo.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- então?&lt;br /&gt;- como?&lt;br /&gt;- onde ta vazando?&lt;br /&gt;- ah, sim. É na cozinha. Eu te mostro, vem.&lt;br /&gt;- com licença.&lt;br /&gt;- claro, me acompanha.&lt;br /&gt;- cozinha bonita.&lt;br /&gt;- obrigada. É sob medida. Veio do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;- isso é mármore?&lt;br /&gt;- é sim. Veio lá da serra. Caxias do Sul.&lt;br /&gt;- tudo branquinho.&lt;br /&gt;- pois, é. Dá um ar de limpinho.&lt;br /&gt;- e quando tu faz fritura?&lt;br /&gt;- tenho spray de Bom Ar.&lt;br /&gt;- certo.&lt;br /&gt;Silêncio&lt;br /&gt;- é onde?&lt;br /&gt;- ah, na pia. O cano. Ta pingando.&lt;br /&gt;- deixa eu ver.&lt;br /&gt;- me alcança as panelas.&lt;br /&gt;- nossa. Inox?&lt;br /&gt;- sim. Comprei em São Paulo.&lt;br /&gt;- a senhora é viajada, hein?&lt;br /&gt;- senhora não. Você.&lt;br /&gt;- não, eu não. Já fui até Floripa, mas não passei.&lt;br /&gt;- Não. Me chame de você.&lt;br /&gt;- você.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- ta rachado.&lt;br /&gt;- o cano?&lt;br /&gt;- deixar eu ver. É sim.&lt;br /&gt;- é só trocar?&lt;br /&gt;- acho que não.&lt;br /&gt;- como assim?&lt;br /&gt;- isso aqui parece pressão.&lt;br /&gt;- pressão?&lt;br /&gt;- é. A senhora mora no terceiro andar. A água que desce tem pressão. Tem alguma coisa que ta semi-bloqueando a saída dela e essa pressão ta exercendo força que rachou o cano.&lt;br /&gt;- então é só trocar o cano?&lt;br /&gt;- não. Tem que quebrar a parede.&lt;br /&gt;-será?&lt;br /&gt;- sem duvida. A senhora não pode ficar no meio termo. Tem que ter fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;- mas vai dar tanto trabalho.&lt;br /&gt;- é, pois é. A mudança dá trabalho mesmo.&lt;br /&gt;- e é exatamente isto que eu estou tentando evitar.&lt;br /&gt;- mas não tem jeito. A senhora não poder fingir que o problema não existe.&lt;br /&gt;- por que não? Eu já tenho tanto pra fazer no meu trabalho, na academia, nos afazeres do lar. E já tentei tanto mudar as coisas antes. Nunca deu em nada. Não sei se eu quero ter todo este trabalho pra mudar agora.&lt;br /&gt;- a senhora tem todo direito de não querer encarar seus problemas...&lt;br /&gt;- não. Eu quero encarar. E eu encaro. Todo dia venho aqui e passo um paninho na água que fica.&lt;br /&gt;- isso não é encarar, é disfarçar. E seu problema pode afetar ao todo.&lt;br /&gt;- então não é um problema meu. É do todo. Façamos uma reunião, um formulário, encaminhamentos e terceirizações. Se preciso, arranjemos culpados.&lt;br /&gt;- não se arruma o todo sem arrumar-se o individual. Se a senhora fizer sua mudança, estará, também, mudando o todo.&lt;br /&gt;- mas e o trabalho que vou ter? O problema do todo não é culpa minha.&lt;br /&gt;- estamos falando na solução não no problema.&lt;br /&gt;- e eu lá tenho condições de decidir a solução para o todo?&lt;br /&gt;- a senhora esta se desvirtuando. Não precisa decidir pelo todo, decida-se por si e deixe que o todo participe desta decisão.&lt;br /&gt;- e se for uma decisão errada?&lt;br /&gt;- ficará mais fácil para corrigir. Se o problema não for no seu cano, vamos a vizinha de baixo ver se não é no dela.&lt;br /&gt;- a vizinha? Mas eu nem a conheço.&lt;br /&gt;- mais um motivo para mudar. A senhora pode estar iniciando uma grande causa.&lt;br /&gt;- que causa? Ta louco? Desde quando arrumar um cano é uma grande causa?&lt;br /&gt;- não é o objetivo em si, mas a coragem de tomar uma atitude.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- obrigada. Se precisar de você eu ligo.&lt;br /&gt;Desde então ela guarda as panelas de inox no armário suspenso da cozinha e agora colocou um balde embaixo do cano da pia. De hora em hora troca o balde. Usa pouco a torneira e faz doações para a cruz vermelha. A parede continua intacta. Mas ela passou a jogar truco nas quintas-feiras com a vizinha de baixo. E descobriu sorridente que a vizinha também tem um balde debaixo do cano da pia da cozinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2390211172351349037?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2390211172351349037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2390211172351349037' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2390211172351349037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2390211172351349037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/06/encanamento-social.html' title='Encanamento Social'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-5252752463107065773</id><published>2008-06-23T12:06:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T12:07:55.766-07:00</updated><title type='text'>Tentação</title><content type='html'>Quatro anos de namoro e ele se deixou vencer pelo pecado da traição. Há algum tempo mantinha uma relação de amor e poesia com uma antiga namorada. Por impulso, marcaram e se encontraram na casa dele. E naquela noite rolou. Acordou com remorso na manhã seguinte. Não devia ter feito aquilo. Depois de muito tempo de ciúmes, sua relação estava tranqüila. Estavam melhor do que nunca. Confiavam um no outro. Não podia esconder este deslize. Precisava ser honesto com ela e consigo próprio. Deixaria uma evidência, algo como uma marca de batom que ficara na fronha do travesseiro, para que quando sua namorada chegasse de noite a visse. Seria o mais correto. Seria a verdade. O mundo precisa de mais verdade.&lt;br /&gt;Passou o dia em pânico. Não se animou a nada. Passou deitado. Comeu um pacote inteiro de pão fatiado com doce de leite. De noite o quarto ainda estava desarrumado. E a fronha com a marca de batom em evidência.&lt;br /&gt;Quando ela chegou, ele a recebeu na porta do apartamento, deu-lhe um breve beijo e rumou para o banheiro enquanto ela entrava no quarto, com sempre fazia, para largar sua bolsa. Ele a esperava entre a porta do banheiro e a porta do quarto. Ela saiu com os olhos baixos. Levantou-os para fita-lo:&lt;br /&gt;- Como você pôde?&lt;br /&gt;- Não sei. Aconteceu.&lt;br /&gt;- Como assim “aconteceu”?&lt;br /&gt;- Não sei. Eu estava olhando o jogo da seleção e de repente já estava acontecendo.&lt;br /&gt;- Não. Eu não entendo. Como esse tipo de coisa pode simplesmente acontecer?&lt;br /&gt;- Poxa, você me conhece. Eu sou impulsivo. Há algum tempo já estava rolando uma vontade. Mas não foi nada programado.&lt;br /&gt;- O quê? Há algum tempo? E todo aquele papo de sinceridade?&lt;br /&gt;- Eu sei, mas ás vezes é difícil. Fica fácil quando se fala, não quando se vive.&lt;br /&gt;- Como assim? Foi você quem sempre procurou isto para nossa relação. Diálogo. Você sempre implicou para que tivéssemos diálogo. Que dividíssemos um com o outro tudo. E agora eu chego no teu quarto e dou de cara com isso? Você não foi nem capaz de esconder, inventar alguma coisa?&lt;br /&gt;- Justamente. Queria ser sincero. Não queria enganar você. Eu descobri que você é minha razão. Estou muito arrependido.&lt;br /&gt;- Arrependido? Arrependido? Como assim? Como se arrepende destas coisas? Um assassino pode se arrepender?&lt;br /&gt;- Mas é diferente.&lt;br /&gt;- Como diferente? Se trata de confiança e confiança é confiança em qualquer lugar do mundo. Nada que fazemos juntos é por obrigação. Sempre fazemos por que queremos. Mas no momento em que você se compromete, tem que haver seriedade.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas...&lt;br /&gt;- Não, não sabe. Se soubesse não teria feito.&lt;br /&gt;- Você tem toda razão, mas eu quero mesmo mostrar que me arrependo muito, que jamais gostaria que isto estivesse acontecendo. Mas aconteceu.&lt;br /&gt;- Aconteceu? Aconteceu? Você fala como se fosse deixar o leite ferver. Isto acontece. Mas o que você não acontece. Isto se planeja. E o planejamento é o maior cúmplice do crime.&lt;br /&gt;- Você precisa entender que...&lt;br /&gt;- Entender? Você ainda acha que eu tenho que entender? Eu até entenderia se não tivéssemos conversado tanto sobre este tema. E ainda mais se não fosse a partir de tuas ansiedades que estas conversas surgiram. E você se mostrou comprometido. E eu acreditei. E agora isso?&lt;br /&gt;- Por favor, me perdoa. Eu não sei o que dizer, mas se você quiser dar o troco na mesma moeda eu vou entender. Eu faço qualquer coisa...&lt;br /&gt;- O que? Fazer o mesmo que você? Você acha que eu tenho cara de que, hein?! Eu estou comprometida e não vou me corromper por este tipo de coisa.&lt;br /&gt;- Mas eu não sei o que fazer agora!&lt;br /&gt;- Como não sabe? Isto é, acima de tudo, melhor pra você. Nós dois sabemos disto. Sabemos do seu passado e do que você quer para seu futuro. São quatro anos, não quatro meses. Já sabemos o que é melhor um para o outro.&lt;br /&gt;- Mas acontece que as coisas estão confusas demais. Não era pra ter ido tão longe. Era só uma vontade.&lt;br /&gt;- Mas a vontade depende da ação para se concretizar. E a ação é consciente. Eu não entendo. Este discurso sempre foi seu. De que se guardamos para dentro as coisas que nos magoam, qualquer fagulha transforma-se em incêndio. A gente adoece de nome feio recolhido, lembra?&lt;br /&gt;- Lembro, mas...&lt;br /&gt;- Mas, nada. Eu quero que você entenda que quando te dou minha palavra, eu honro com ela. E se eu mudar de atitude agora, você não vai ter certeza disto. É preciso tomar uma atitude.&lt;br /&gt;- Não, espere. Não precisamos ser tão incisivos.&lt;br /&gt;- Precisamos, sim. Não podemos ficar levando nossos erros como sujeira sob o tapete. É precisar encarar e aceitar. Este discurso literário de revolução, não vende nem livros mais. É preciso agir. Munir as mãos de coragem e os olhos de perseverança. A semente faz a árvore. Mas é a perseverança da raiz é que faz a vida. Assim como é o voto que faz a eleição.&lt;br /&gt;- Do que você está falando?&lt;br /&gt;- Deixa pra lá, me empolguei.&lt;br /&gt;- Então me abraça.&lt;br /&gt;- Me empolguei, mas não esqueci. O que está feito está feito.&lt;br /&gt;- Isso não pode terminar assim.&lt;br /&gt;- A decisão está com você. Mas é preciso ter certeza do que será decidido. Você sabe o que é melhor pra você.&lt;br /&gt;- Você é o melhor pra mim.&lt;br /&gt;- Então mude. Prometa que não vai mais quebrar a dieta.&lt;br /&gt;- Eu prometo! Eu prometo! Eu...hã?!&lt;br /&gt;- Poxa! Doce de leite com pão. E de noite? Assim tu não vai perder esta barriga nunca.&lt;br /&gt;- O que? O...doce de leite...pão...a dieta...a dieta! A dieta!&lt;br /&gt;- É, a dieta! E daí? Vai mudar ou não? Posso passar a confiar cegamente em ti.&lt;br /&gt;- Pode, amor, pode! Você pode confiar cegamente em mim para sempre. E para o todo do sempre. E sempre do sempre do todo. Eu nunca mais vou quebrar esta dieta. Nunca mais! Nunca mais! Agora me abraça e me beija!&lt;br /&gt;- Ai, amor. Só você mesmo.&lt;br /&gt;- Eu sei. Mas vou mudar. Já mudei. Tua toalha está aqui. Vai direto tomar um banho que eu vou arrumar o quarto e preparar uma sopinha light pra gente. Vou até trocar a roupa de cama. Colocar uma limpinha e cheirosa.&lt;br /&gt;- Ai, amor. Eu te amo.&lt;br /&gt;- Eu também te amo.&lt;br /&gt;Trocou a roupa de cama, ascendeu incenso no quarto e preparou uma sopinha de legumes. Sem sal e gordura. Tiveram uma linda noite de amor e ele dormiu com um breve sorriso no rosto. Do dia seguinte em diante, manteve suas musas apenas em suas poesias.&lt;br /&gt;Hoje está magrinho e sem barriga. E nunca mais esqueceu da dieta. Quando vão ao mercado e passam por uma prateleira onde tem doce de leite, dá um sorrisinho seguido de um suspiro e um beijo na boca de sua amada e sai com um belo pote de manteiga light. Porém, ainda mantém escondido dentro das caixas de material para acampamento um pote de doce de leite. Nunca se sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-5252752463107065773?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/5252752463107065773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=5252752463107065773' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5252752463107065773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/5252752463107065773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/06/tentao.html' title='Tentação'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3760459190409620838</id><published>2008-06-16T09:52:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T09:54:07.208-07:00</updated><title type='text'>A janela de Amanda</title><content type='html'>A noite chora uma chuva fina e fria.&lt;br /&gt;Amanda pára ante a janela e fuma sua liberdade. Apaga todas as luzes e deixa que a penumbra da rua de formas ao quarto. Seminua, disfarça o calor respirando profundamente e bebendo contínuos goles de água. Ouve música clássica. Uma música que interage com o som dos pingos que pingam lá fora. Não há sono, mas também não há insônia. Apenas uma vontade de pensar. Em nada, na vida, nos amores que a vida trás e leva assim como faz a terra com a chuva que cai. Nas possibilidades de felicidades, que como poetizava Cazuza, são egoístas.&lt;br /&gt;Mas há um dilema que assola mais ainda a noite de Amanda. E é talvez este dilema que venha transformando sua rotina em uma constante insônia sonolenta. As horas da manhã até as horas da noite arrastam-se em melancolia profunda, produzindo um efeito nostálgico e desesperador. Tem sido assim por quase um ano, mas neste ultimo mês tem sido pior. Já não há mais animo sequer para deixar de sentir animo. Marasmo. Indiferença. Inércia. Energumismo.&lt;br /&gt;Decidira que mudar de vida era a melhor decisão. E aposta agora todas suas fichas nesta verdade. Mas decidir sobre um futuro tão poético é no mínimo traumático. Quantas possibilidades poderiam surgir a partir daquele 26 de dezembro próximo, data escolhida para a partida? Quantos sonhos podem realizar-se? E quantos sequer serão mencionados? Por a vida à prova. Apostar no que se pode querer sobre alguma coisa. Ou passar a vida como uma menina doente que olha pela janela e vê as outras crianças brincando de ser feliz, enquanto ela está decepcionada demais para tentar acreditar em tal ação lúdica. Viver uma ideologia é viver para morrer. E compreender que não há vida sem morte. Assim como não há morte sem vida. De que a vida só vale de fato se for vivida. Por que tanto já se fez e se falou, há tantas outras verdades que pairam válidas e dignas de se valerem por aí, que nada de fato pode ser explicado. A pessoa tem que acreditar naquilo que julgue ser mais crédulo para si, somente. Por que assim, todo o seu meio irá acreditar também em suas veracidades. E uma comunidade de indivíduos pode existir. E a felicidade deixa de ser meta e passa a ser conseqüência. Tudo isso passa pela cabeça de Amanda enquanto ela esta lúcida. E mesmo quando não tanto. Sonhar é realizar pra fora. Mas não somente este medo ocorre. Não é somente esta angustia em partir que tanto repassa em Amanda. Acontece que a vida se repete á sua vista. Não é a primeira vez que sua ideologia mais intima lhe põe a prova. Acima de tudo amar. Como não amar? Mesmo almejando a partida, conheceu de novo o amor. Ironicamente na viajem que a levou a sonhar tão real. Agora ama perdidamente. Como á 4 anos atrás, quando amando mais do que podia, teve de escolher entre a liberdade poética e a realidade próspera da felicidade. Acreditou que escolher as letras em forma de atitudes dos poetas e deixar-se levar pelo sabor inebriante do livre-arbítrio acalmaria sua alma. Conheceu o mundo, as depressões, as euforias, as mentiras e o sexo da melhor parte da emoção. E conheceu tanto e foi tão a fundo em cada segundo, que se pôs a pensar demais e agora parar ante a janela, a se perguntar: Se mais uma vez lhe é posto a escolha de uma vida, seria prudente mais uma vez apostar numa liberdade que pode, em algum tempo, trazê-la de novo a esta janela?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3760459190409620838?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3760459190409620838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3760459190409620838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3760459190409620838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3760459190409620838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/06/janela-de-amanda.html' title='A janela de Amanda'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-1048137927261329718</id><published>2008-06-14T12:33:00.000-07:00</published><updated>2008-06-14T12:35:54.793-07:00</updated><title type='text'>Um copinho de martelinho e uma dose de pregos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele estava sentado na última, ou na primeira, mesa antes das portas de saída, ou entrada, da livraria café. Ou do café livraria. Bebia de um só gole o que restava da última dose de Wuisky das quatro que já bebera até então.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bragança está parado na calçada olhando distante para a rua cinza e apressada da cidade, depois de ter aberto a porta do edifício onde morava, ter descido as escadas, ter aberto a porta de seu apartamento no terceiro andar e ter posto o casaco sobre os ombros. Antes ainda, havia calçado os calçados nos pés, posto as calças nas pernas, a camiseta sobre o peito, o pulôver sobre os pêlos e o chapéu sobre a cabeça. Mas agora estava observando distante a rua cinza e apressada da cidade. Pensava nos caminhos que se apresentavam para que ele se pusesse a seguir. Sentia que aquele seria um passo decisivo, além de definitivo. Relembrava cada passo dado até ali, cada dia vivido até ali, cada amanhã esperado até ali. Não tinha como esconder o breve sorriso que lhe açoitava o canto da boca. Sempre fora um homem de muita esperança. Acreditava que um dia tudo iria dar certo, mesmo que a sucessão dos fatos fosse cruelmente real. E a realidade não sabe mentir. Mas ainda assim tinha a consciência de que nunca é tarde. Por que o tempo só se conta, de fato, para os relógios. E assim como brilha o sol de dia, brilha a lua à noite. Mesmo que sob um brilho emprestado. Para ele, aquela felicidade até então também era emprestada. Por isso se decidira. Ou ainda não. Foram tantos amores. Dizia para si mesmo: sim, eu a perdi. Para sempre. Eu quis deixá-la solta e ela se soltou. Por isso tanto escrevia. Tantas vezes quis recomeçar. Sempre que a vida lhe apresentava um caminho mais longínquo para trilhar ele logo fazia as malas e já sonhava em recomeçar. "Ir, pra depois voltar!" era assim que dizia a cada um que lhe perguntasse. Mas sempre voltava antes. E fazia tantos planos: parar com tudo, nascer de novo, trabalho, casa, família, filhos. Porém, sempre acordava do lado esquerdo da cama, de costas para a janela que amanhecia, profundamente solitário e desmotivado. Nada mais lhe impulsionava para fora da cama. Mas desta vez realizou que partiria mesmo que fosse somente até o outro lado da rua. Por isso olhava com calma para a rua cinza e distante. De repente o lábio ainda expelido pelo sorriso de canto de boca umedeceu com uma lagrima que se desprendeu. Baixou os olhos e se sentou. A rua continuava ali, apressada, cinza e distante. E ele ficou ali. E anoiteceu e fez frio. E ele ali. E amanheceu e choveu e continuou frio e ele ainda ali. E depois fez calor, frio, sol chuva e assim foram muitos dias e noites: anoitecendo, amanhecendo, fazendo frio e calor. De tanto tempo que se passou, Bragança virou estátua. Uma estátua sentada com um breve sorriso e uma lagrima de bronze. Vez por outra algum passarinho senta sobre seus ombros e canta uma linda melodia ao amanhecer. E tem também um cachorro que em algumas noites de lua cheia senta ao seu lado e uiva numa exaltação à noite. Ainda tem quem jogue algumas moedas, acostumados as estatuas pedintes de cada dia. Bragança não escolheu um caminho sensato, seguindo para direita ou esquerda. Escolheu sentar-se e tornar-se estátua, eternizando para seus olhos ainda vivos a poesia Quintanares de viver um dia após o outro. Por que assim, a vida não cansa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;Ele pediu mais uma dose de Wuisky e com os dedos naufragados meio copo, deixou-se levar pela embriagues...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-1048137927261329718?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/1048137927261329718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=1048137927261329718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1048137927261329718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1048137927261329718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/06/um-copinho-de-martelinho-e-uma-dose-de.html' title='Um copinho de martelinho e uma dose de pregos'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-6619653922819327766</id><published>2008-06-13T12:28:00.001-07:00</published><updated>2008-06-13T12:28:34.730-07:00</updated><title type='text'>Cafés e centavos</title><content type='html'>Os amigos estão no bar bebendo café:&lt;br /&gt;- Mesmo que quiséssemos não daria tempo. As condições não são de clima bom.&lt;br /&gt;- Assim mesmo valeria a pena. Toda a vista que se pode ter da parte mais alta em relação ao chão é interessante. Não vale é a esperança de morrer procurando moedas de 10 centavos.&lt;br /&gt;- Não sei. Mas de que importa. Tenho 1 real e cinqüenta centavos. Tomamos mais um?&lt;br /&gt;- Por que não? Tenho ainda 2 reais e trinta centavos.&lt;br /&gt;Chega outro amigo, sendo recebido pelo primeiro.&lt;br /&gt;- Mas olha só, quem diria. Quem é vivo sempre aparece.&lt;br /&gt;- Nem sempre. Mas o que vale é a intenção. Como estamos?&lt;br /&gt;- Querendo mais um café. Aceitas?&lt;br /&gt;- Por que não? Tenho 3 reais e vinte centavos.&lt;br /&gt;- Por favor, 3 cafés de 1 real cada.&lt;br /&gt;- Discutindo sobre?&lt;br /&gt;- As relações de amor e ódio.&lt;br /&gt;- Mesmo que não se ame a finco, deve-se amar.&lt;br /&gt;- Como se mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão?&lt;br /&gt;- Ou como deixar-se pendurar por um fio de tricô as bordas de um precipício de lã.&lt;br /&gt;- Sei. Mas depende. Antes a plenitude infinita da imaginação do que o comodismo da vista finita.&lt;br /&gt;- Pode ser. Mas então, como andas? Há quanto tempo não nos vemos?&lt;br /&gt;- Acho que desde a última vez.&lt;br /&gt;- Se não me falha a memória.&lt;br /&gt;- Não. Tenho certeza.&lt;br /&gt;- Tenho meio pacotinho de açúcar. Alguém quer?&lt;br /&gt;- Sim, obrigado.&lt;br /&gt;- Mas faz tempo já.&lt;br /&gt;- Já. E da última vez foi tão breve.&lt;br /&gt;- Sim. Antes da última só na penúltima vez que nos vimos é que conversamos mais.&lt;br /&gt;- Creio que sim. Foram 4 cafés.&lt;br /&gt;- Isso. Lembro-me de, á época, ter comigo cinco reais.&lt;br /&gt;- Esperai, acho que da penúltima vez eu também estava. Lembro-me que tinha 2 reais e cinqüenta e que comi um pastel de frango junto ao café.&lt;br /&gt;- Sim. E paguei-lhe um café.&lt;br /&gt;- O outro eu paguei.&lt;br /&gt;- Pois veja, o tempo.&lt;br /&gt;- Hum? Não vi. Estava de costas. Passou?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Por isso prefiro a cadeira com a foto de Mario. Estou sempre á frente para o tempo.&lt;br /&gt;- Posso trocar de lugar contigo. Queres?&lt;br /&gt;- Puxa, se não te incomodas.&lt;br /&gt;- Claro que não.&lt;br /&gt;- Troco também?&lt;br /&gt;- Sim. Daí trocamos todos.&lt;br /&gt;- Outro café?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Obrigado por trocar de lugar. Gosto de teu desapego aos valores.&lt;br /&gt;- Sim, eu sou assim mesmo.&lt;br /&gt;- Egocêntrico.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Se quiseres. Vou pedir só o café. Tenho mais 2 reais e vinte centavos e vai me sobrar apenas 1 real e vinte centavos.&lt;br /&gt;- Alguém vai querer pedir algo para comer também?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- 3 cafés de 1 real cada, por favor.&lt;br /&gt;- E como foi a viajem?&lt;br /&gt;- Longa. Mas o suficiente para estar onde gostaria de estar.&lt;br /&gt;- Assim são boas as viagens. Quando se vai para onde se gostaria de ir.&lt;br /&gt;- Meio saquinho de açúcar?&lt;br /&gt;- Tenho ainda o de antes.&lt;br /&gt;- Eu aceito.&lt;br /&gt;- Mas para onde se quer ir?&lt;br /&gt;- Para o oposto de onde não se quer estar.&lt;br /&gt;- Faz sentido.&lt;br /&gt;- Por que? Já chegamos aos Sete de Setembro?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- É verdade. Não faz sentido.&lt;br /&gt;- Agora que aqui estou o tempo não passa.&lt;br /&gt;- Sobrou um saquinho de meio açúcar?&lt;br /&gt;- Não. Com a sobra de antes agora deu completo.&lt;br /&gt;- Preferia este mais doce. É melhor sentir o doce da ilusão que o amargo da realidade.&lt;br /&gt;- Há gotas de aspartame sobre o frasco na mesa.&lt;br /&gt;- Não. Adoçante não me convence. É como beijar de olhos abertos.&lt;br /&gt;- Mas nenhuma diferença faz para o cego.&lt;br /&gt;- Ou para o morto.&lt;br /&gt;- Mas este não aparece.&lt;br /&gt;- A menos que se abra a tampa do caixão.&lt;br /&gt;- Irá me faltar cinqüenta centavos para pagar este último café.&lt;br /&gt;- Na verdade 1 real e cinqüenta centavos. Tens que pagar o primeiro.&lt;br /&gt;- O primeiro também deve ser pago?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Mas não me vistes tomando-o. Como podes me cobrar?&lt;br /&gt;- Não o estou cobrando. Mesmo por que não rastejo e não sou peçonhento.&lt;br /&gt;- Algumas cobras não são peçonhentas.&lt;br /&gt;- Achas que sou uma cobra?&lt;br /&gt;- Mas estas me cobrando.&lt;br /&gt;- Não. Estou te lembrando.&lt;br /&gt;- Então desculpe-me. Agora vejo...&lt;br /&gt;- O tempo?&lt;br /&gt;- Não. Desta cadeira eu também veria.&lt;br /&gt;- Não. Agora vejo que estás correto.&lt;br /&gt;- Sim. Como todos nós: com ele sentado sobre a cadeira.&lt;br /&gt;- Devemos levantar?&lt;br /&gt;- Não é necessário. Acredito que não há problemas nisso.&lt;br /&gt;- Verdade. Afinal para que servem as cadeiras.&lt;br /&gt;- Para acomodar os retos.&lt;br /&gt;- E os tortos?&lt;br /&gt;- Nas torneiras.&lt;br /&gt;- Mas o fato é que agora vão me faltar 1 real e cinqüenta centavos.&lt;br /&gt;- Posso ajuda-lo dando-lhe vinte centavos.&lt;br /&gt;- E eu trinta centavos.&lt;br /&gt;- Ainda me faltaria 1 real.&lt;br /&gt;- Tu tens cinqüenta centavos para me emprestar?&lt;br /&gt;- Por que? Também não tens dinheiro?&lt;br /&gt;- Eu tenho dinheiro. É para emprestar á ele os cinqüenta centavos.&lt;br /&gt;- Sim. Empresto-lhe. Queres agora?&lt;br /&gt;- Por favor. Obrigado. Pago-lhe assim que te entregar cinqüenta centavos.&lt;br /&gt;- Não há pressa.&lt;br /&gt;- Aqui está cinqüenta centavos emprestado. Ajuda?&lt;br /&gt;- Claro. Muito obrigado.&lt;br /&gt;- Amigos são para estas coisas.&lt;br /&gt;- E para outras também.&lt;br /&gt;- Mas falta ainda cinqüenta centavos.&lt;br /&gt;- Antes cinqüenta centavos que 1 real. Minha parte eu fiz.&lt;br /&gt;- E ficou bonita.&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;br /&gt;- Mas ainda faltam cinqüenta centavos.&lt;br /&gt;- Ei, espere. Posso emprestar-lhe cinqüenta centavos.&lt;br /&gt;- Você faria isto?&lt;br /&gt;- Isto o que?&lt;br /&gt;- Emprestar-me cinqüenta centavos.&lt;br /&gt;- Ora, mas é...&lt;br /&gt;- 18h15.&lt;br /&gt;- Hein?!&lt;br /&gt;- A hora: 18h15. 16 agora.&lt;br /&gt;- Ah, sim. Obrigado.&lt;br /&gt;- E meu caso?&lt;br /&gt;- Não sou a favor de namoros com mulheres mais velhas.&lt;br /&gt;- Mas é preciso considerar que ela é de um lindo porte.&lt;br /&gt;- Mas não tão lindo quanto a sua parte que você fez.&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;br /&gt;- Vais querer os cinqüenta centavos emprestados?&lt;br /&gt;- Se não te incomodares.&lt;br /&gt;- De maneira alguma.&lt;br /&gt;- Amigos são para estas coisas.&lt;br /&gt;- E para outras também.&lt;br /&gt;- Se emprestei a ele cinqüenta centavos, posso também lhe emprestar cinqüenta centavos.&lt;br /&gt;- Antes um amigo de cinqüenta centavos que um inimigo de um real e cinqüenta centavos.&lt;br /&gt;- E por cinqüenta centavos mantemos quente esta conversa e continuamos ainda sentados.&lt;br /&gt;- Não tinha pensado nisso.&lt;br /&gt;- Não sei como agradecer.&lt;br /&gt;- Diga obrigado.&lt;br /&gt;- Não. Prefiro dizer por vontade própria.&lt;br /&gt;- Antes uma vontade própria vazia que uma obrigação cheia de nada.&lt;br /&gt;- Com certeza.&lt;br /&gt;- Todos acabaram?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Pois então digo Adeus e vou saindo.&lt;br /&gt;- O que vai dizer á Ele?&lt;br /&gt;- O de sempre. Queres que mande algum recado?&lt;br /&gt;- Diga que ainda pedirei as coisas em nome do amor Dele.&lt;br /&gt;- E você?&lt;br /&gt;- Diga que pagarei minhas dividas se Ele quiser.&lt;br /&gt;- Direi. Aqui estão meus 2 reais referentes a 2 cafés de 1 real.&lt;br /&gt;- Até mais.&lt;br /&gt;- Até mais.&lt;br /&gt;- Até mais.&lt;br /&gt;- Seguiremos aqui sentados?&lt;br /&gt;- Não sei. Acho que aqui sentados não teremos como seguir.&lt;br /&gt;- Então tomemos outro rumo?&lt;br /&gt;- Não sei. Acabaram meus centavos.&lt;br /&gt;- Será que aqui aceitam cédulas?&lt;br /&gt;- Por certo.&lt;br /&gt;- Aceitas, então, outro café?&lt;br /&gt;- Por que não?&lt;br /&gt;- Por favor, mais dois cafés de 1 real cada.&lt;br /&gt;- Mas ainda acho que vale a pena manter a esperança.&lt;br /&gt;- Pode ser. Antes manter a esperança faxinando a casa do que a desilusão cobrando pensão... &lt;br /&gt;FIM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-6619653922819327766?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/6619653922819327766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=6619653922819327766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6619653922819327766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6619653922819327766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/06/cafs-e-centavos.html' title='Cafés e centavos'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3931516532920154098</id><published>2008-06-12T07:14:00.001-07:00</published><updated>2008-06-12T07:16:29.333-07:00</updated><title type='text'>Para não chorar o leite derramado e para convida-lo para um calice de vinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SFEvmp48rXI/AAAAAAAAAC8/c7NtrSM7ihc/s1600-h/DSC09477.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210998584970620274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SFEvmp48rXI/AAAAAAAAAC8/c7NtrSM7ihc/s320/DSC09477.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sabe aquele sensação de passar o jogo inteiro sentado, sem gritos, apenas vendo a partida rolar, sem manifestações ou grandes gritos de guerra e de repente levantar e bradar ao estádio inteiro justo quando seu time faz gol contra? Pois é...&lt;br /&gt;Se é dificil ter uma opnião idológica e pessoal sobre as coisas, mais dificil ainda é saber a hora certa para manifesta-la...&lt;br /&gt;E vamos enriquecer o dono do boteco! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3931516532920154098?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3931516532920154098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3931516532920154098' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3931516532920154098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3931516532920154098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/06/para-no-chorar-o-leite-derramado-e-para.html' title='Para não chorar o leite derramado e para convida-lo para um calice de vinho'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SFEvmp48rXI/AAAAAAAAAC8/c7NtrSM7ihc/s72-c/DSC09477.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3166786116212917578</id><published>2008-06-09T06:29:00.000-07:00</published><updated>2008-06-09T06:41:48.900-07:00</updated><title type='text'>a visão dos fatos é dose!</title><content type='html'>Em epócas de processos de novas criaçãos e do "vamos lá! temos que expressar toda nossa angústia em arte de verdade", ficamos meio idiotas quando preferimos o comodismo do 'reclamo, mas não levanto' enquanto ELES Filipinam, Martinizam, Vasconcelhizam e Rochanizam com nossas ideologias de crianças da pré-escola lutando pelo direto de usar o bico depois do lanchinho. Enquanto nos reunimos em mesas de botecos e inventamos uma intelectualidade de beira de abismo, as coisas vão acontecendo e a gente enriquecendo o dono do boteco que não lava copos porque sabe que a rotina é uma MERDA. E quando se tenta algo em prol de uma calça, VOCÊ responde com uma tirinha de HD, muito ilustrativa por sinal, falatando apenas o ano correto.&lt;br /&gt;Muito bonitinha a tirinha.&lt;br /&gt;Mas muito sem graça seu humor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3166786116212917578?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3166786116212917578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3166786116212917578' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3166786116212917578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3166786116212917578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/06/viso-dos-fatos-dose.html' title='a visão dos fatos é dose!'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2308226331751677281</id><published>2008-04-25T16:14:00.001-07:00</published><updated>2008-04-25T16:16:41.827-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJmIYaRJfI/AAAAAAAAACo/T8JJov6NGxU/s1600-h/DSC08383.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193325614489216498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJmIYaRJfI/AAAAAAAAACo/T8JJov6NGxU/s320/DSC08383.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quanto tempo demoram as horas para passar quando se esta perdido no tempo?&lt;br /&gt;Houve-me, há algum momento, uma leve inspiração. Algo qual a brisa morena que nos acompanha na volta do Theatro.&lt;br /&gt;Mas esvaiu-se junto á nicotina, que desprendi de meus pensamentos como esferas que se perdem pelo ar.&lt;br /&gt;Sempre em algum momento isso acontece. Sou impotente “literosexualmente”.&lt;br /&gt;Mas provém da inconsciência. Minha inconsciência é a razão de minha consciência. Revelo-me –quando– um certo covarde, daqueles que desenham a guerra mas escondem-se atrás das folhas em branco. Sinto hibernar em mim a realidade. Desvirtuo o coletivo e transformo-o em angustia para minha poesia. O que poderia faltar? Gozo do amor da família e com ela produzo possibilidades de felicidade –e leia-se felicidade com o estas de histórias de comédia-romântica de Hollyood. Amo tal morena, que por ela, mesmo que fale a consciência, acreditaria que realmente existe aquele futuro de comercial de margarina – sem sal e com Omega 4. Ideologia que nada! Arruma-se dinheiro de forma sistemática e abundante. Por que o não padrão? Por que, então, estas noites infinitas, dissolvidas junto as pedras de gelo nas duas doses de Wuisk?&lt;br /&gt;Ah, que lembrança me trazes, Amanda.&lt;br /&gt;Sinto ainda teu sorriso tímido que me sorria canto’d boca, mesmo sem recordar com clareza de teu rosto. Cada passo teu junto ao meu, deixaram um rastro imóvel nas areias claras de meu passado. Mas não confundas, Amanda. Eu não te amo! Só há uma que amo assim, cor de carne. Mas a ti, se bem quiseres, posso dar o amor literário de minha existência, de minha intenção, de minha poesia. Quando lembro de ti, ligo-te ao suave tocar de uma Valsa de Paris. Toujours la mme chose. Reconheço-te pelo ar morno que nos acariciava a beira do Rio Parnaíba. Por Capiba, que no seu sorriso de bronze, sem saber, sorria a composição, de sua autoria, da Valsa que bailamos secretamente. Posso oferecer-te minha palavra, meus pensamentos, minha dor, minha solidão. Serei teu sempre que a lua iluminar nossos olhares. Sempre que raiar uma luz de amanhecer no horizonte que nos guia, serei teu. Mas não me peça para ser somente teu, pois não sou nem mesmo meu somente. E minha boca em silêncio e de olhos fechados é somente de minha morena.&lt;br /&gt;As paredes estão amarelas. Duas cortinas azuis fixam-se em sentido as margens da basculante que dá para o nada. Fecha-se em silêncio a porta cor de amarelo cansado. Repintamos as paredes de nossas lembranças, mas sempre esquecemos das portas que nos levam á novas possibilidades. Para o banheiro uma porta aberta e do banheiro o som do sexo do vizinho. Paga para se fuder! Eu me fodo sem pagar. Tem uma camisa vermelha pendurada no canto do quarto, tem uma mala preta escorada no amarelo da parede. Um buraco negro no dia de minha insônia.&lt;br /&gt;Não gosto de forró. Mas não fui por não gostar. Não fui porque -entenda- o dia estava nublado. Quero só meu cigarro só. E duas doses de boemia.&lt;br /&gt;Vão-se as horas não se sabe por quanto tempo.&lt;br /&gt;Só mesmo meu relógio novo pra saber... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2308226331751677281?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2308226331751677281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2308226331751677281' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2308226331751677281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2308226331751677281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/quanto-tempo-demoram-as-horas-para.html' title=''/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJmIYaRJfI/AAAAAAAAACo/T8JJov6NGxU/s72-c/DSC08383.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-3239815947684036748</id><published>2008-04-25T16:05:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T16:13:42.596-07:00</updated><title type='text'>Recife - parte I</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJlmIaRJeI/AAAAAAAAACg/gznZCgV6uBc/s1600-h/DSC00768.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193325026078696930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJlmIaRJeI/AAAAAAAAACg/gznZCgV6uBc/s320/DSC00768.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJkdoaRJdI/AAAAAAAAACY/RLp2bq_KIbg/s1600-h/DSC00768.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vejo a estrada estender-se sobre nosso horizonte.&lt;br /&gt;Úmida, encharcada, pela chuva que cai incessantemente.&lt;br /&gt;Perco-me pela janela lacrimejada,&lt;br /&gt;Encolho-me do frio que vem na carona,&lt;br /&gt;E esqueço para lembrar Recife.&lt;br /&gt;A palavra intensidade toma forma e sabor.&lt;br /&gt;As palavras buscam o corredor dos dedos,&lt;br /&gt;Mas esbarram na brisa da emoção.&lt;br /&gt;Sente-se, simplesmente.&lt;br /&gt;Não existem formas pra expressar o que eu sinto.&lt;br /&gt;Uma sucessão de memórias emotivas&lt;br /&gt;Constituem um mosaico que, pouco a pouco,&lt;br /&gt;Vai tecendo esta poesia&lt;br /&gt;E explicando o que nunca deveria ser explicado.&lt;br /&gt;Senta-se na rua do Hospício,&lt;br /&gt;Que assim se chama&lt;br /&gt;Talvez pela loucura das bocas que não se calam&lt;br /&gt;E sorriem, e cantam, e beijam, tanto,&lt;br /&gt;Mas tanto,&lt;br /&gt;Que mesmo o beijo confunde-se com a fala&lt;br /&gt;E canta o prosear.&lt;br /&gt;E nesta rua, do Hospício,&lt;br /&gt;Entrego-me ao lado humano do ser,&lt;br /&gt;E esqueço de tudo o que já foi dito.&lt;br /&gt;Já não sou mais,&lt;br /&gt;Sou parte.&lt;br /&gt;A rua arruma-se entre bancas de verdureiros,&lt;br /&gt;Pratos de macaxeira e&lt;br /&gt;Copos americanos de cerveja.&lt;br /&gt;Evanildo e seus pileques descontraídos&lt;br /&gt;Durante o expediente e um ou outro prato de bodera.&lt;br /&gt;Comum sorriso incompleto mas não menos brilhante,&lt;br /&gt;Esquece que te conhece a cada hora que passa,&lt;br /&gt;Mas em nenhum instante deixa de fazer&lt;br /&gt;Com que tu te sintas em casa.&lt;br /&gt;Roberto, com suas aventuras de consultor de entretenimento,&lt;br /&gt;Um nome galanteador para a profissão de&lt;br /&gt;Vendedor de apólices de um clube aquático,&lt;br /&gt;Mas com uma sabedoria que justifica seu abandono de São Paulo&lt;br /&gt;E do material, para sagrar-se livre.&lt;br /&gt;Dalva e carioca, enquanto um canta a outra acaricia e encanta.&lt;br /&gt;Licinio com suas declarações de amor alcoolizadas,&lt;br /&gt;Seus abraços apertados e suas promessas&lt;br /&gt;De hospedagem e “me ligue de onde estiver”.&lt;br /&gt;É bairro de Boa Vista, ao centro da cidade,&lt;br /&gt;Com suas vielas de favelas,&lt;br /&gt;Seus casarões cheios de histórias,&lt;br /&gt;Suas histórias ouvidas em cada casarão.&lt;br /&gt;A praça Cecília Meireles, reserva à escritora&lt;br /&gt;Uma escrivaninha e meia luz&lt;br /&gt;Para seu eterno escrever em bronze&lt;br /&gt;Ao lado do chafariz em estilo renascentista&lt;br /&gt;Que jorra água ininterruptamente,&lt;br /&gt;Trazendo sensação de chuva&lt;br /&gt;Para o quarto do Hotel Americano,&lt;br /&gt;Que fica em frente a praça.&lt;br /&gt;Ardia o sol lá fora&lt;br /&gt;E lá dentro eu dormia ao som da chuva.&lt;br /&gt;As calçadas espremem-se e os carros dividem a vez na rua&lt;br /&gt;Com quem passa.&lt;br /&gt;Todos vão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-3239815947684036748?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/3239815947684036748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=3239815947684036748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3239815947684036748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/3239815947684036748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/recife-parte-i.html' title='Recife - parte I'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJlmIaRJeI/AAAAAAAAACg/gznZCgV6uBc/s72-c/DSC00768.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-1745089259094448862</id><published>2008-04-25T16:00:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T16:05:43.180-07:00</updated><title type='text'>Recife - parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJjT4aRJcI/AAAAAAAAACQ/Le3XFZMbzY0/s1600-h/DSC08284.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193322513522828738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJjT4aRJcI/AAAAAAAAACQ/Le3XFZMbzY0/s320/DSC08284.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estamos entre Recife Novo e Recife antigo.&lt;br /&gt;Quando atravessa-se a ponte sobre o Rio Capibariba,&lt;br /&gt;Estás em Recife Antigo.&lt;br /&gt;E logo á esquerda,&lt;br /&gt;Surge – suspiro –&lt;br /&gt;O Theatro Santa Isabel.&lt;br /&gt;Do século XVI,&lt;br /&gt;Impera onipotente,&lt;br /&gt;Com sua imensa cortina vermelha de veludo,&lt;br /&gt;Seu lustre principal de uma delicadeza&lt;br /&gt;Que tu decepciona-te quando o vedes&lt;br /&gt;Apagar lentamente para o inicio do espetáculo que fostes para assistir.&lt;br /&gt;Na ocasião, deleitei-me á assistir Elyanna Caldas,&lt;br /&gt;Tocando, ao piano, valsas e choros inéditos de Capiba,&lt;br /&gt;O mestre do frevo e das marchinhas de carnaval.&lt;br /&gt;E não tão somente pela magnitude do espetáculo que assisti,&lt;br /&gt;Com arranjo refinadíssimo, uma direção musical impecável,&lt;br /&gt;Levando-nos á um passeio pelas esferas que se perdem pelo ar,&lt;br /&gt;Na introdução,&lt;br /&gt;Levanta, repentinamente da platéia e sobe ao palco&lt;br /&gt;Para destilar sua impressão do espetáculo que viria,&lt;br /&gt;Ariano Suassuna, assim, em Ariano e Suassuna.&lt;br /&gt;Revelei-me um apaixonado pela inusitado.&lt;br /&gt;Ao final,&lt;br /&gt;Apertei-lhe a mão e lembro-me que disse&lt;br /&gt;“Foi um prazer”.&lt;br /&gt;Não havia mais nada a dizer se não&lt;br /&gt;Revelar o meu completo gozo pela situação.&lt;br /&gt;Voltei a pé para o hotel,&lt;br /&gt;Não sem antes esticar a noite de despedida&lt;br /&gt;Na rua do Hospício,&lt;br /&gt;Bebericando e batucando, fiel aos belos moldes&lt;br /&gt;Das saudosas noitadas boemias&lt;br /&gt;Que as atuais manhãs capitalistas&lt;br /&gt;Arranjaram por findar.&lt;br /&gt;E é desta forma que despeço-me de Recife,&lt;br /&gt;Com alguns telefones á mais na agenda,&lt;br /&gt;Alguns amigos á mais para lembrar,&lt;br /&gt;E a certeza de que se não há de fato um&lt;br /&gt;Lugar definitivo para minha alma descansar,&lt;br /&gt;Então, ei de um dia voltar, e me cansar ainda mais&lt;br /&gt;Nas vielas e histórias de Recife.&lt;br /&gt;Porquanto, sigo.&lt;br /&gt;Nós e a chuva,&lt;br /&gt;Que ainda cai,&lt;br /&gt;Como uma lagrima de saudade&lt;br /&gt;Sobre quem fica e quem vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-1745089259094448862?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/1745089259094448862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=1745089259094448862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1745089259094448862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/1745089259094448862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/recife-parte-ii.html' title='Recife - parte II'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJjT4aRJcI/AAAAAAAAACQ/Le3XFZMbzY0/s72-c/DSC08284.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2651041176063415435</id><published>2008-04-21T16:06:00.001-07:00</published><updated>2008-04-25T16:00:32.931-07:00</updated><title type='text'>Formosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJiM4aRJbI/AAAAAAAAACI/T7gST_Us_hg/s1600-h/DSC08019.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193321293752116658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJiM4aRJbI/AAAAAAAAACI/T7gST_Us_hg/s320/DSC08019.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Formosa, não faz assim.&lt;br /&gt;Carinho não é ruim.&lt;br /&gt;Mulher que nega não sabe, não,&lt;br /&gt;Tem alguma coisa de menos no seu coração.&lt;br /&gt;Sarava, Vinicius.&lt;br /&gt;Homenagens a parte,&lt;br /&gt;Formosa fica a 80 km de Brasília.&lt;br /&gt;É habitada por cerca de 30 mil habitantes.&lt;br /&gt;Cidadezinha pacata,&lt;br /&gt;Quase deserta a partir das 11 horas da noite.&lt;br /&gt;Chegamos na tal entre meia noite e 1 hora.&lt;br /&gt;Desértica.&lt;br /&gt;Nada de novo onde nada de mais pode acontecer.&lt;br /&gt;Mais um suco roubado na distração da recepção e&lt;br /&gt;Um bate-papo que duraria horas e não diria praticamente nada.&lt;br /&gt;A sensação é de deslocamento social.&lt;br /&gt;Dorme-se pouco, entende-se menos ainda&lt;br /&gt;E argumenta-se sempre em favor de si,&lt;br /&gt;Quase nunca da verdade.&lt;br /&gt;Mas também, a verdade é uma moça tímida&lt;br /&gt;Que anda escondendo-se atrás dos véus da situação.&lt;br /&gt;Do mais, o canal 21 é o Canal do Boi,&lt;br /&gt;faltam frios no café da manhã&lt;br /&gt;E a mecânica do Seu Ceará não abre aos sábados pela manhã...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2651041176063415435?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2651041176063415435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2651041176063415435' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2651041176063415435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2651041176063415435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/formosa.html' title='Formosa'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJiM4aRJbI/AAAAAAAAACI/T7gST_Us_hg/s72-c/DSC08019.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7434748037516957401</id><published>2008-04-21T16:05:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T15:54:39.739-07:00</updated><title type='text'>Primavera do Leste</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJhHoaRJZI/AAAAAAAAAB4/TWBY8kDe4NU/s1600-h/DSC08134.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193320104046175634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJhHoaRJZI/AAAAAAAAAB4/TWBY8kDe4NU/s320/DSC08134.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJeMYaRJYI/AAAAAAAAABw/ExD1cIfNkVk/s1600-h/DSC08019.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Primavera do Leste,&lt;br /&gt;Cidade, obviamente, ao Leste de Mato Grosso,&lt;br /&gt;Começou para mim a partir da 1 hora da manhã,&lt;br /&gt;Quando chegamos ao Hotel Condor,&lt;br /&gt;Próximo a rodoviária.&lt;br /&gt;Necessitando, pela sucessão de fatores,&lt;br /&gt;De um descanso,&lt;br /&gt;Abstive-me do sono&lt;br /&gt;E pus-me a pensar.&lt;br /&gt;Em um quarto 3x4,&lt;br /&gt;A sensação claustrofóbica&lt;br /&gt;Arremessou-me para o universo escuro&lt;br /&gt;Da madrugada que nos cobria.&lt;br /&gt;Na rodoviária encontraria algo para beber,&lt;br /&gt;Comer e pensar.&lt;br /&gt;Sentei-me antes do balcão&lt;br /&gt;Para observar, antes de mais nada,&lt;br /&gt;Quem vinha e quem partia.&lt;br /&gt;Uma rodoviária é um&lt;br /&gt;Destrito Social Federal,&lt;br /&gt;Onde desembarcam e embarcam&lt;br /&gt;Todos os sotaques de uma federação.&lt;br /&gt;Numa rodoviária não importa quem és,&lt;br /&gt;Mas quem somos.&lt;br /&gt;Lembrei do Cidade.&lt;br /&gt;Tamanha muvuca cultural, tirou-me a paciência&lt;br /&gt;E a contemplação.&lt;br /&gt;No balcão, abasteci-me de líquidos e sólidos&lt;br /&gt;E rumei de volta ao hotel.&lt;br /&gt;A janela aberta para coqueiros que me espiavam&lt;br /&gt;Amenizava a sensação de sardinha.&lt;br /&gt;Bebi e solucei como se fosse um naufrago.&lt;br /&gt;Nem mesmo os códigos de Da Vinci&lt;br /&gt;Decifrariam tantas perguntas.&lt;br /&gt;E eles o ali estavam.&lt;br /&gt;Enrolei-me em seda,&lt;br /&gt;Esquentei-me em brasa alheia e&lt;br /&gt;Pus-me, enfim, a pensar e perguntar.&lt;br /&gt;Mas para cada pergunta uma resposta&lt;br /&gt;E não são elas que me atraem mais.&lt;br /&gt;Deixei-me levar, então,&lt;br /&gt;Pela paisagem da porta entre aberta.&lt;br /&gt;Após, pela torneira da pia do banheiro que pingava,&lt;br /&gt;Pela descarga que se esvaia,&lt;br /&gt;Pelo ventilador que rodava,&lt;br /&gt;Pelo barulho longínquo do mar&lt;br /&gt;Que não existia e&lt;br /&gt;Por fim, pela minha própria respiração.&lt;br /&gt;Adormeci aninhado em mim,&lt;br /&gt;Com os olhos na lua,&lt;br /&gt;E os ouvidos na rua.&lt;br /&gt;Das perguntas, mais respostas&lt;br /&gt;Aumentando minha insatisfação.&lt;br /&gt;e, de repente, me deu uma saudade de casa..&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7434748037516957401?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7434748037516957401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7434748037516957401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7434748037516957401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7434748037516957401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/primavera-do-leste.html' title='Primavera do Leste'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJhHoaRJZI/AAAAAAAAAB4/TWBY8kDe4NU/s72-c/DSC08134.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2720845031954185783</id><published>2008-04-21T16:02:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T15:57:26.290-07:00</updated><title type='text'>Cuia</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJhtYaRJaI/AAAAAAAAACA/pdNx1CQeITg/s1600-h/DSC08162.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193320752586237346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJhtYaRJaI/AAAAAAAAACA/pdNx1CQeITg/s320/DSC08162.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJdcYaRJXI/AAAAAAAAABo/ZDrISNUGgcw/s1600-h/DSC08162.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cuiabá?&lt;br /&gt;hein?!&lt;br /&gt;se estive não lembro.&lt;br /&gt;lembro-me de acordar ás seis horas da manhã&lt;br /&gt;depois de ter ido dormir as quatro da manhã,&lt;br /&gt;seguir até o teatro,&lt;br /&gt;fazer uma seção,&lt;br /&gt;sair para almoçar,&lt;br /&gt;voltar ao teatro,&lt;br /&gt;fazer duas seções,&lt;br /&gt;guardar o cenário,&lt;br /&gt;carregar a camionete,&lt;br /&gt;me stressar,&lt;br /&gt;tomar um banho inútil&lt;br /&gt;e viajar até Primavera do Leste.&lt;br /&gt;Cuiabá foi uma insônia.&lt;br /&gt;nada de tão fantástico,&lt;br /&gt;quanto beber o suco do frigobar do quarto do hotel&lt;br /&gt;devolver a caixinha vazia e sair sem pagar.&lt;br /&gt;a cidade morena cresce entre viadutos e fazendas.&lt;br /&gt;continua quente e abafada.&lt;br /&gt;mas ainda conserva o Restaurante do Barba,&lt;br /&gt;na avenida Marechal Deodoro,&lt;br /&gt;próximo a rodoviária,&lt;br /&gt;restaurante popular&lt;br /&gt;com um atendimento humano&lt;br /&gt;e sempre bons descontos.&lt;br /&gt;para dormir, Hotel Brasil,&lt;br /&gt;em frente a rodoviária.&lt;br /&gt;vai discreto e direto ao assunto.&lt;br /&gt;fiquei sabendo que se eu voltar&lt;br /&gt;realizo um sonho.&lt;br /&gt;mas quero continuar dormindo?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2720845031954185783?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2720845031954185783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2720845031954185783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2720845031954185783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2720845031954185783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/cuia.html' title='Cuia'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SBJhtYaRJaI/AAAAAAAAACA/pdNx1CQeITg/s72-c/DSC08162.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-8804479128188920164</id><published>2008-04-21T15:56:00.000-07:00</published><updated>2008-04-21T16:01:58.186-07:00</updated><title type='text'>Quase Cuiabá - parte I</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SA0c26lbqOI/AAAAAAAAABg/TlFKPBJMtFA/s1600-h/DSC08059.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191837675192821986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SA0c26lbqOI/AAAAAAAAABg/TlFKPBJMtFA/s320/DSC08059.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definições não são possíveis a esta altura do tempo.&lt;br /&gt;O que seria então?&lt;br /&gt;Vivo exatamente entre a saudade de casa&lt;br /&gt;E a inspiração para uma rebeldia “on the road”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campo Grande passou delicado.&lt;br /&gt;O frio que nos acompanhou,&lt;br /&gt;Deixou uma marca de casaco&lt;br /&gt;E vinho.&lt;br /&gt;Assuntos introspectivos&lt;br /&gt;Travados ao silêncio da madrugada.&lt;br /&gt;Despedir-se cedo demais da cama do hotel,&lt;br /&gt;Traduziu em fatos o que diz Jorge Drexler:&lt;br /&gt;“Nada se perde. Tudo se transforma”.&lt;br /&gt;A próxima cidade é Cuiaba, a Capital Morena.&lt;br /&gt;Uma viajem de 700 km que deveria durar&lt;br /&gt;Em torno de 10 horas – guardadas as proporções técnicas automotivas-&lt;br /&gt;Transformou-se numa odisséia de conhecimento e superação.&lt;br /&gt;Por volta de 15h30, de uma viajem que começou ás 8h da manhã,&lt;br /&gt;A falta do Diesel, que alimenta o motor de carbono,&lt;br /&gt;Desencadeou uma sucessão de acontecimentos memoráveis.&lt;br /&gt;A conclusão, é que chegamos ás 4 horas da manhã na cama do hotel.&lt;br /&gt;Sentir-se a deriva na beira da estrada&lt;br /&gt;É um paradoxo de solidão interessante.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que brota uma sensação de abandono e impotência,&lt;br /&gt;Descobre-se que os rastros do caminhar da humanidade,&lt;br /&gt;São passos de solidariedade e companheirismo.&lt;br /&gt;E sem escolha de classe ou cor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-8804479128188920164?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/8804479128188920164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=8804479128188920164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8804479128188920164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/8804479128188920164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/quase-cuiab-parte-i.html' title='Quase Cuiabá - parte I'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SA0c26lbqOI/AAAAAAAAABg/TlFKPBJMtFA/s72-c/DSC08059.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7792429354085346688</id><published>2008-04-21T15:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-21T16:07:13.531-07:00</updated><title type='text'>parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SA0biqlbqNI/AAAAAAAAABY/AyAvyt3lo3E/s1600-h/DSC08075.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191836227788843218" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SA0biqlbqNI/AAAAAAAAABY/AyAvyt3lo3E/s320/DSC08075.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan, fazendeiro bem sucedido, ao término de sua colheita de soja e no inicio dos preparativos de uma pescaria, mostrou-me que nada vale mais a pena do que preparar-se para morrer.&lt;br /&gt;Do alto de sua F-250, deixou transparecer sua necessidade de cuidar e aninhar aos seus.&lt;br /&gt;Carregava junto ao terço e a imagem de nossa senhora, a foto da esposa e dos três filhos, Gabriel, 19 anos, Jéssica, 17 e Felipe, 10 anos. Quando questionado por mim sobre o futuro de sua fazenda, foi incisivo e determinante: está com os dias contados. O filho mais velho já cursa a faculdade de Direito e planeja trabalho na Capital de Goiás. A menina já se prepara para o curso de Sociologia e o menor ainda brinca com seu vide-game, mas não prefere conhecer o processo de cultivo da terra. Ivan, e a esposa, já tem sua poupança de aposentadoria, iniciada quando do nascimento do terceiro e último filho. Ficará com a casa da chácara e, de lá, pretende ver a vida passar mansa como as águas do rio onde quer continuar pescando. A previsão desta realidade é de dez anos, quando o filho mais velho já estiver atuando na área de advocacia e os outros dois já estiverem na faculdade.&lt;br /&gt;Percorreu comigo por mais de 10 km na busca por Diesel. Agradeci e desejei-lhe boa pescaria. Ele me olhou no olho e me chamou pelo nome: “Tiago, sigam devagar. É ainda muita estrada até o destino de vocês”. Acenei positivamente com a cabeça e o vi desaparecer entre a poeira da estrada.&lt;br /&gt;Ainda sem solução para o nosso carro, ofereci-me para mais uma carona.&lt;br /&gt;Desta vez quem parou foi Seu Ari. Ainda prontificou-se para dar uma olhada no problema, mas resolveu certificar-se apenas da carona, pois era mecânico de tratores, não de “Camionetas importadas”. Subimos no seu Ford 1975, já vencido pelo cansaço e pelas estradas que cruzou. Podia-se supor que era azul por algumas marcas de cor que resistiam em meio á ferrugem da cabine. Por dentro, pude reconhecer os pedais pela posição dos pés do motorista, porque no demais, eram apenas fios e pedaços de lata que se desprendiam do conjunto como numa ação desesperada por aposentadoria de seus serviços ou reforma geral. Ganharam a segunda reivindicação. No dia seguinte aquele, Seu Ari o levaria sua camionete para chapeação. Ele que ainda vestia a roupa de seu trabalho diário, misturando sua cor cuia da pele com o óleo proveniente dos motores revisados á pouco. E nestes trajes ainda passaria no mercado para pão e leite. Mas o mais interessante da carona foi ouvir sua história de vida. Nascido em Goiânia, aos 27 anos partira para a promissora cidade de Rondonópolis, cidade onde vive até hoje. Aprendeu com a fome a mexer em tratores e fez-se vencer onde podia. Quando adquiriu a camionete – a mesma ainda - tratou de ser seu próprio chefe. E assim o foi. Criou profissão, renda e 2 filhos. Uma moça que casou-se e agora mora em Salvador e um “menino” que mora na casa da Tia na cidade natal de seu pai, onde cursa engenharia mecânica. Seu Ari era simples tal qual apaixonar-se, mas em nenhum momento de nossa conversa de 20 km, reclamou de alguma coisa. O tempo todo mostrou-se satisfeito e, principalmente, responsável por sua situação. Quando chegamos até a oficina autorizada que ele indicou para o nosso socorro, quis lhe oferecer uma ajuda de custo pelo tempo despendido e pela quilometragem rodada pelo seu, quase recauchutado, Ford 1975. Olhou-me com certeza e disse: “Esqueça. Se cada um de nós fizer a sua parte, já está bom”. Apertou-me a mão com tamanha satisfação, que nem me importei de carregar, a partir de então, um pouco da cor de sua profissão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7792429354085346688?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7792429354085346688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7792429354085346688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7792429354085346688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7792429354085346688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/cuiab-parte-ii.html' title='parte II'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SA0biqlbqNI/AAAAAAAAABY/AyAvyt3lo3E/s72-c/DSC08075.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2122163686713472185</id><published>2008-04-21T15:40:00.000-07:00</published><updated>2008-04-21T15:50:51.462-07:00</updated><title type='text'>Cuiabá - parte III</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SA0aQKlbqMI/AAAAAAAAABQ/ZxHdqlTKy0o/s1600-h/DSC07863.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191834810449635522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SA0aQKlbqMI/AAAAAAAAABQ/ZxHdqlTKy0o/s320/DSC07863.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Da despedida com Seu Ari, entrei no carro com Alexandro, mecânico de motores a Diesel. Durante os 20 km que percorremos de volta ao carro empenhado á beira da estrada, contou-me sobre a economia da cidade. Descreveu-me detalhadamente a forma de distribuição de empregos, cargos, preços, motivos e propinas que movimentavam a plantação de soja, milho, algodão e venda de automóveis em Rondonópolis. Contou-me sobre como o algodão merece tratamento de maquinas e não de pessoas para garantir sua pureza e como as associações estavam divididas em quem compra o algodão para trata-lo, quem compra para fazer a linha e quem compra para fazer o tecido. E de como a cidade abriu áreas de emprego para o restante das famílias dos peões que vinham para trabalhar nas fazendas. Lojas de tecido e costura estão em expansão. Contou-me como o mercado de camionetas estava banalizando, chegando ao ponto de qualquer peão – não minimizando sua importância dentro do processo econômico do país – ter uma Hilux, camionete da Chevrolet, que custa em torno, 70 mil reais. Foram os financiamentos a perder de vista que deixaram muitos cegos. Disse-me como agora as fazendas investem nos seus peões, oferecendo-lhes, inclusive, salas de ginástica, alimentação balanceada, piscinas e acompanhamento psicológico, tudo para que a fazenda alcance o ISO e possa transferir este investimento para o preço do grão. E de como o governador do estado de Goiás praticamente domina a compra dos grãos, para revendê-los a preços quadruplicados as grandes indústrias alimentícias, dando apoio e financiamentos para os agricultores. Contou-me ainda, sobre um plano que tem para comprar umas terras e arrenda-las, garantindo assim sua aposentadoria.&lt;br /&gt;Resolvido o problema com o carro, desejou-nos sorte e partiu, levando boa quantia em dinheiro para justificar seu empenho.&lt;br /&gt;Dali 25 km para frente, paramos por mais 6 horas para concerto do alternador. Mas daí, cansado e enfadado, enrolei-me em seda e degustei a tão esperada cerveja Cristal, acompanhado de um estacionamento repleto de caminhões e seus caminhoneiros e algumas profissionais do sexo que apimentavam os sonhos de quem lhes abria as portas. Uma imagem de uma realidade que não se escreve, vive-se. O belo! Tênue membrana que separa a poesia da carne crua.&lt;br /&gt;Mas o que fica de mais reflexivo, foi a dimensão que deu Ivan ao percurso da vida, demonstrando que há uma pressa de chegar-mos onde nem sabemos onde, aconselhando, assim como com o carro, calma e contemplação. É como não perceber a janela abeta enquanto o tempo não para. Seu Ari mostrou-se de uma sensibilidade que contradiz o conceito pejorativo do mecânico de tratores. Se cada um fizer sua parte, já está bom, é tão simples que talvez seja esta a justificativa para a falta de entendimento desta fórmula, uma vez que o ser humano prefere ocupar-se com o que há de mais complicado. Talvez para esconder de si mesmo o quão desprezível pode ser. A simplicidade é a grande resposta. Já para Alexandre, o mundo é onde a gente vive. Se tudo aquilo é tudo o que ele precisa para saber de sua filosofia, quem há de convencê-lo de que está errado? Se é que está.&lt;br /&gt;Em Cuiabá, deitamos as quatro e levantamos as seis. Mas o cansaço já passou. Talvez se antes tivéssemos chego ao hotel, minhas lembranças provavelmente seriam apenas de seda e cevada. Perdeu-se, sim, tempo de viajem, de dinheiro, de saco e de marasmo. Mas ganhou-se o que há de mais satisfatório na vida: ela própria. Nada se perde, tudo se transforma.&lt;br /&gt;E por não com suaves definições? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2122163686713472185?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2122163686713472185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2122163686713472185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2122163686713472185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2122163686713472185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/cuiab-parte-iii.html' title='Cuiabá - parte III'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SA0aQKlbqMI/AAAAAAAAABQ/ZxHdqlTKy0o/s72-c/DSC07863.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-933626257447796011</id><published>2008-04-14T16:18:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T16:47:53.795-07:00</updated><title type='text'>Um protesto!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPtF8EoFOI/AAAAAAAAAA4/Yelo3FJCS_Q/s1600-h/DSC07806.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189251881941603554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPtF8EoFOI/AAAAAAAAAA4/Yelo3FJCS_Q/s320/DSC07806.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Campo Grande - MS&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;20:35&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é a terceira vez que realizo esta viajem. e como não poderia deixar de ser, reconheci como "meus" alguns espaços e rituais que faço em cada lugar que nos hospedamos. em Recife, não posso deixar de ir tomar um café na padaria da praça Cecilia Meireles. Em natal não parto sem antes visitar a Cia dos Sucos, ao lado da Feira Permente de Artesanato. Vale lembrar que fica de fronte ao mar. em Campo Grande, capital sul mato-grossense, local de nossa estadia atual, tem um butequim que fica na frente do hotel onde estamos. a particuliaridade dele, além das mesas de sinuca e do forró em alto e bom som no dvd, é que servem a cerveja Cristal - situa-se como Skol- em copos estilo americano em cadeiras e mesas de plastico do outro lado da rua de um "inferninho". é uma sensação única de zelo e reconhecimento á cultura local. sinto-me um nativo. observo, bebo e quando, atiro-me em uma conversa com alguem que a mereça. mesmo tendo a chuva nos perseguidos desde o sabado a tarde, entendeu que deveria me acompanhar também aqui em Campo Grande. e truxe junto um friozinho de wuisk consigo. mas ritual é ritual e eu devo isto para com a cidade. acontece que a dona - gentil - do butequim resolveu que não teriam mais cervejas Cristal para serem servidas em copos estilo americanos em cadeiras e mesinhas de plastico do outro lado da rua de um "inferninho". cancelou-se o contrato com a "cerveja nativa", devido á uma permuta por freezers da Skol -situa-se como Crital. e isso, é claro, entende-se como exclusividade. querem tirar minha chance de escolher? eu tenho algum direito? e meu ritual? e o meu momento único? o que nos resta é um mundo de momentos uniformes e vazios?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;entendo por que a chuva acompanhou-me.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;desde de sempre soubera que eu teria esta decepção. acompanhou-me para confortar-me. logo nesta viajem! uma viajem de realização de planos e atestados de dignidade. atordoado e angustiado pela sensação, aceitei uma Brahma e tentei me convencer. adoro e recomendo Brahma. mas não aqui. volto para o quarto do hotel, triste e desconsolado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;abstenho-me até do resto deste.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a cidade continua confusa, a viajem continua confusa e meu futuro continua confuso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e acho que a chuva vai continuar até dia trinta deste mês...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-933626257447796011?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/933626257447796011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=933626257447796011' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/933626257447796011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/933626257447796011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/um-protesto.html' title='Um protesto!'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPtF8EoFOI/AAAAAAAAAA4/Yelo3FJCS_Q/s72-c/DSC07806.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-6230268256532217774</id><published>2008-04-14T13:48:00.001-07:00</published><updated>2008-04-14T13:53:39.639-07:00</updated><title type='text'>Enfim...</title><content type='html'>Como é perceptivel, a ordem dos três primeiros posts está invertida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPD58EoFLI/AAAAAAAAAAU/gbGvStpCVu4/s1600-h/DSC07625.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189206595806434482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPD58EoFLI/AAAAAAAAAAU/gbGvStpCVu4/s320/DSC07625.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Novo Hamburgo, 12 de abril de 2008. 14:38&lt;br /&gt;Agora somos a estrada. Agora a estrada nos é. Desenhar uma paisagem diferente na janela a cada instante é surreal. Nesse momento nos distinguimos das flores. Não somos mais fixos. Somos mutáveis, móveis, itinerantes, mambembes, nômades. Somos uma historia. Uma viajem. O Brasil!&lt;br /&gt;O carro é movido a sonhos, planos. Os olhares perdem-se no horizonte cor de chumbo que estende-se sobre nós. Seis realidades dividindo a mesma realidade. Para cada um de nós uma trilha sonora. Para todos, o som dos pneus no asfalto, o vento que urra ao pé do ouvido como um primata. As cores confundem-se em borrões pincelados nas laterais da estrada. Intervenção surrealista. Os sonhos confundem-se entre o sono e a insônia. A estrada é longa. O destino está sempre na próxima folha do calendário e sempre na última folha que se desprende para o abismo do passado. Resta seguir com alguns sonhos na mochila e um pouco de Chico Buarque em doses homeopáticas servido em folhas de seda.&lt;br /&gt;Olho pela janela e a paisagem transmuta-se entre o verde e o cinza.&lt;br /&gt;O horizonte pinta-se ao fundo em tons de chumbo e cobre. Alguns passam, outros ficam. Inevitável silêncio.&lt;br /&gt;Confesso que o medo também é inevitável.&lt;br /&gt;E a segurança está em algum lugar na mala lá atrás... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-6230268256532217774?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/6230268256532217774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=6230268256532217774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6230268256532217774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/6230268256532217774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/enfim.html' title='Enfim...'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPD58EoFLI/AAAAAAAAAAU/gbGvStpCVu4/s72-c/DSC07625.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-7685021455051524758</id><published>2008-04-14T13:42:00.001-07:00</published><updated>2008-04-14T13:45:39.859-07:00</updated><title type='text'>Chuva</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPCX8EoFKI/AAAAAAAAAAM/FbJ1oTEnfjs/s1600-h/DSC07756.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189204912179254434" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPCX8EoFKI/AAAAAAAAAAM/FbJ1oTEnfjs/s320/DSC07756.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chove.&lt;br /&gt;E chove tanto que a paisagem da janela borrou-se de água e agora é apenas uma mancha cinza, lacrimejada pelo vento. Não se vê nada além do que se imagina.&lt;br /&gt;Sono.&lt;br /&gt;Para cada um uma proposta.&lt;br /&gt;Um sonho.&lt;br /&gt;A estrada segue molhada.&lt;br /&gt;Por vezes ouve-se alguma voz, mas em geral, são os pingos de chuva que compõem este silêncio.&lt;br /&gt;Consulto os demais e acendo um cigarro. Está uma bela manhã de outono na serra catarinense. Pela fresta aberta da janela por onde escapa a fumaça, vê-se belos casarões em estilo Português, com grandes e numerosas portas, todas elas pintadas em tinta descascada pela história. Verdes campos ensopados preenchem o horizonte ao norte. A Oeste, a BR 163 estende-se em cinza. Varam as horas e os pensamentos. Está é uma daquelas boas oportunidades para pensar. Ou simplesmente deixar a mente vagar, perdendo-se no bailar trêmulos dos pingos de chuva no vidro da janela, ainda entreaberta. Não há mais fumaça, restam apenas pensamentos e planos de um futuro não muito longe que se soltam pela paisagem... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-7685021455051524758?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/7685021455051524758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=7685021455051524758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7685021455051524758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/7685021455051524758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/chuva.html' title='Chuva'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPCX8EoFKI/AAAAAAAAAAM/FbJ1oTEnfjs/s72-c/DSC07756.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-613948100335438305.post-2058894559509121689</id><published>2008-04-13T22:02:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T13:41:29.003-07:00</updated><title type='text'>Mundo Novo - MS</title><content type='html'>Percorreram as horas mais de trezentos quilometros até este Mundo Novo, ou, novo mundo, se contarem as experiências e as motivaçãos que despencaram sobre minha razão nestes últimos dois dias.&lt;br /&gt;A descoberta a cada curva de um mundo diferente, onde a realidade não tem nome e tão pouco se preocupa em ser real, transmitem a minha insônia uma poesia á mais.&lt;br /&gt;Das trintas horas que percorremos pela estrada, 32 delas foram regadas a muita chuva e paisagens úmidas. A introspecção natural de uma longa viajem de carro é atenuada pela falta de virilidade que tráz o sol, com seus raios onipotentes e quentes. A claridade torna a visão mais viciada e comoda, o que incomoda menos e distrai mais. Mas quando a paisagem pinta-se de cinza e tudo o que fica são pingos de chuvas dependurando-se nos vidros das janelas afim de aproveitarem a carona, mergulhar no fundo do abismo de nossos planos é um salto sem paraquedas da mesa para o copo. Ou do isqueiro para a seda.&lt;br /&gt;A cada quilometro que surge no horizonte, surge também mais uma dúzia de dúvidas: será mesmo isso? Será esta a saída? E busco eu uma saída ou o que quero é, enfim, encontrar uma entrada? Já não estarei eu metade da entrada a dentro e não percebo? Quando será tarde demais para se errar? Existe um tempo certo para errar?&lt;br /&gt;Desenho o mapa brasileiro com curvas de interrogação.&lt;br /&gt;No mais, é pergunta pra boi dormir.&lt;br /&gt;Não há amor sem dor, assim como não há vida sem morte.&lt;br /&gt;Das conclusões cuido depois, quando já estiverem concluídas.&lt;br /&gt;Resta dizer que a paisagem, mesmo molhada, da serra Catarinense e Paranaense é linda e o que talvez poucoas pessoas percebam, é que o pôr-do-sol dos dias chuvosos é de rara beleza.&lt;br /&gt;"Sonhei que o fogo gelou, sonhei que a neve fervia e de sonhar o impossivel, ah, sonhei que tu me queria"...referencia mais que saldosa a Chico Buarque.&lt;br /&gt;e boa noite...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/613948100335438305-2058894559509121689?l=totonhocaracol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/feeds/2058894559509121689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=613948100335438305&amp;postID=2058894559509121689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2058894559509121689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/613948100335438305/posts/default/2058894559509121689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totonhocaracol.blogspot.com/2008/04/mundo-novo-ms.html' title='Mundo Novo - MS'/><author><name>Totonho Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05922026616020046295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp0.blogger.com/_zR37JV9vlw4/SAPue8EoFQI/AAAAAAAAABE/Zxo_iE73t3U/S220/DSC07827.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
